Mt 16:18 b "e sobre esta pedra edificarei a minha igreja"

Mt 16:18 b "e sobre esta pedra edificarei a minha igreja"
Mateus 5:14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte;

sábado, 16 de fevereiro de 2008

A História da Igreja - (Mac Graham)

A História da Igreja - (Mac Graham)
(Mateus 16:15-19)


Focalizando a seguinte frase: “Esta é uma promessa do Senhor, não é uma solicitação, mas é uma declaração, que Eu edificarei a minha Igreja, e os portões do inferno não prevaleceram contra ela.” Freqüentemente quando nós vemos a História da Igreja, aos nossos olhos exteriores vai aparentar que parecem que os portões do inferno estão prevalecendo contra a Igreja, mas nós precisamos de lembrar nos nossos corações, que em realidade, o Senhor está edificando a Sua Igreja e os portões do inferno não vão prevalecer contra ela.
(Mateus 18:15-20)

Vamos focalizar este último versículo, aqui há de novo uma promessa maravilhosa: “Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome aí estou Eu no meio deles.” Pra mim isso aqui mostra a simplicidade maravilhosa da Igreja. Quão simples é que dois ou três estejam reunidos ao redor do seu nome, ali Ele está no meio deles. Quando nós lemos estas duas passagens, em Mateus 16 e 18; nós vemos então as duas instâncias em que o Senhor Jesus quando estava sobre a terra fez referência a Igreja.
Em Mateus 16, geralmente aceito que está se referindo a Igreja universal...“Eu vou edificar a
minha Igreja”... todos os cristãos através da História, Ele está formando e edificando uma Igreja, pra que essa Igreja possa ser sua noiva. E quando nós chegamos ao capítulo 18, nós vemos o Senhor Jesus falando da Igreja na maneira de como ela funciona e como ela acontece. Quando irmãos e irmãs estão juntos, quando estamos juntos em comunhão, muitas das vezes nós nos damos muito bem, mas algumas vezes nós temos que pedir perdão uns para os outros. E quando nós passamos por esse processo de pedir perdão, a sua vida gloriosa ela é aumentada, e o seu testemunho então torna-se mais real. Freqüentemente quando nós olhamos a História da Igreja, nós não vemos esses princípios sendo praticados, um irmão ofende à outro irmão, e ao invés de se arrependerem, há divisão. O coração do nosso Senhor desde o princípio é para que nós fôssemos um só povo, e que Ele pudesse habitar no nosso meio, debaixo de um outro nome, além do que Seu próprio nome precioso.

(Efésios 5:25-27)
Nós vemos através dos evangelhos e das epístolas de como o Senhor deu-se a si mesmo por nós, de como Ele morreu por nós, de como o Seu sangue nos purificou de nossos pecados, e de certa maneira nós somos o foco daquela salvação, e é uma salvação gloriosa. Mas existe um outro aspecto do Senhor ter se dado a si mesmo e ter morrido, Ele também deu-se a si mesmo pela Igreja, para que Ele pudesse ter uma noiva, preparada sem qualquer mácula ou ruga, que corresponderia ao Seu coração por toda a eternidade, que nós possamos nos lembrar desse aspecto... que o nosso Deus é um Deus de propósito, Ele não apenas nos chamou individualmente, mas nos chamou de maneira coletiva, corporativa como a sua Igreja. Ele não
apenas nos amou individualmente, mas Ele amou a toda sua Igreja, de maneira tal que morreu por ela.
(Zacarias 4:6-9)
Nós sabemos que os profetas Ageu e Zacarias, foram usados pelo Senhor, para poder encorajar o povo de Israel quando estavam retornando da Babilônia. E essa profecia foi pra eles naquele momento específico, mas também essa profecia nos leva para o futuro, para o tempo que nós vivemos hoje. E nós temos essa profecia maravilhosa em nosso corações, que não é pelo poder nem pela força, mas é pelo seu Espírito. É a medida que o Espírito conduz, a medida que o Espírito revela o seu plano e propósito, para edificar a sua Igreja. E no final, o clamor final não será no nosso próprio clamor, mas o clamor final será graça sobre graça, será tudo através da graça.

Quando nós vemos a condição do povo de Deus nesses últimos dias, e como vemos a promessa de quão maravilhosamente o Senhor vai cumprir tudo aquilo que Ele prometeu, nós sabemos que isto vai ser apenas através da sua graça, e através da sua graça, Ele vai concluir aquilo que Ele começou. “Eu gostaria apenas de compartilhar esses versículos, como um fundamento pra nós nessa semana. Considere esses princípios, e então nós podemos ver o Senhor trabalhando e operando através de toda a História. Então porque nós consideramos essa questão da História da Igreja. Será que estamos aqui para uma sessão educacional didática? Será que é pra podermos fazer aquele curso de História da Igreja básica?
Eu acho que não. A razão de estarmos aqui irmãos e irmãs, é para vermos diversos aspectos... primeiro lugar para podermos contemplar a face maravilhosa do nosso Deus. Apesar da grande falta de fé da nossa parte, nós podemos ver a fidelidade do nosso Deus. Século após século, Ele dá a si mesmo para tantos, são aqueles que pegam isso aí e correm, avançam de maneira bastante leal, mesmo na nossa fidelidade, nós realmente estamos a quem?... e nós nos desviamos... mas a sua fidelidade permanece para sempre, porque
Ele tem aquele propósito, aquele alvo em vista. Também quando consideramos essa questão da História da Igreja, há muitas lições que podemos aprender, e o desejo de aprendermos essas lições, é para que nós não cometamos os mesmos erros, e de alguma maneira quando nós voltamos e contemplamos esse quadro, e essas coisas nos confrontam, o Espírito Santo possa trazer isso a nossa mente, para que não façamos os mesmos erros. Há um ditado muito famoso através da História, eu não vou compartilhar isso para desencorajá-los,
mas apenas para mostrar, que é somente através do Espírito Santo que podemos aprender. E essa citação da História é: “Uma coisa que nós aprendemos na História, é uma coisa que não aprendemos na História”... é somente através do seu Espírito, não está em nós mesmos, porque nós veremos através de toda a História, que na realidade não há nada de novo debaixo do sol. Os problemas que os nossos irmãos e irmãs lutaram uns com os outros, lá no primeiro e segundo século, são os mesmos problemas com o qual nós lidamos e lutamos hoje.
Havia uns irmãos e irmãs que no primeiro e no segundo século, tinham aquela visão premilenar, e eles também não ficaram firmes naquela posição, empacaram naquela posição, na sua maneira de crer, e isto trouxe divisão. Haviam aqueles no primeiro e segundo séculos que foram referidos como sendo carismáticos, e aqueles que não tiveram essa experiência, e eles acabaram se dividindo. Haviam aqueles no primeiro e segundo século, que falavam que há um deus dentro de nós, cada um de nós tem um pedacinho
de Deus. E nós podemos treinar isso, nós poderemos ser bons em nós mesmos. Então nós podemos conhecer a Deus de uma maneira grandiosa, e similar a essa História toda que está acontecendo é a nova era... é muito irônico chamar de “nova era” , já estava lá há muitos séculos atrás. Os nossos irmãos e irmãs encararam os mesmos problemas, e nós nos voltamos ao Senhor para que realmente possamos aprender. Existe uma outra importante característica da História da Igreja, que nós precisamos considerar, que a medida que nós consideramos a História, isto pode nos trazer equilíbrio. Nós cristãos somos maravilhosos em cair fora do equilíbrio, e talvez nessa época podemos achar que somos especiais porque o Senhor está fazendo alguma coisa, e talvez nós possamos até começar a pensar, que nós somos os cristãos verdadeiros. Nós somos o povo especial de Deus, porque nós temos que
confiar no que Ele é, porque nós temos uma visão daquilo que Ele está realmente ansiando. Mas irmãos e irmãs, quando nós olhamos para a História da Igreja, nós vimos que Ele estava fazendo a mesma coisa, através de todo o século. Nós estamos simplesmente entrando naquela seqüência do Seu triunfo. Um dos grande fatores que leva ao declínio dentro da Igreja, é que toda vez que um grupo de irmãos e irmãs, começam achar que eles são especiais, ou acham que realmente eles tem aquilo, e que eles são povo especial de Deus, eles começam a ser tornar exclusivistas, e essa exclusividade, levam a formalização e então a morte. Nós não somos especiais, é pela sua graça, apenas nós entramos nessa seqüência, mas por outro lado, se nós não somos especiais, somos apenas comuns, será que simplesmente é uma coisa banal que está acontecendo, e apenas somos salvos e não tem nada assim de grandioso a respeito disso, não, por outro lado, nós somos especiais, mas como um povo de Deus, somos chamados pelo nosso Senhor a entrarmos neste testemunho. Mas todos fomos chamados para entrarmos, e quando nós nascemos através do sangue do Cordeiro, nós entramos na Igreja, e não existe nada comum a respeito disso, nós somos um povo santo e fomos separados para o propósito de Deus. Então por um lado, nós nunca achamos que somos especiais, mas também não podemos pensar que somos comuns, porque existe algo especial acontecendo, mas essa coisa especial está no nosso Senhor e está no seu chamamento, não está em nós. Também quando nós observamos a História da Igreja, talvez a gente pudesse utilizar essa frase, que são duas linhas da História da Igreja, existe aquela aparência exterior na História da Igreja, e para isso iremos utilizar o termo Cristandade ou Cristianismo. A aparência formal daquilo que está aparente acontecendo, mas ao mesmo tempo, existe uma realidade de uma vida interior daquilo que está acontecendo. Da mesma forma que essa aparência exterior está se movendo através dos séculos, existe aquela realidade interior da sua vida que está se movendo através dos séculos, essas duas coisas podem coexistir e as vezes estarem misturadas ao longo dos tempos. Nós temos que lembrar que aquilo que o Senhor está buscando, é aquela realidade interior da sua vida, o Senhor não está muito interessado naquela aparência exterior, mas está interessado em ter um povo que é chamado pelo Seu nome, onde a sua vida está sendo formada dentro dele; e que são conduzidas pelo Espírito e obedientes à Ele. Como vocês já perceberam estou apenas dando uma introdução. E um outro aspecto desta introdução, a medida que nós observarmos estes Movimentos ao longo da História da Igreja, nós podemos observar quatro características que normalmente aparece aí. Estas quatro parecem que sempre manifestam a mesma, então quando estas estão presentes, é como um novo Movimento do Senhor acontece, e Ele então nos faz avançar mais em direção ao seu propósito. - Primeiro, é que o Senhor Jesus Cristo é o cabeça vivo da Igreja. Nós sabemos através das escrituras que Cristo é o cabeça da Igreja. No entanto através da História, nós vimos que freqüentemente o homem O substituiu como o cabeça. Observe que eu estou usando o termo o cabeça, não somente o cabeça, mas O cabeça vivo. Não apenas em forma, mas em vida, nós podemos dizer apenas que Ele é o cabeça com as nossas bocas, mas na realidade Ele é o cabeça em nossos corações. Ele nos conduz e nos guia, em todas as nossas decisões.
- Segundo, é que a palavra de Deus é a única autoridade para nossa liderança, nossa condução. A consideração plena, da palavra de Deus como sendo nossa fonte de condução. Não retirando nada da palavra de Deus, e também não adicionando nada a palavra de Deus, mas o reconhecimento completo da palavra de Deus como um todo, inteiro. Nós vamos ver que através da História, que houveram alguns movimentos, que não gostaram lá dos escritos de Pedro, não gostaram do velho testamento, então joguem esta parte fora. Eles só gostaram do evangelho de Lucas, as cartas de Paulo, e chegaram a um ponto que começaram até a duvidar de Lucas, e modificaram um pouquinho, pra poder adaptar a eles mesmos. Então
irmãos e irmãs, a palavra de Deus inteira, é que nós precisamos considerar como sendo a única autoridade. - Terceiro, é que o Espírito Santo tem seu lugar proeminente principal, de conduzir individual e coletivamente. O Espírito Santo dá aquele equilíbrio da vida em nosso meio, quando nós vemos o Espírito Santo no seu local adequado, permitindo que o Senhor fale através do Espírito para nós, e nós vamos observar isto através de toda a História também.
- Quarto, é o que nós chamamos do sacerdócio de todos os cristãos, ou que não nenhum mediador entre o homem e Deus, não existe nenhuma etapa especial. Mas cada irmão e irmã, são chamados para funcionar como sacerdotes diante de Deus, todos são chamados para ministrar diante dEle, para adorá-Lo, para orar a Ele, e estar firmes pelo seu propósito.
Quando nós vemos esses quatro elementos, ativos de uma maneira bastante viva, nós vamos ver que o Senhor está prosseguindo. Mas é interessante observar também que, uma vez que qualquer um desses elementos começar a sair fora de qualquer equilíbrio, em poucos anos, aqueles cristãos começam a se desviar. Mas na fidelidade do Senhor, alguns talvez saiam pela tangente, o Senhor levanta outros para prosseguirem. Que nós possamos aprender disso. Então agora, quando nós abordamos essa questão da História da Igreja, vemos neste guia de estudo, que foram divididos em oito sessões. Então quando pela primeira vez, dividi este estudo em oito sessões, e quanto mais estudei, descobri que a gente poderia gastar cada sessão em uma semana, é tanto que há ali, da fidelidade de nosso Senhor, e tantos irmãos e irmãs preciosos, que realmente permaneceram firmes pelo testemunho de nosso Senhor.
Uma das maiores coisas que tocou meu coração quando estava considerando este estudo da
História da Igreja, é a História dos mártires através da História da Igreja. Milhares e talvez milhões de irmãos e irmãs que morreram para que nós pudéssemos estar aqui hoje. Alguns que deram as suas vidas, por tantas coisas que nós simplesmente desprezamos, milhares morreram simplesmente pela questão do batismo, milhares morreram por essa questão de participarmos do mesmo Senhor, milhares morreram simplesmente pelo fato de poderem ter a palavra de Deus. Hoje quando nós caminhamos na rua, entramos em muitas livrarias, nós podemos ir a uma loja comum do mundo, a gente pode até encontrar lugares que vende livros religiosos, e comprar ali uma Bíblia E muitos de nós temos uma Bíblia em cada lugar de nossas casas. Mas os milhares que tiveram que dar as suas vidas, para que nós pudéssemos ter esse privilégio, aquelas coisas que muito que vieram antes de nós tiveram que morrer por elas, nós nunca devemos tratá-los como sendo coisas comuns, mas que elas possam ter um grande significado em nossas vidas. A medida que o fim dessa era se aproxima, nós não sabemos o que vai acontecer conosco, mas que nós possamos ser fortalecidos por aqueles que vieram antes de nós. Foram aqueles que momentos de perseguição, aqueles exércitos viriam e circundariam a cidade, porque eles haviam ouvido que um grupo de cristãos estavam ali, então esses soldados perguntavam aos seus generais: “Quem nós devemos matar?”
“Como nós podemos saber dentro daquela cidade a quem matar?” O general falou: “Mate a todos!” “Velho, jovem, pai e mãe e mesmo crianças.” Eles foram simplesmente mortos porque eram cristãos. Talvez muitos deles nem fossem cristãos muito fiéis, alguns muito fiéis, mas eles foram simplesmente martirizados, por terem aquele nome de “cristãos”, um nome precioso. Que nós possamos aprender essas sessões e sermos fortalecidos em nosso corações. Você sabe que o Senhor ama sua Igreja tanto... quando nós olhamos para trás através do aspecto da História da Igreja, nos é dito, de novo e de novo... que o sangue dos mártires, foi utilizados para espalharem o evangelho. Uma das maiores ameaças para o Cristianismo através da História, foi prosperidade e paz. Porque assim os nossos corações se desviam. Mas sabe quando é que a Igreja é mais fortalecida e cresce mais? São nas situações de perseguição. É um contraste impressionante, quanto mais a Igreja é perseguida, maior é o testemunho do Senhor. Quando aquela perseguição é retirada, a paz é restaurada, a liberdade de religião é restaurada, as pessoas então se desviam. Em que momento nós estamos vivendo agora? Maior parte de nós, vivemos vidas bastante pacífica. Nós temos muita liberdade, é difícil, dados a situação econômica, nas diferentes partes do mundo, no geral nós vivemos em paz. Que nós não possamos ser aqueles que se desviam, mas que possamos estar firmes de uma maneira grande pelo Senhor. Então quando abordamos
essa questão da História da Igreja, o que nós gostaríamos de utilizar como aquele esboço, ou guia, está lá no livro de Apocalipse 2 e 3. Em Apocalipse capítulos 2 e 3, nas sete cartas para as sete Igrejas, então aquelas Igrejas eram bastantes reais quando João escreveu aquelas cartas, quando essa revelação chegou para João na ilha de Patmos, e o Senhor disse, escreve isso para as sete Igrejas, essas foram cartas muito reais para Éfeso, Sardes, Tiatira, Filadélfia e todas as outras. Cartas muito reais para aquele momento tempo em que se
encontravam. Mas também é geralmente acreditado, da mesma maneira que o livro de Apocalipse é um livro sobre profecia, que nós também podemos olhar para as sete cartas, como sendo um quadro para História da Igreja. Sete seguimentos da História da Igreja. Não apenas falando de maneira histórica, mas também falando profeticamente a respeito da História da Igreja. Quando nós nos assentamos aqui cerca de dois mil anos depois, nós podemos olhar de novo para estas sete cartas, e a gente pode ver de maneira impressionante como verdadeiramente isto aconteceu. Então quando nós chegamos no primeiro século da História da Igreja, nós queremos observar aquela carta à Éfeso, e ver o que o Senhor escreveu para eles. (ler Apocalipse 2:1-7). Nós podemos observar nos versos 3 e 4 que a Igreja foi bem recomendada pela sua perseverança e que não desfaleceu. Mas no verso 4: “...mas deixaste teu primeiro amor...” eu acho que nós conhecemos bem esta frase. Então este é um quadro da Igreja do primeiro século. De como eles tinham grande obras e
perseveraram em situações adversas e tribulações e como nós veremos no finalzinho do primeiro século, eles foram aqueles que deixaram o primeiro amor. Aquela mesma origem com a qual começaram, aquela simplicidade e pureza do amor do Senhor, começou então a se tornar uma tradição, então eles deixaram seu primeiro amor. Então quando nós consideramos a Igreja, nós podemos dizer que ela nasceu em Atos 2. Quando nós lemos o livro de Atos, nós vemos aquele crescimento no princípio da Igreja, como Atos 2, tinha 120 indivíduos, que foram batizados em um corpo, antes disso você tinha apenas 120 indivíduos, depois daquele batismo no Espírito, não eram mais os 120 indivíduos, mas sim eles eram um corpo, o corpo de Cristo. Em Atos de 3 à 7, nós vemos a Igreja de Jerusalém funcionando, nós a vemos crescer. Mas também vemos que a Igreja em Jerusalém, ela era composta principalmente por judeus, principalmente uma Igreja judaica, nós víamos os apóstolos ali também. Mas ali em Atos 8 começa a perseguição, e eles foram espalhados. Esta perseguição aconteceu, você lembra lá em Atos 1, e ali é dito que “vós sereis estemunho para mim”, serão as “minhas testemunhas” por toda a Judéia, Samaria, e aos confins da terra. Então após vir o batismo no Espírito Santo e aquela Igreja ter sido formada, eles estão vivendo ali em Jerusalém, desfrutando disso, esqueceram de ir pra Judéia e Samaria. E eles saíram pregando o evangelho. Então nós sabemos que o evangelho foi pregado aos gentios. Nós vemos como Pedro foi enviado a casa de Cornélio, então os gentios agora vieram compor a Igreja. Então Atos 11, nós vemos a História da Igreja em Antioquia, mas cristãos que não eram judeus, aqueles de Antioquia, e em outros locais, onde a Igreja foi formada. Então a Igreja em Jerusalém ouve a respeito daquilo, e viu Barnabé lá. E qual Espírito Barnabé foi lá? Barnabé foi lá como irmão. Ele não foi pra lá
partindo do ponto que Jerusalém era a Igreja principal, pra poder chegar lá e aprovar aquela Igreja em Antioquia, mas ele vai no Espírito de comunhão, para aquela Igreja em Antioquia. E quando nós vemos a descrição da Igreja lá em Antioquia, principalmente os gentios, não vêem ali, talvez como nós podemos mencionar os grandes nomes. Jerusalém tem aquelas pessoas com nomes grandes, Pedro, João todos apóstolos. Em Antioquia a Igreja dos sem nome. Nós vemos a diversidade do povo de Deus, como aquilo que Ele tem buscado, é a sua vida sendo formada nas pessoas, não está buscando a uniformidade, não está tentando colocar aquela Igreja de Jerusalém lá em Antioquia, mas a medida que a vida do Senhor é
expressa lá em Antioquia, eles tem então a sua experiência bem particular , pessoal. E nós sabemos também como Paulo passa por suas viagens missionárias, então na sua segunda viagem missionária ele vai até a Europa, então se encontra com Lídia a primeira pessoa convertida ali, então aquela Igreja nasce ali em Filipos e, também em outros locais na Europa. Nós vemos a Igreja nascendo em diversas outras localidades. Algumas vezes nós vemos ela crescendo e nascendo através da mão de Paulo, às vezes através do ministério de um outro apóstolo, algumas vezes nós nem sabemos como elas nasceram, aparentemente algumas delas nasceram sem qualquer que alguns daqueles grandes nomes pudessem estar ali. Como haviam muitos ali naquele dia de Pentecostes, quando eles retornaram para as mais diversas localidades, eles estavam se reunindo na simplicidade do Senhor.
Nós sabemos que após isso, Paulo foi preso, foi lançado na cadeia e foi levado para Roma. Ele foi libertado, ele foi para Espanha, e ele foi preso novamente e foi trazido para Roma. E durante aquela perseguição de Nero, nós sabemos que Paulo e Pedro foram mártires naquela época. Essa perseguição de Nero, foi por volta de 64 e 65 da era corrente. Então no ano 70, nós sabemos que Jerusalém foi destruídopor Tito, o templo foi destruído, e os judeus foram mais uma vez dispersados; os cristãos foram dispersados também. É interessante quando observamos aquela primeira parte da História da Igreja, como o Senhor utilizou o sistema da sinagoga, para na realidade espalhar o evangelho. Porque na sinagoga, a palavra de
Deus era o ponto central, para que Paulo e outros pudessem ir, e podiam falar de maneira livre, eles podiam abrir o livro de Isaías, eles podiam mostrar a salvação ali no velho testamento, e através daquele sistema, muitos se tornaram cristãos. Foi entre os períodos de 80 e 90, só então que os cristãos foram banidos da sinagoga. Então os sabinos judeus e as autoridades, viram o efeito que aqueles cristãos estavam conseguindo. E muitos estavam sendo desviados da maneira de crer judaica; estavam se voltando pra Cristo. Então aí eles começaram a dizer que não podiam mais entrar na sinagoga. Então mais e mais, eles
começaram a se reunir em casa. Mas foi também durante esta época, a princípio o Cristianismo era considerado como sendo uma parte da religião judaica pelo império romano. Quando o sistema romano, olhava para o Cristianismo, eles enxergavam aquilo apenas como uma seita ou um ramo do judaísmo. Então o judaísmo era uma religião legal, eles não eram perseguidos. Mas quando houve essa separação, e o Cristianismo não era uma religião legalizada, a perseguição dos cristãos começou. Então porque os cristãos foram perseguidos? Se os cristãos judeus podiam se reunir da maneira como eles queriam, os judeus da religião judaica, eles podiam receber essa liberdade de reunir. Porque o Cristianismo não foi aceito? Uma razão, existe muitas, por que os romanos acreditavam
em tradição, eles achavam que esse negócio de Cristianismo era uma coisa meio moderna, meio nova. Mas ao contrário o judaísmo, ele vinha lá a milhares de anos do passado, então por causa da História judaica, eles deram a eles a liberdade de religião. Então quando eles viram essa nova religião aparecendo, eles não tinham a tradição, aqueles romanos eram muitos céticos, eles achavam que o Cristianismo tinha que seguir o mesmo modelo, o mesmo sistema que outras religiões estavam existentes no império. Sobre o império romano, qualquer religião podia praticar a sua crença, somente se elas praticassem religião romana, o elemento principal daquilo, era considerar ou reconhecer que o imperador César era deus. Então eles também tinham que queimar incenso para o imperador. Era aquela prática de adoração ao imperador ou adoração à César. Nós sabemos que os cristãos não podiam fazer isso, e automaticamente foram perseguidos. Eles eram anti-governo, eles não estavam reconhecendo César por quem ele era. Mas na realidade eles não faziam, eles reconheciam o César como sendo o cabeça política de Roma, eles oravam por César, eles
obedeciam as leis civis, eles eram bons cidadãos, mas nesta área, de se dobrarem e se curvarem a César, eles não fariam isto. E muitos, foram perseguidos por causa disto.
Quais foram as outras acusações que vieram sobre esta nova religião? Uma das mais comumente ouvidas, era a respeito do canibalismo, eles falavam que todos os cristãos são canibais, eles precisam ser mortos. E eu pensei: como é que eles podiam nos acusar de sermos canibais? Vocês vêem que essas pessoas eles se reúnem nas casas e cavernas, eles comem o corpo do seu Senhor? Eles bebem o seu sangue? São canibais!!! É isso que eles ouviam... Nós sabemos que isso não é verdadeiro, isso é apenas uma acusação falsa. Isso levou maior separação, maior perseguição. Uma outra razão de estarem perseguindo os cristãos, porque os negócios eram tão interrompidos, quanto mais as pessoas de uma cidade se tornavam cristãos. A economia daquela cidade então começavam a sofrer, no princípio tinham que vender todos aqueles ídolos, e vender aquelas coisas para serem oferecidas aos ídolos, vai pros bares, vai para os diversos lugares, gastando todo o dinheiro naquelas coisas
luxuriosas.
Agora os cristãos não gastavam o dinheiro daquela maneira. E muitos daqueles comerciantes estavam indo a falência, então os cristãos eram culpados disto. Nós podemos observar isto no novo testamento. Como os cristãos foram perseguidos quando eles permaneceram contra os ídolos. Em Atos 19, houve uma grande comoção ali, então este tipo de acusação veio sobre eles. Os cristãos foram acusados também de grandes atos de imoralidade, porque estavam falando a respeito de amar uns aos outros, chamando a todos de irmãos e irmãs. Dizendo que as pessoas faziam parte da sua família, mesmo quando
nem eram da sua família. Muitos rumores e mentiras, através deste primeiro século tudo aconteceu. E houve outras acusações também... Nós podemos ver de como o inimigo tomou aquelas coisas que os cristãos faziam em verdade e em simplicidade, e tentou virar isso contra eles. E eles acabaram então serem perseguidos. E nesta perseguição, o evangelho prosperou. A tabela nº 1, que você tem na apostila, mostra onde que foram o destino daqueles discípulos. Se você olhar ali naquela coluna de informação tradicional, nós vemos que esses discípulos foram por todo o mundo, nós vimos que eles foram para Ásia Menor, foram pra África, Tomé foi tão longe quanto Índia, alguns foram para Síria, Pérsia, Egito, pra todos os lados estavam sendo espalhados e o evangelho prosperava. Na realidade, na maior parte do que se crê, estes doze discípulos foram martirizados com exceção de João. Alguns foram apedrejados até a morte, alguns levaram pauladas até a morte, muitos foram
crucificados. André foi martirizado, crucificado em Acaia. Também nós cremos, que talvez André tenha levado o evangelho pela parte do mundo que hoje nós conhecemos como Rússia. Então aquela Igreja ortodoxa daquela região, eles realmente se referem a André como sendo seu santo. Também nós vemos André de diversas outras formas. Quando André foi crucificado, numa cruz, e a sua cruz tinha essa forma de um X. Mas nós temos aquilo que hoje é referido em muitos lugares, como a cruz de santo André. É muito comum lá na Escócia, não aquele tipo comum de cruz que nós vemos, mas há uma que parece desta maneira. Vêem talvez da maneira como André tinha sido crucificado. Quando nós vemos esses discípulos prosseguindo, o evangelho estava sendo espalhado de uma maneira muito rápida, e muitos fatores realmente auxiliaram na propagação deste evangelho. Quando os romanos estabeleceram o seu império, eles tinham estradas indo para todo lado, eles tinham bons sistemas de comunicação, na realidade eles podiam utilizar essas facilidades, para espalhar o evangelho. Também a respeito dessa época, dentro do império romano, no passado o império romano cria no Politeísmo, que haviam muitos deuses, então eles começaram a ser influenciados por essa coisa, que eles começaram a crer que o certo seria o Monoteísmo, um Deus acima de todos esses outros deuses. Então quando os cristãos saíam, eles falavam “sim apenas um Deus”. Já algum tipo de receptividade dentro do coração das pessoas, para considerar essa coisa. Porque eles já conheciam milhares de deuses, e eles falharam, “nós temos todos os nossos deuses, e ainda assim o nosso império está caindo aos pedaços”, “nós temos todos os nossos deuses, e ainda assim dilúvio e fogo vem”. Quando eles com sinceridade buscavam os seus deuses, eles sabiam que aqueles deuses não tinham qualquer poder. Mas quando eles viram esses cristãos, falando de um Deus apenas, não apenas um Deus de proteção, mas também um Deus de esperança, uma esperança para esta era, e pra era vindoura. Aquilo registrou no coração deles. Uma coisa importante a respeito da mensagem do evangelho, é que realmente ela serve pra toda era, se aplica a qualquer pessoa e, na realidade ela tende a aumentar o relacionamento pessoal. Naquele
império romano, os escravos eram tratados de maneira terrível, as esposas não eram respeitadas, a vida em família estava aos pedaços. Aqui está uma mensagem que vem para nós. Uma vez que nós fomos salvos, nós temos esta vida, que nós respeitamos uns aos outros, nós amamos uns aos outros, o mestre ama o escravo. O escravo trabalha para o mestre do seu amor, os maridos não tem vantagens sobre as esposas, mas ao invés eles amam suas esposas, era uma mensagem muito positiva. E aquilo que o mundo viu, foram
vidas sendo transformadas, eles viam a vida daqueles que seguiam o Cordeiro. E viram como o Senhor, os estava transformando, eles viram a pureza de suas vidas, que essa mensagem não era apenas teoria, mas era realidade, de como restauravam aqueles que se odiavam mutuamente. E como realmente fortalecia aqueles que precisavam passar por tempos perigosos, eles viram a palavra viva, não podiam negar aquela palavra. E no final do primeiro século, no final daquele cem anos, o evangelho foi espalhado, naquela época aquilo que era considerado como sendo o fim do mundo. Foi através de Roma, Síria e Ásia, através de Cartágena na África, até a Índia, e naquela parte que hoje é conhecida como Iraque, Irã, através de toda aquela área, uma mensagem gloriosa, que não podia ser restringida. Então depois destes doze discípulos terem saído, eles influenciaram diversas pessoas. Quando você olha então pra sua tabela nº 2, então nós vemos ali, o que são chamados pais apostólicos. Muitos desses foram discípulos diretos, dos discípulos originais. Não há qualquer dúvida de que realmente estas pessoas amaram ao Senhor, mas porque muitos deles eram mártires, e podemos ver nestas listas mártir após mártir. E também o que nós podemos ver nesses pais apostólicos, quando eles começaram a ver os cristãos caindo a beira do caminho, ao invés de tentar retornar a origem, mesmo após cem anos, eles começaram a tentar maneiras diferentes, de tentar preservar esta verdade. Então realmente aqueles que viram ao Senhor, e esta visão cativou os seus corações, então você chega agora a segundo e terceira geração. Eles herdaram muitos ensinamentos bons, e eles herdaram
muitas verdades boas, muitos já sabiam como se comportar, como agir como cristãos, mas ao invés de ter aquele frescor da Igreja primitiva, eles estavam caindo em tradições, então nos é dito que eles deixaram o seu primeiro amor. Então muitas destas divergências, começaram a acontecer, através de alguns destes pais apostólicos. Nós podemos olhar Inácio, que foi grandemente usado pelo Senhor, se você ler a História de Inácio, foi uma História de grande gozo de como ele foi pro martírio. Ele foi preso por Roma, e ele foi
levado para ser processado. Quando então ele foi conduzido para o tribunal, ele então começou a escrever estas diferentes cartas para diversos cristãos, para Éfeso, Tralianos, Filadelfianos e assim por diante. Mas houve algumas coisas mais que Inácio começou a trazer pra dentro do Cristianismo. Inácio foi a primeira pessoa utilizar o termo católico, ele utilizou isto de uma maneira muito pura, ele utilizou a palavra católico para poder significar universal, entre todos os cristãos, no sentido simplesmente querendo dizer que aquilo era universal, ele introduziu então esta palavra, na sua carta à Esmirna. Mas houve uma outra coisa que Inácio também introduziu, ele foi o primeiro a fazer distinção entre bispos e presbíteros.Na palavra de Deus é estas duas é apenas uma palavra, então Inácio começou a trazer uma distinção, ao invés de ser apenas uma pessoa, ele transformou isto em duas pessoas, ele começou a dizer que não podia ter nenhuma Igreja sem ter um Bispo. Ele falava que o bispo era a única pessoa que poderia resguardar a verdade. E ele escreveu isto realmente de um bom coração, porque ele começava a observar que várias heresias começava a entrar. Então ele começou a falar aqueles que eram mais maduros, aquele que talvez esteja na posição do bispado, é somente esta pessoa que pode resguardar a verdade. E o que aquilo sutilmente fez acontecer... retirou o sacerdócio de todos os cristãos. Então sutilmente os cristãos começaram agora ficar olhando para um homem, ao invés de olhar pro Senhor. Muitos crêem que realmente esta não era a intenção de Inácio. Mas, mais tarde os seus escritos foram tomados, e utilizados por homens muito agressivos, para justificar as suas posições. E nós não podemos culpar o Inácio por sua falha. Nós podemos ver como as pessoas mesmos tomam as escrituras, e a torcem, e utilizam para o seu próprio propósito. Mas é através disto, que as diversas coisas começaram a entrar. Nós também podemos ter um vislumbre da vida dos cristãos nesta época. A quarta pessoa que o Barnabé de Alexandria, então na sua epístola de Barnabé, é interessante observar algumas de suas
exortações para os cristãos, então está escrito lá: “tu não abortarás uma criança antes do seu nascimento, ou tu não abandonarás uma criança após o seu nascimento.”
Não existe nada de novo debaixo do sol. Já no primeiro século esta questão do aborto estava sendo discutida. E aqui existe um preocupado em fazer que os cristãos estejam no caminho certo. E nós achamos que os problemas que nós vemos hoje são tão novos. Mas não são não. Concluindo esta questão dos pais apostólicos. Uma das coisas maravilhosas do nosso irmão Policarpo, quando ele morreu era bastante idoso. Nós vemos que ele nasceu no ano 69 e morreu no ano 160. Eles não queriam martirizar. E eles continuavam a querer dar oportunidades para que Policarpo mudasse o seu testemunho. E no momento do seu martírio, o seu testemunho foi: “por 68 anos eu tenho servido, e ele não fez nada pra mim além do bem”, “como é que eu posso então desprezá-lo e negá-lo agora?”. E com estas palavras ele foi martirizado. Nós vemos que neste primeiro século, muitas coisas gloriosas aconteceram, nós vemos muitos fiéis, mas nós também podemos ver, que a tradição começou a entrar, e ao invés de cada indivíduo começar a se aproximar do Senhor de uma maneira individual, para receber a visão que o Senhor tinha para eles, eles estavam se apoiando cada vez mais e mais nos ensinamentos de seus pais; e a tradição começou a se
estabelecer, e eles deixaram seu primeiro amor. “Oh, Senhor! Quando nós contemplamos o início glorioso da tua Igreja, nós simplesmente nos maravilhamos da maneira como o Senhor trabalha, Senhor, quando nós consideramos isto, Senhor quantas vezes nas nossas vidas, nós nos apoiamos mais na tradição em vez da tua vida... oh, Senhor, através do teu Santo Espírito opera em nós, faça a tua luz brilhar sobre esta tradição, e nos restaura aquele primeiro amor, no nome do Senhor Jesus, amém.”

(Apocalipse 2:8)
Estamos utilizando as cartas destas sete Igrejas, como um guia para podermos abordar este
assunto, como além destas cartas serem específicas para as Igrejas em momentos específicos do tempo, também nós poderemos olhar para essas cartas como tendo uma natureza profética. Quando chegamos até a segunda carta, escrita à Esmirna, também é referida na carta como sendo à Igreja sofredora, e cobre um período entre o segundo e terceiro século. Verso 10...
“Senhor, a medida que continuamos na tua presença no resto deste dia, nós buscamos ao
Senhor pela provisão completa nesta tarde, que o Senhor possa reavivar os nossos corpos nesta tarde, que o Senhor possa fortalecer o nosso ser interior, para que nós possamos estar alertos e rápidos ao nosso Espírito, para percebermos a orientação e a guia do teu Santo Espírito, Senhor te agradecemos por separar-nos esta tarde para Ti. Então quando nós consideramos ter comunhão a respeito desta Igreja sofredora, que possamos contemplá-la como aquele que é Fiel, contemplá-la Senhor como sendo a força e a vida que reviveu estes irmãos, no frescor e na novidade da Tua vida. Amém.”
Então nesta manhã, nós compartilhamos da Igreja no primeiro século. Para que nós saibamos ver a Igreja verdadeira, nós temos de voltar ao princípio. Toda vez que nós estamos estudando alguma coisa, para ter uma visão clara daquilo, é sempre de grande ajuda voltarmos ao princípio. E o que nós podemos ver no princípio? Nós vemos homens e mulheres que caminharam sobre esta terra. Nós vemos aqueles para quem o Senhor derramou seu coração durante três anos, e mesmo a despeito disto muitos não viram isto. Então no dia maravilhoso de Pentecostes, aqueles mesmos, os 120 que se reuniam naquele quarto superior, através da força de habilitação do Espírito Santo, foram batizados em
um só corpo, e nós podemos ver pela primeira vez, que o Espírito Santo estava dando a eles revelação.para muitas as coisas que o Senhor havia compartilhado enquanto estava com eles. O nascimento da Igreja foi o nascimento de uma Igreja muito saudável. Não havia qualquer deformação ou fraqueza nela, foi um nascimento puro, um nascimento saudável, e naquela época o nosso Senhor tinha tanto ciúme dela, da mesma maneira que Ele continua com esse ciúme hoje. Nós vemos aquela simplicidade e pureza expressa ao longo do livro de Atos. No segundo capítulo de Atos, ali fala que eles continuavam diariamente, no partir do pão, nas orações, em comunhão, nos ensinamentos dos apóstolos... mas quem foi que disse à eles para fazer isso? O Senhor não deixou ali um livro com todas as ordens e procedimentos que devem fazer na Igreja, mas o Espírito Santo vivo, naqueles 120, falou e disse, pra continuar na minha vida, e essa vida em cada um deles, ansiava por comunhão uns com os outros, eles oravam uns pelos outros, eles fortaleciam uns aos outros. Oh! Como eles amavam de lembrar do Senhor ao partir o pão. Era simplesmente uma vida normal, não era uma parte da sua vida separada ali como uma sessão religiosa. Essa é a vida normal deles, uma vida que era conduzida, guiada pelo Espírito Santo. Que origem maravilhosa! Que nascimento lindo! Nós podemos ver crescer, a medida que amávamos uns aos outros e cuidavam uns dos outros, o amor dos irmãos continuavam, e eles eram fortalecidos.
Nós vemos que além do amor, em Atos 4 que eles oravam uns pelos outros, quando eles tiveram uma reunião de oração poderosa. Quem foi que ensinou a eles poder conduzir aquela reunião? Será que eles tiveram um treinamento? (eu não tenho nada contra treinamentos) Será que eles tiveram num treinamento, numa sessão de como orar? Não eles simplesmente se reuniram sob o cabeça que é o Senhor Jesus e a condução do Espírito Santo, e eles derramaram seus corações, e o Senhor moveu. E nós vimos então como eles continuaram a orar ao longo daquele livro. Era realmente uma vida pura na Igreja. Além do amor e da oração, nós vemos lá em Atos 5, como os pecados tentaram a querer entrar, e o Espírito Santo trouxe disciplina, uma disciplina muito severa, como analisa Safira, houve disciplina na Igreja. Algumas vezes nós achamos que amor e disciplina não combinam, mas onde há amor há também disciplina. E essas duas caminhavam de mãos dadas. Nós vemos então a vida da Igreja crescendo. Cresceu através desta disciplina. Da mesma maneira como nós temos os nossos filhos, os nossos filhos também crescem com disciplina. Eles crescem em amor, eles também crescem a medida que nós oramos com eles. Então a Igreja prosseguiu... e nós vimos como esses aspectos, como Cristo sendo o cabeça, a autoridade da palavra de Deus, a condução do Espírito Santo, e o sacerdócio de todos os cristãos, em simplicidade e pureza, então a Igreja estava crescendo após o seu nascimento saudável.
E também através de todo o seu livro de Atos, nós vimos o Espírito Santo movendo aqui, e o Espírito Santo falando, separa-me a Paulo e Barnabé, e nós vimos bastante essa palavra de Deus, sendo bastante referida, crescia e se multiplicava. E os irmãos naquele época não tinham nenhum outro nome, a não ser o nome precioso do Senhor Jesus. Eles não tinham muita exportações. Então quando Pedro e Paulo, estavam entrando no templo, ouro e prata nós não temos, mas no nome do Senhor Jesus levante e anda. Essa era a simplicidade e pureza daquela vida, vivendo dia a dia na sua presença, e permitindo que ela prosseguisse. É impressionante observar que daqueles 120 irmãos e irmãs, é como se fosse um pequeno
pontinho naquele império romano enorme, e cerca de cem anos penetrou por todo o império romano, e em 300 anos simplesmente derrubou aquele império. Ele venceu. Foi um bom nascimento, foi um nascimento saudável, e nós temos perguntas a respeito desta época e neste dia a respeito do que é a Igreja. Como a Igreja funciona?
Nós temos um guia maravilhoso para nós, quando nós voltamos e relemos o livro de Atos, e nós vemos aquela palavra viva sendo mais real. Como mencionamos a respeito do primeiro século, aqueles que haviam largado o seu primeiro amor, ao invés de serem guiados por esta vida, e eles caíram na tradição. A partir daqui vamos nos mover para o segundo e terceiro século. Então durante esta época da Igreja sofredora, em Apocalipse 2... “vós tereis tribulações por dez dias...” esta também é referida como sendo as dez tribulações do império romano.
Vejamos a tabela nº 3. Nós mencionamos sobre a perseguição de Nero quando Pedro e Paulo foram martirizados, também no primeiro século houve a perseguição de Domiciano. É interessante observar que sob Domiciano, ele foi o primeiro César a ser chamado “Rei da Terra”, ele tomou sobre si mesmo o título de deus , Senhor. Então chegamos na próxima perseguição que foi Trajano, é interessante sobre esta perseguição, nós não temos muitas coisas registradas a respeito de a atividade dos cristãos nesta época. Então quando chega neste imperador chamado Marco Aurélio, nós podemos ver como a perseguição foi intensificada, e foi nesta ocasião que os cristãos foram considerados culpados pela maior parte dos desastres naturais. Quando tinham um incêndio, os cristãos eram culpados por isso. E a razão por que eles eram culpados, é por que eles diziam que não estavam adorando aos deuses romanos, então portanto eles receberam a perseguição. Tão pouco não estava sendo disseminado na cidade, como também dentro da parte do interior, eles estavam simplesmente mostrando ali de quão bom eram eles. Era um dos melhores cidadãos e ele tinha de persegui-los. Que testemunho. A coisa mais triste foi... que ele continua a perseguir, e os colocou a morte. A medida que prosseguimos, quando continuamos a olhar sobre o império de Marco Aurélio, nós temos então a perseguição sendo espalhada, e essa perseguição chega até a França, e tem a perseguição, quando essa irmã chamada Blandina, ela é perseguida juntamente com outros cinqüenta irmãos cristãos lá em Lyons, aquele governo queria solidificar a sua garra sobre aquela área, então aqueles cristãos foram
trazidos diante do tribunal, e o crime pelo os quais eles foram acusados e levados para o terminal, foi aquele crime de canibalismo que já mencionamos. E uma daquelas servas, durante aquele período, eles a trouxeram para aquele anfi-teatro romano, e ela sofreu perseguição por três dias, e houve uma carta da Igreja, é que estava testificando a respeito de Blandina, e a gente consegue ler nesta carta o seguinte: “Blandina estava cheia de tal poder que aqueles que em diversos turnos a torturavam toda maneira e forma, desde o amanhecer até a noite, eles se desgastaram e ficaram exauridos, e eles mesmos confessaram completa derrota, pela falta de qualquer outra coisa que pudessem fazer à ela. Eles se maravilham de que o sopro de vida pudesse ter permanecido naquele corpo ainda que estivesse todo deformado e coberto por diversos ferimentos, e eles testificaram que apenas uma das formas de tortura, já teria sido suficiente para tirar a vida, e muito menos pode-se dizer a tantas torturas que aconteceram a ela. E após torturá-la apenas um dia, a levaram de volta a prisão, e ela então ministrou aos outros prisioneiros, ela os encorajou, e também é mencionado da próxima vez que ela foi trazida, no dia número dois. E ela foi atada a uma cruz naquela arena, e as bestas-feras foram soltas. A carta ainda diz que outros que estavam sendo torturados com ela naquela arena, ganharam forças apenas por olharem a Blandina. Porque eles viram nela a imagem de Cristo que havia sofrido por todos eles. Uma vez que nenhuma daquelas bestas a tocou. Então ela foi retirada dali e levada de volta para a prisão. No dia seguinte, ela foi trazida novamente. E lá tinha uma grelha, e era quente, muito quente. E a deitaram sobre aquela grelha, pegaram de volta, e colocaram numa rede, colocaram ela ali no meio, e permitiram que aqueles touros bravios corressem sobre ela, e finalmente ela morreu.” Neste testemunho, aquelas palavras de Apocalipse se tornam muito reais, não amaram a própria vida até a morte. Mais tarde naquela cidade, como era de se esperar, aquela comunidade de cristãos floresceu, a perseguição não pode extinguir. E através de todo o sul da França, houve o sangue de mártires que foram derramados ali. É interesse observar o que aconteceu com o sul da França nos dias que se seguiram. Houve sempre aqueles que permaneceram fiéis naquela região. Você vai ouvir de nomes importantes como os Valdenses e Albigenses, você vai ouvir os nomes como os Huguenotes. E veio do sangue desses mártires, nunca em vão. Mas pelo fato de ela não ter amado a sua vida até a morte, o Senhor levantou aquele testemunho e prosseguiu. E a medida que prosseguimos em outras perseguições, nós vemos sob severos, nós vemos
Leônidas ali, um nome famoso já. Era o pai de Orígenes, vamos ouvir falar dele depois. Leônidas foi martirizado, o seu filho foi visitá-lo na prisão, para encorajar ao seu pai a ser fiel com aquilo que lhe havia confiado. E há uma História da tradição, que no dia do martírio de seu pai, Orígenes quis poder estar unido ao seu pai, a vida que ele viu no seu pai era tão real. E ele queria se unir ao seu pai no martírio. Mas a sua amável mãe, escondeu todas as suas roupas, de forma que ele não podia sair de casa. E nós então podemos ver Orígenes sendo usado pelo Senhor nos dias mais tarde. E também debaixo dessa perseguição, também se espalhou no norte da África, e temos outro testemunho de uma irmã muito fiel. Uma irmã chamada Perpétua, e nós podemos ler do seu testemunho.
Ela tinha 22 anos de idade, e estava amamentando seu filhinho pequeno quando foi presa. E ela escreve a primeira parte de próprio cunho. E ela fala: “Quando fui primeiramente presa, o meu pai veio até a mim para me convencer a sair dessa, e eu disse pro meu pai: - Pai você consegue ver esse vaso? Ou essa jarra, por exemplo. E o pai falou: - Sim, eu consigo. - “Será que essa jarra pode ser chamada de qualquer outro nome além do que ela é? E o pai respondeu: - Não, realmente é uma jarra d’água.- “E eu também, não pode ser chamada de nenhum outro nome, a não ser o que eu tenho que é Cristão!” E a levaram de volta a prisão, e novamente quando ela estava amamentando seu bebê. E ela, estava tentando confortar os
irmãos, porque eles estavam sentindo tanta pena dela. E a medida, que ela tentava se restabelecer das diversas perseguições que ela sofreu, ela confiou aquele filho dela para alguns de seus parentes. E após entregar seu filho à alguns de seus parentes, sem a preocupação e ansiedade de seu filho, o seu testemunho foi: “Agora minha prisão, se tornou o meu palácio.” O seu pai a visitou novamente na prisão, e mais uma vez, conclamou a ela: - Filha, tenha pena de um homem que já tem cabelos brancos...” ele estava tentando de toda maneira possível; e ela respondeu: “Pai, eu não posso!”. Finalmente ela foi diante do governador. E o governador fez à ela aquela pergunta: - Você é uma cristã? - Ela respondeu: “Sim eu sou.” O governador fazia aquela pergunta apenas uma vez. Então o governador trouxe o pai dela ali pra dentro. E mandou que entrasse também aquela pessoa da família, a quem ela tinha confiado o filho, e disse: - Eu gostaria de perguntar mais uma vez. O que você é? - E ela respondeu: “Eu sou uma cristã.” E ela foi condenada a morte. Quando a conduziram para aquele anfi-teatro onde ela seria perseguida. E aquela multidão, estava ali instigando aquela condenação. Mas quando viram a inocência daquela moça, mesmo aquela multidão romana, ficaram em silêncio por algum momento. Mas o inimigo os atiçou novamente. Ela foi colocada em uma daquelas redes, e ela foi então pisoteada por um touro. Ela pediu então ao governador por uma pausa. Que quando ela foi revirada naquela
rede, seu cabelo foi desfeito. Para quando ela fosse encontrar seu Senhor. Ela queria estar diante dEle de uma maneira apresentável. Finalmente eles deixaram uma daquelas bestas-fera solta. E aquela besta-feracomeu alguns daqueles que estavam sendo perseguidos, mas não a mataram-na. Foi atingida novamente por um touro. Finalmente tiveram que mandar um dos gladiadores lá. E esse jovem gladiador chegou até ela, e não pode erguer sua espada... e ela sabia que se ele não levantasse sua espada, ele também seria morto. E
ela levantou a espada por ele, e colocou na sua própria garganta, e disse pra que ele obedecesse aquilo que lhe foi ordenado fazer. Então naquele momento ela foi transferida deste mundo, para estar na presença do seu Senhor... Eu não estou compartilhando isto por causa do emocionalismo, mas estou compartilhando para que possamos entender um ponto. Que houve irmãos e irmãs que nos precederam, onde eles estavam vivendo vidas normais. Não eram super santos, eles eram cristãos normais. E eles foram convocados diante das
autoridades, foram perguntados apenas uma pergunta simples...: “Você é um cristão?”.
Quão fácil é para nós poder dizer isso hoje. Mas aqueles que nos precederam, custou muito à eles. Nós compartilhamos esses exemplos, como encorajamento para nós, quando tempos como estes vierem sobre nós, quando as coisas parecem sobre nós sobrepujar, o Senhor vai vir de encontro à nós. Essas irmãs nas suas próprias forças, não conseguiriam fazer isso. Foi pela vida do Senhor. Essas irmãs não tinham apenas um relacionamento tradicional pelo Senhor, mas elas tinham um relacionamento vivo e pessoal. Elas viram aquele chamamento e o propósito para suas vidas. E elas estavam dispostas a seguir o Cordeiro aonde quer que ele fosse. E elas então terminaram ali, na presença do trono de Deus. Há um irmão compartilhou num livro sobre os mártires. Esse livro é chamado “o Livro dos Mártires” desse autor, chamado Fox. Eu não sei se já foi traduzido. Mas é um livro excelente que ostra muitas Histórias. Eu gostaria de encorajar que você comprasse este livro algum dia. É através destes dezesseis séculos, de tudo aquilo que veio antes de nós. Também como já mencionamos o Cristianismo não era uma religião legalizada, não havia perseguição constante, nós podemos observar que neste período há momentos de paz. Então nós descobrimos em anos crescentes, que durante aqueles anos, os cristão se reuniam em casa. E eles compartilhavam e participavam da mesa do Senhor juntos.
Um dos locais onde uma dessas casas foi encontrada, era só chamada dura Europa. Ela fica às margens do rio Eufrates... não está no guia de estudos. Isso foi escavado. Essa foi uma casa que eles encontraram. Essa era a casa original. Com todos aqueles quartos ali, e ali uma área, com dois quartos. Quando aqueles cristãos se reuniam, eles Reformaram aquela casa. E fizeram como um grande salão de reuniões. E tinha uma área que servia para oração. Ali estava o bactério. Do lado de fora para os soldados romanos, parecia como uma casa comum. Mas eles a transformaram num local para reuniões. Foi descoberto no ano 235.
Quando nós chegamos as últimas dessas perseguições, vemos que as perseguições foram
intensificadas. Vemos que começa desde o ponto em que o Cristianismo foi proibido, para a primeira perseguição que abrangeu todo o império. E durante essa perseguição, todos no império, foi solicitado que eles levassem consigo, um certificado de sacrifício. Em latim é chamado Sabélio. É um certificado que você havia sacrificado à César. E se você não tivesse este certificado, você era lançado na prisão, ou poderia ter sido martirizado. É interessante observar que naqueles dias, que números vocês acham que eram indicados
para colocar neste certificado? Se você pegar três números quais você pegaria? É 666. Não tem nada de novo aí. A perseguição foi intensificada. E depois desta perseguição, todos aqueles locais e casas de reunião foram destruídas. Todas as Bíblias e literaturas cristãs foram queimadas, este foi o grande ataque final, que o inimigo estava trazendo. Para tentar desmoronar a Igreja. Mas nós vamos ver, que a Igreja foi triunfante. E sob Constantino, a liberdade de religião foi outorgada. Deixe eu mencionar duas pessoas aqui nesta tabela. Nesta época que Roma era o centro do governo do império, o centro do poder político, entre aspas o bispo de Roma estava ganhando força política. Fabiano e Sixtos II, na lista dos papas católicos, em muitos locais é mencionado como sendo Papa Fabiano. Então começou a aparecer nesta época. Não foi realmente estabelecida a não ser tarde, mas estava começando. Nós sabemos que naquela época, não houve somente perseguição de fora da Igreja, mas também dentro da Igreja. Houve muita batalha e controvérsia acontecendo. Muitos falsos ensinamentos tiveram início. Durante o segundo e terceiro séculos, a regeneração pelo batismo foi estabelecida. O batismo de bebês foi introduzido.
E também foi trazido mais popular o batismo pelos mortos. Muitos destes ensinamentos apareceram. Também outras heresias de outros ensinamentos chegaram. Vejamos tabela nº 5, página 09. Nós vemos o que são chamados de heresias Pré-Nicenianas. Então o credo Niceno foi estabelecido naquela época. Então este credo foi feito em 325. Então as coisas que aconteceram antes desta data eram chamadas de Pré-Nicenianas. Estas são chamadas heresias que apareceram. Então essas heresias, foram consideradas como heresias por aquelas Igrejas estabelecidas.Algumas delas era realmente heresias. Mas algumas delas eram novos moveres do Senhor. Para prosseguir com a simplicidade e a pureza do seu testemunho. Então quando olhamos esta tabela, vemos no agnosticismo, nós vimos tanto que nós tentamos alcançar a Deus através de nós mesmos. O homem pensa de si mesmo como sendo espírito. E pode alcançar a Deus através desta maneira. Isto existiu mesmo antes do nascimento de Cristo. Nós vemos isso sendo mencionado no Novo Testamento. Vou pular o Montanismo por um momento e vamos ver Maniqueísmo. Na realidade essa pessoa chamado Mani, ele achava que ele mesmo, era a pessoa de Deus revelada. Ele achava que era o Espírito Santo. E na realidade pessoas o seguiram. E creram nele por um certo tempo. E você pode ver o que aconteceu com ele... Também houve uma outra heresia que foi trazida. Não está na tabela... que foi o Marcionismo. Foi iniciado por um homem chamado Márcio, ele nasceu no ano de 85. E ele veio com aquele pensamento que aquele
Deus do Velho Testamento era mau, só trazia escravidão. Mas o Deus do Novo Testamento, traz o amor, a liberdade. Então ele rejeitou todo o Velho Testamento. Ele só gostava das cartas de Paulo, excluía todas as outras, e também gostava do evangelho de Lucas. Eles tentaram pegar parte da palavra, para basear isso a seu ensinamento. E ignoraram a palavra de Deus como um todo. E toda vez que nós caímos nisto, nós saímos fora do alicerce. E somos levados para sermos desviados. Nós vemos que muitos seguiram, porque existe um elemento parcial de verdade nisto aí. Vocês vêem que ele tem Efésios, Colossenses e o
evangelho de Lucas. Mas eles não tem a verdade toda. E eles são desviados. Nós precisamos de toda apalavra de Deus. Para nos mantermos equilibrados na nossa vida cristã. Mas também durante este tempo, houve um grupo chamado os Montanistas. Foi criado por um homem chamado Montano. Então no sistema da Igreja organizada, eles eram considerados hereges. Mas na realidade o que eles estavam fazendo, eles estavam trazendo de volta aquela pureza e simplicidade de vida. A medida que a Igreja prosseguia, ela começava a trazer mais formas tradicionais. E na realidade, eles eram basicamente apenas carismáticos. E essa palavra glossolalia, essa palavra é muito sofisticada para poder falar em línguas. E a segunda palavra que falavam que eles eram ciliásticos, era simplesmente a palavra sofisticada para falar que eles eram prémilenistas.
Eles não tinham esse pensamento doidão. Mas eles eram muito ortodoxos na forma de pensar. Mas havia uma ênfase na pessoa do Espírito Santo. Na realidade, aquelas irmãs que compartilhamos que foram perseguidas, a Perpétua por exemplo, ela era uma montanista. Um dos grandes pais da Igreja, você poderá ver nas tabelas que se seguem. Tertuliano, ele era um grande montanista. A medida que a Igreja estava prosseguindo, tentando tomar forma, ela deixou a Igreja oficial naquela época. E prosseguiu com os montanistas, e ele é famoso pelo dizer: “Onde três cristãos estão juntos, e ainda que sejam leigos, aí está a Igreja.” Os montanistas foram expulsos da Igreja oficial, e foram tratados como hereges. Mas de acordo com o ponto de vista do Senhor. Foi ali que Ele viu aquela vida interior e a realidade do que estava acontecendo. Existe um outro grupo, eles foram considerados hereges por muitos. Os novacianos, elescomeçaram no ano 250, porque foi apresentado um problema pra Igreja. Nós vemos todas essasperseguições, eles foram aqueles que permaneceram fiéis e foram firmes, não negaram ao Senhor, mas houve também que aqueles durante a perseguição cederam, negaram ao Senhor. Mas ainda assim, quando a perseguição foi tirada, eles chegaram a um grande arrependimento. E quiseram voltar a Igreja. E os novacianos naquela época, eles falaram “não, não vocês não podem voltar.” Eles criam que a pureza da Igreja deveria ser mantida. Nós não podemos julgar à esses irmãos e irmãs muito duramente. Porque o que a Igreja organizada estava fazendo naquela época, era simplesmente permitir que muitos entrassem. Se eles pagassem alguma coisa, eles poderiam vir. Se eles fizessem algumas outras coisas, eles poderiam vir. Não havia uma linha limite testada, que separasse verdadeiro arrependimento e outro tipo de arrependimento. E os novacianos achavam que a Igreja estava sendo poluída. Que quando a perseguição parou, talvez se tornasse bastante popular e na moda ser cristão. Eles achavam que um padrão precisaria ser estabelecido. Então eles disseram, que uma vez que você negou, você não pode negar. Parece muito duro pra nós, isto. Mas considerando a época em que eles viviam, o Senhor na realidade os usou, para se tornarem padrão. Pra mim, esta não é a maneira normal que se deve ocorrer, mas em épocas de corrupção, com tantas coisas acontecendo, o Senhor pode mover de uma certa maneira. Talvez para “as nossas mentes religiosas” não parece correto para o Senhor, mas em meio a essa corrupção, existiu um grupo de alguns poucos, que mantiveram a pureza. Nós não podemos julgá-los. Nós temos que simplesmente deixar com o Senhor, para ver como realmente a coisa procedia. Mas eles eram chamados novacianos. Nós mencionas vários pais da Igreja. Vejamos na tabela nº 4. Muitos dos pais da Igreja são mencionados aqui. De novo, nós temos que estar muito gratos a esses pais da Igreja, porque eles fizeram muito em solidificar os ensinamentos do Cristianismo. Para que pudesse solidificar e realmente unir estas coisas, e para lutar contra aquela heresia que estava ali fora, eles acabaram por solidificar demais. Para evitar divisões, para lutar contra as heresias, eles apareceram com alguns credos, com alguns certos padrões, que isso aqui é o que se deve fazer. E trouxeram o clericalismo mais e mais, para tentar firmar a fé. E dessa maneira mais e mais, o Senhor Jesus como o cabeça, foi sendo removido. Quando olhamos a página 07 da tabela, temos duas visões páradorsais.
Nós temos Orígenes, usando a palavra católico de maneira livre. Mas ele queria significar comisso, que era universal. Sua definição da Igreja, falou que a base é espiritual, e todos aqueles que foram recipientes da vida divina pertencem a ela. Não pode ser igualada, á uma organização humana. Então temos Cipriano, que tomou muitos daqueles ensinamentos de Inácio, e de alguns outros pais, ele então solidificou o clericalismo. Somente aqueles que foram ordenados podem ministrar e praticar a vida do Senhor. Somenteaqueles que foram ordenados podem batizar os crentes. A não ser que você pertença a Igreja, não tem qualquer salvação. Se você estiver fora da Igreja, você está fora da salvação. Toda a sua salvação está na Igreja. Eles tinham boas intenções, eles estavam tentando preservar a fé. Mas eles a definiram dentro de suas próprias mentes, e que Jesus como o cabeça, e a vida no Espírito foi simplesmente retirada. É por isso que eles consideram aqueles como os montanistas, e aqueles como os novacianos. Como não pertencentes à Igreja. Você pode ler na tabela nº 6, como o Episcopado se desenvolveu através dos séculos. Quando nós chegamos ao final deste terceiro século, nós podemos ver, de maneira gloriosa o evangelho se espalhou. Ali,
em toda a Ásia Menor, esses são chamados os centros cristãos principais. Aqui está aquela região dura, que foi mencionada antes. Onde encontraram aquela casa em que os cristãos se reuniam. Quando chegamos nesta área chamada Edessa, no terceiro século, Edessa se tornou o primeiro país cristão. O primeiro ministro daquele país foi salvo, e eles legalizaram o Cristianismo, e na realidade o incorporaram nas leis do país. Antes de Constantino, o que vou falar, talvez não é a maneira correta de dizer, e geralmente é referenciado na História, como sendo o primeiro país cristão. Não existe país cristão. Mas somente por questão de referência, eles referenciavam como o primeiro país cristão. Nós podemos ver como aqueles
120 irmãos e irmãs, em cerca de 250 anos, se espalharam por toda a Itália e Roma, França, norte da Europa e Suíça, aqui está a região de Lyons quando falamos dos mártires, e mesmo no norte da África, era um evangelho glorioso que estava se prosseguindo. E a perseguição romana não pode impedi-lo. O sangue dos mártires, foi o que fez preservar o testemunho do Senhor.
Pergunta:Se o João que está mencionado na página 02 é o mesmo João que foi mencionado na página05?
É que na página 02 está escrito que João morreu em Éfeso, de morte natural, no ano 100, ano domini. E na página 05 tem ali, como João sendo martirizado na época de domiciano, na verdade ele foi exilado pra Patmos. Talvez dê impressão que por estar na coluna de mártires, João tenha sido martirizado. João na realidade morreu de morte natural em Éfeso. Depois de ser libertado na sua prisão. Ele viveu por vários anos após isso. E o que está sendo referenciado nesta tabela da página 05, é que João viveu uma vida de mártir. E por causa de sua perseguição, e por causa da prisão, realmente enfraqueceu o seu corpo, então viveu uma vida de mártir.
Perpétua foi mártir, ela participou do Montanismo e o Montanismo esta dentro de heresias e também no grupo Novaciano eram sinceros e que foram considerados mais ou menos hereges. Dentro desse grupo tinham pessoas sinceras, mas tinham desvios da bíblia,será que nós não podemos comparar, por exemplo a hoje irmãos que têm certas traduções, certos costumes, interpretações diferentes da bíblia?
A razão pela qual o montanismo está considerado como heresia na página 09, da tabela 5, é porque também nós referimos aos novacianos como sendo uma heresia, porque aos olhos da Igreja oficial, nesta época do tempo, eles eram considerados hereges, porque eles não seguiam ao credo oficial. Durante o segundo e terceiro século, a Igreja estava tomando mais uma aparência, uma forma formal, ao invés daqueles bispos da localidade deles terem autoridade, eles estavam começando com aquele conceito de que um bispo metropolitano agora, pudesse ser responsável por tudo. Quando um bispo então teria autoridade sobre várias cidades, ou talvez sobre uma grande área metropolitana, como Roma. Ou então Constantinopla, eles tinham grandes bispos ali. Eles estavam formalizando o Cristianismo cada vez mais, e aqueles que não se conformavam de maneira perfeita, era considerados aos olhos deles como sendo hereges. Quando nós olhamos de longe, num vislumbre, alguns como dos agnosticismos e maniqueístas nós consideramos como sendo heresias. Mas agora nós olhamos como os montanistas e novacianos como sendo verdadeiros cristãos. E o que está acontecendo aqui, vai acontecer mais talvez no futuro, quando nós já mencionamos
que a História da Igreja tem duas linhas, a forma exterior, a forma do Cristianismo, e uma outra que é da realidade da vida interior. E o que está começando acontecer aqui, é que essas duas linhas começam a separar um pouco. Porque a Igreja está agora começando a ser tão formalizada, então tem aqueles que estão desejosos de retornar a pureza e simplicidade como o mencionado livro de Atos. E na realidade, nós vamos ver mais no futuro, de como o mundo nesta época, estava perseguindo os cristãos. Esta tradição vai ser feita através do próximo dia mais ou menos, o mundo vai parar de perseguir os cristãos, então a maior
perseguição vai ser vindo da própria Igreja. Esta é a parte mais triste da História. A cultura Romana era extremamente formalista, o Cristianismo na época não poderia ter sido influenciado por essa cultura que dominava sobre o Império Romano?
Não importa ou a época na qual nós vivamos, as influências daquela época pode facilmente nos influenciar, e eu não posso dizer com certeza, se o formalismo romano influenciou ou não influenciou. Mas se esta influência estava ali, e a medida que a Igreja toma essa posição mais fraca, na realidade nós vemos então a influência do mundo começando a penetrar. E isso pode adicionar ao formalismo.
Qual que era o acesso dos cristãos a bíblia se na época ainda não havia sido compilada ?
As cartas do Novo Testamento, já haviam sido escritas naquela época, e havia um conjunto de cartas que normalmente eram aceitas, se você pudesse adiar a pergunta pra esta pergunta, que quando eu falar sobre quando finalmente a Bíblia foi traduzida, então nesta hora, nós vamos mostrar uma História de como realmente a Bíblia ela apareceu desta forma. Mas naquela época já existia algumas cartas que a maioria dos cristãos já aceitavam. Mas naquela época, Jesus não tinha sido ainda, como diz naquela época sido canonizado, nós vamos falar mais sobre isto depois. Da maneira de como estava olhando para Atos 2:42, eles prosseguiam diariamente, era simplesmente uma parte natural da vida deles. Quando os cristão se reuniam, se lembrarem do Senhor, e partir daquele pão, e compartilhar da comunhão da sua vida. Mas nós também sabemos de outras partes do livro de Atos, que no primeiro dia da semana, eles realmente se reuniam, não assim tanto de casa em casa, mas todos os cristãos se reuniam, e tinham partido o pão. Mas parece que aconteciam duas coisas, que acontecia naquela época. “Senhor, quando nós olhamos para estes três primeiros séculos, nós vemos tanto da tua fidelidade, e tantos fiéis Senhor, que não amaram as próprias vidas até a morte. Nós trazemos de volta, diante do Senhor, aquilo que foi compartilhado, da mesma maneira que nós tivemos este pequeno vislumbre, que o Espírito Santo possa utilizar essa semente, para criar em nossos corações Senhor, o desejo de conhecer mais a respeito de nossos irmãos e irmãs, e sermos fortalecidos pela sua fé, já que vivemos em épocas diferentes e locais diferentes, mesmo assim o Senhor é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Aquela mesma força que veio contra os cristãos no princípio, está vindo contra nós hoje também. Oh, Senhor, fortaleça o nosso homem interior, para que nós não venhamos a desmaiar,para que possamos ter força, para que possamos ser como aqueles a quem o Senhor prometeu a Igreja em Sardes, fiéis até a morte. Que possamos estar contemplando e antecipando aquela coroa da vida. No nome de Jesus.” Ontem nós cobrimos três séculos, hoje vamos continuar a partir do quarto século para o princípio do século dezesseis. Como vimos, a Igreja caiu e saiu do primeiro amor, mas por causa do amor do Senhor pela Igreja, e naquelas coisas que Ele preparou, Ele permitiu que a perseguição viesse sobre a Igreja, Ele desejava trazer o Seu povo aquela posição do primeiro amor. E nós vimos que através da perseguição, surgiu aquele Espírito de reavivamento. Uma época de restauração, quando a perseguição viesse, muitos
cristãos foram fortalecidos, da mesma maneira como vimos através da História. Quando aquela perseguição então se afrouxa, nós como povo de Deus, temos uma tendência de ficarmos relaxados. Quando há momentos de paz na Igreja, nós temos uma maneira de nos desviarmos. Quando falamos de paz, não estamos falando necessariamente de paz no mundo, mas paz se comparada a perseguição da Igreja. Porque muitas vezes no mundo, podem estar ocorrendo guerras, pode estar havendo grandes fomes e perseguições, mas estamos focalizados, direcionados para a Igreja. Mas há outros momentos, quando há perseguições específicos direcionadas contra o testemunho de Deus. Então ontem, nossos corações foram realmente encorajados, quando nós vimos que o sangue dos mártires, foi utilizado para aguar a semente do evangelho. Aqueles que deram suas vidas, fizeram para que o evangelho pudesse ser espalhado de uma maneira maior. E como que no meio de tantas quedas, o Senhor manteve o Seu testemunho através de todos os tempos. Para poder avançar o Espírito, foi o testemunho da Igreja, através de muita perseguição, aquele testemunho permaneceu ali. Daqueles que eram fiéis e prosseguiram. Mas ao mesmo tempo nós sabemos, haviam aqueles que estava começando a se desviar do propósito original do Senhor, nós vimos que ao mesmo tempo, aqueles que eram fiéis prosseguiam, mas ao mesmo tempo também, alguma anormalidade começou a se desenvolver. Mas graças à Deus, a despeito de tudo aquilo que aconteceu, o Senhor teve as suas testemunhas fiéis. Que estavam de pé, por aquela simplicidade da vida do Senhor. Não apenas individualmente, mas também coletivamente, para que o Senhor pudesse ter o seu testemunho através das eras. Graças à Deus, que como podemos ver ontem, tivemos os montanistas e os novacianos. E nós falamos de Orígenes, e falamos da natureza espiritual da Igreja. E enquanto Cipriano estava falando que não poderia haver salvação a não ser dentro da Igreja, haviam aquelas testemunhas fiéis, que disseram a verdade. Esta é a maneira de como tem acontecido através das eras. Quando nós iniciamos hoje, da mesma forma como nós falamos daqueles três primeiros séculos, pela linha que fala da parte exterior, a manifestação exterior da Igreja, e aquela que mostra a realidade interior, elas estavam bastantes próximas dessas duas linhas. E nós começamos a ver ela se separar, e veremos uma separação ainda maior hoje.
Existe um outro ponto que gostaria de reforçar que vimos ontem. Foi feita uma pergunta a respeito da cultura do império romana possa ter tido naquela época. É importante reconhecermos que a própria cultura em que vivemos ela possa ser uma influência. E podemos ver isso emergir no segundo e terceiro século.
Porque houve duas mentalidades sendo desenvolvida dentro da Igreja, duas culturas, além daquela cultura judaica. Agora temos a cultura grega e a mentalidade grega, começando a penetrar. Ao mesmo tempo, temos a cultura latina e a mentalidade latina entrando. A mentalidade grega ou aquela mentalidade latina romana, são duas mentalidades distintas. Então se tem o grego mais no sentido oriental, e o romano o latino mais ocidental. Então começou a se desenvolver aquela teologia latina. Representado por Tertuliano e Cipriano. Aqueles que tinham aquela mentalidade latina, focalizavam mais em assuntos práticos. Coisas realísticas e práticas que estavam se desenvolvendo no meio da Igreja. É por isso que nós vemos, a maior parte dos escritos sobre ordem na Igreja, as práticas na Igreja, vem da mentalidade romana. Essa mentalidade prática. Graças à Deus pela mentalidade prática. Mas ela tem que ser equilibrada. E quando ela começa permear de uma maneira anormal, nós começamos então a desviar. Então nós temos a mentalidade grega. E a mentalidade grega lida mais com a filosofia e o idealismo. Talvez tratando com o aspecto mais místico da Igreja, elas tratam da doutrina de Cristo, em quem é Cristo? Então tinha muitas questões em que é essa pessoa? O que é a sua encarnação? Mas sempre de uma base filosófica. Eles estavam buscando um idealismo. Então por um lado, você tinha as filosofias, e por outro lado, você tinha as praticidades. E esses dois começaram a entrar em conflito dentro da Igreja. As primeiras sementes disso aí, começaram a ser plantadas no segundo e terceiro século. Nós veremos que no século XI, houve uma grande divisão entre leste e oeste. Nós vimos que também através da História, o império romano, dividi-se entre o império do oriente e o império do ocidente. Então as sementes começaram a ser plantadas no segundo e terceiro século. Irmãos esta é uma advertência para nós, que cada um de nós veio de um
passado bem firmado e específico. Se eu pedir pra cada um de vocês escrever sobre um americano, a maioria de vocês iria entrar em um acordo sobre as diversas características de um americano. Mas do mesmo jeito, se você perguntar a outras pessoas, a respeito de um brasileiro, pode haver algumas descrições ali. A mesma coisa a respeito daqueles dos chineses. Nós já viemos com a cultura e a experiência passada já embutidas. Graças a Deus, que já nos fez assim. É aí que nós estamos. Mas essas culturas, não importa de onde elas venham, tem que ser trazida sob autoridade, sobre Jesus como cabeça, e ser trazido como autoridade sob a sua palavra. E através da obra da cruz, que é trazido através do Espírito,
para que a sua vida possa então ser manifesta. De maneira plena, dentro no nosso meio. O Senhor não está buscando uma Igreja americana ou uma Igreja brasileira. Mas Ele está buscando a Igreja. A Igreja que tem brasileiros, americanos e chineses fluindo juntos, para o testemunho do Senhor. Isso sim, mostra a glória e a beleza do nosso Senhor. A medida que a Sua vida opera em nós, e isto acontece então através da vida. Durante o segundo e terceiro século, essa verdade não foi completamente reconhecida, e aquelas sementes de divisão começaram então a ser lançadas. Então quando chegamos a este próximo período, cobre desde o quarto até o sexto século, e ela é representada pela Igreja de Pérgamo.
(Apocalipse 2:12-17)
Quando chegamos a esta Igreja em Pérgamo, que estamos estudando entre o quarto e sexto século, e se inicia com o período de Constantino, através da salvação de Constantino. Como o Cristianismo foi então legalizado, e também como foi transformada na religião oficial do estado. Este período vai se desenvolver e vai concluir no sexto século. Quando o Papa Leão, o Grande, firmemente estabelece o princípio, que o bispo em Roma, está acima de todos os outros bispos, e ele empresa aquilo que o Senhor falou a Pedro: “...e sobre esta rocha, eu edificarei a minha Igreja.” E aquilo bispo em Roma, estava cada vez mais estabelecendo a sua vontade. Mas foi Leão, quem realmente estabeleceu isto. Quando nós lemos essas escrituras, não são coisas muito prazerosas de se ler. Quando é falado aqui, de onde Satanás habita, os ensinamentos de Balaão, sacrifícios a ídolos, e todas essas coisas não santas que estavam acontecendo. O que nós vemos aqui, é uma aliança não santa, entre o povo de Deus, e o povo do mundo. Você se lembra, que lá no velho testamento, como a nação de Israel estava sendo perseguida. Quando eles saíram do Egito, através das diferentes tribulações e provas aos quais passaram no deserto, uma das armadilhas nas quais
eles caíram, foi quando eles encontraram lá em Peor as filhas de Moabe, e fizeram então aquela aliança não santa. E nós sabemos que na misericórdia do Senhor, naquela época, Ele enviou a Finéia, para fazer com que o povo de Deus pudesse retornar. Quando observamos essa época na História, nós veremos como a Igreja e o estado se uniram. Ao invés de serem aqueles que eram chamados para fora, nós veremos como a Igreja e o mundo se uniram. Nós vimos então, como que o Cristianismo estivesse sido abafado. Naquela época era na moda ser cristão. Ao invés de serem aqueles que eram separados para o Senhor, houve então aquela união entre Igreja e estado. De repente o bispo começa a tomar uma posição política. Então o bispo tem uma grande influência na corte de Constantino. Então a política das nações, começaram cada vez mais ter influência dentro da Igreja. Mas graças à Deus, nós veremos através disto, que o Senhor manteve aqueles que eram fiéis a Ele, que não dobraram seus joelhos, mas que continuaram a seguir ao Senhor. É interessante observar, que quando olhamos a Igreja em Pérgamo, como o Senhor é descrito no versículo 12. “Ele é aquele que tem a espada aguda de dois gumes”..., e em cada uma dessas outras Igrejas, o Senhor é descrito de uma maneira diferente. Nós sabemos que a espada de dois gumes é a
palavra de Deus e a autoridade da palavra de Deus. Quando ela chega no local correto, separa aqueles que são fiéis ao Senhor e aqueles que vão pra algum outro caminho. A palavra de Deus foi então abaixada a um outro nível, mas o Senhor na sua fidelidade, continua a usar a sua palavra para encorajar aqueles a prosseguirem. E nós vemos essa separação, cada vez de uma maneira maior, daquela linha que dá a forma exterior ao Cristianismo, e a realidade espiritual da vida do Senhor. Começa a separar de uma forma maior durante este quarto a sexto século. Depois desta época no tempo, elas nunca se unem mais novamente, mas sim continua a haver uma maior separação. Quando mencionamos a respeito de Cristianismo organizado, vamos falar da Igreja Católica romana e do sistema protestantes. Quando falarmos disto, vamos estar falando de um sistema, não estaremos falando do indivíduo em particular, porque todos os sistemas, o sistema católico e protestante através das eras, existem cristãos maravilhosos, há cristãos individuais ali,
que estão realmente seguindo ao Senhor. Mas existem também aqueles sistemas, que está indo contra o propósito do Senhor, nós não estamos falando dos indivíduos, mas vamos estar falando dos sistemas. Se eu não falar isto todas as vezes, por favor não achem que eu estou atacando o indivíduo. Deixe-me falar isso de uma vez por todas. Quando chegamos então ao princípio desta era, nós vimos aquele imperador Deocleciano, sobre ele houve a maior perseguição, foi como se todas aquelas forças do inferno foram soltas. Então houve aquela décima e última perseguição. Após isso, nós vemos o imperador Constantino
sendo levantado, então no ano 312 daquele época o imperador romano faleceu. Então haviam quatro generais que estavam tentando ser o próximo imperador. Então Constantino estava conduzindo as suas forças para a batalha, e como a História fala, quando ele estava conduzindo seus homens para a batalha, a noite anterior aquela batalha, ele teve uma visão ou um sonho. Diferentes historiadores falam coisas diferentes. Foi talvez um sonho, ou talvez uma visão. Então o que ele viu, uma cruz, e estava escrito sobre ela: “Através disto, conquiste.” Então ele compartilhou aquilo com as suas tropas. E através daquele
encorajamento, eles venceram aquela batalha, foi a batalha famosa da ponte de Mílvea. E ele falou que tinha sido aquele sonho, e foi uma ordem divina, e por causa daquele sonho, quando ele compartilhou aquilo com as suas tropas, eles venceram a batalha. Então Constantino se tornou aquela época o imperador do ocidente. Isto foi em 312, e aquilo foi considerado como sendo a sua conversão. Mais tarde em 324, ele então ganhou o controle do império romano do oriente, assim como do ocidente, e então o controle sobre todo o império romano. Em 313, ele então promulgou o edito de Milão, que outorgava a liberdade de religião, pro Cristianismo, mas também para todas as outras religiões, não foi apenas o Cristianismo que Ele reconheceu. Todas as outras religiões também foram legalizadas. Ele também restaurou para o povo, todas aquelas propriedades que havia sido confiscadas em perseguições anteriores, e através disto, Constantino se uniu, através destes editais, ele não era apenas o cabeça do estado, mas também ele foi o cabeça da Igreja sobre a terra. Ele também era o sumo sacerdote daquelas religiões pagãs. Ele também tinha três posições,
o cabeça do estado, o cabeça do Cristianismo sobre a terra e o sumo sacerdote das religiões pagãs. Através de toda a História, uma das maiores controvérsias que vai e vem, será que Constantino realmente foi salvo? Ou simplesmente ele teve aquela conversão, para simplesmente inspirar as suas tropas. Ele sabia que muitos daqueles no exército eram cristãos. Será que ele utilizou isto como um instrumento de motivação para encorajar os seus homens? Um dia nós vamos saber. Ele fez muitas coisas boas para os cristãos. Mas se você ler os seus escritos, muito raramente, ele utiliza o nome do Senhor. Em ocasiões muito raras, e ali também de uma maneira pessoal, mais mas no sentido de uma terceira pessoa. Constantino faleceu em 337, e uma das coisas a respeito de sua morte, naquela época no tempo, ele achava que o batismo lavava todos os pecados. O que alguns fariam então? Eles iriam adiar o batismo, o mais próximo possível da época da sua morte, enquanto eles pudessem, porque se eles fossem batizados e logo em seguida morressem, eles não tinham qualquer pecado. Isto era quase que uma superstição. Os cristãos verdadeiros, aqueles que conheciam a palavra de Deus, quando eles se convertiam, eles passavam pelo batismo, e quando pecavam após isso, eles sabiam que o sangue do Cordeiro continuava a limpá-los. Havia muitos ainda que esperavam até aquela época perto de sua morte. Apenas alguns poucos dias antes de sua morte, ele foi batizado, foi no ano de 337. Então ali, por volta do ano de 330, ele moveu o quartel general do império, levou para Constantinopla. Através desta legalização do Cristianismo. O Cristianismo se tornou muito popular, começou a ser aceitado socialmente, milhares então começaram a vir as Igrejas. E Constantino mesmo até
ofereceu aos seus soldados, que se eles fossem batizados, eles dariam pra ele uma roupa nova, daria um aumento no salário. Havia aqueles benefícios de ser batizado, então não demora muito para podermos perceber, que muitos daqueles batismos, não vieram realmente dos mais puros. Mas acontecia para que eles pudessem ganhar um pouco mais de dinheiro. E por causa daquelas muitas coisas do mundo que começaram a penetrar, começou a ver um relaxamento dentro dos padrões dentro do Cristianismo. Havia
uma grande união acontecendo dentro da Igreja, do mundo e do Cristianismo. E de repente o bispo estava sempre na corte de Constantino. Então quando a Igreja, o Cristianismo queria ter uma reunião oficial, o Constantino sentaria na cadeira principal. E então no Concílio da Nicéia, do ano de 325, o Constantino que convocou, eles estavam então tratando daquela questão de quem era Cristo. Uma indicação da espiritualidade dele, ele não achava que essa era uma pergunta importante, mas no meio daqueles cristãos verdadeiros, havia muita discussão que ia e voltava. Sobre alguns ensinamentos, era chamada a controvérsia ariana. Mas ele nem mesmo tinha os olhos espirituais, para observar que aquilo era mesmo
uma coisa importante. Então mais e mais vemos, como realmente estava dominando todas as coisas. Isto realmente continuou através de outros imperadores, mas não foi até o ano de 381, quando o Cristianismo se tornou a religião oficial do estado, foi legalizado em 313, em 381 sobre um outro imperador ela foi tornada religião oficial. Durante esta época, nós vemos muito mistura entrando aí, nós vemos um aumento grande no número de sacramentos, nós vemos então uma elaboração nos festivais da Igreja. E durante esta época
do tempo, muitos daqueles festivais pagãos, foram então cristianizados, coisas como o natal e a páscoa, eram celebrados nessas épocas, e começou a ver aquela adoração de Maria. Havia uma grande controvérsia sobre o título de Maria. Se Maria era apenas a mãe de Jesus, ou será que Maria era a mãe de Deus? Um grande debate nesta época. Então começamos a ver quanto mais o povo começou a adorar santo. E como muito daquela idolatria começava a penetrar. Então naquela época, um papa chamado Gregório, ele compôs uma missa, que é conhecida hoje na Igreja Católica. E naquela época o conceito de purgatório foi introduzido. Então naquela época, Constantino chamava apenas de Igreja Católica. E podemos perceber essas controvérsias Trinitarianas, de novo, o Arianismo, dentro de área era o principal,
dizendo que Cristo foi o primeiro ser criado, tirando dEle sua autoridade, dizendo que Ele era um ser criado. Graças à Deus isso realmente foi confrontado. Quando chegamos até o próximo, página 16, lidando com toda aquela questão de Cristo, uma das grandes controvérsias que surgiu naquela época, foi relacionado com Nestório. Os nestorianos, eles dão um bom quadro para a Igreja a medida que ela prossegue para o oriente. É bom saber que a maior parte da História da Igreja que estudamos, observamos a História da Igreja a medida que ela procede, começando em Jerusalém, Antioquia, Constantinopla, depois pra Roma, através de toda Europa, depois nos países teutônicos, e Inglaterra, saindo em direção ao ocidente. Mas também houve um grande movimento de Deus, em direção do oriente, que iremos compartilhar. Como comentamos antes, toda aquela controvérsia do Pelagianismo, onde eles dizem que o homem essencialmente já nasce bom, e basicamente capaz de estar pronto para a salvação. Mas graças à Deus, o Senhor levantou Agostinho, para dizer que realmente o homem está morto nos seus pecados, e que, somente pela graça de Deus, que nós somos salvos. Uma das formas pelas quais vemos o Cristianismo sendo mais e mais formalizado, foram através dos diversos Concílios que foram conclamados. Nós podemos ver os diversos Concílios que foram convocados e os diversos imperadores que estavam
dominando sobre os Concílios. E eles estavam então, direcionados para poder lidar com todas essas controvérsias. E eles tinham grandes debates, e havia muita política ali misturada. Eles convocariam então o Concílio, vamos observar lá em Éfeso... que havia um grande debate que estava acontecendo entre Cirilo e Nestório. E Cirilo era uma pessoa com grandes ambições políticas, e Nestório na realidade estava pregando a verdade. Então quando foi perguntado a Nestório, quem era a mãe de Deus... ele não respondeu Maria. Havia uma maneira correta de dizer, qual era a descrição de Maria. E Nestório não
falaria, que Maria era mãe de Deus. E por causa disto, outras acusações foram trazidas contra ele. E outras acusações eram falsas. O que nós vemos acontecer aqui cada vez mais, eles iniciaram esse Concílio, antes mesmo que Nestório e aqueles que estavam com ele pudessem chegar. Cirilo e seu povo, convocou esse Concílio, um dia ou pouco mais antes de Nestório chegar. E já se avançaram e começaram a considerá-lo culpado e o condenaram, sem que ele tivesse a chance de poder dizer alguma coisa. Então ele foi declarado herege. Um dos termos mais mau compreendido através da História da Igreja, é este termo nestoriano. E muitos dos documentos oficiais da Igreja, é utilizado como sendo o termo pejorativo. Muitos dos ensinamentos que são associados a Nestório, eles não ensinavam de maneira nenhuma, eram apenas acusações falsas contra ele. Por causa da sua condenação, ele foi exilado, e teve então grandes influências na Igreja do oriente. Mas através destas eras, muitos homens de Deus foram levantados, nós já falamos de Agostinho, o bispo de Hipo, que usado naquelas controvérsias Pelegianas. Ele escreveu um grande livro, que é chamado a “Cidade de Deus”, depois de Roma ter sido saqueada, ele escreveu este livro, para mostrar que o verdadeiro mover do Senhor, é na realidade um conflito entre salvação e o pecado, entre a cidade do homem e o reino de Deus. Não era aquela questão de Roma, e por causa disto Agostinho acabou sendo perseguido também. É também utilizado nesta mesma era, quando olhamos as datas na vida destes homens, maior parte deles foram usados, entre 320 e 330 até então próxima do ano 400. E durante esta época o Senhor levantou muitos homens, homens fortes em Deus, e permaneceram pela verdade, mas após este tempo, foi que então o bispo de Roma ganhou grande poder. Um dos outros homens importantes, foi Jerônimo, então ele traduziu toda a Bíblia para o latim para que o povo pudesse entender, e essa tradução, essa versão é chamada da Vulgata. Um das coisas, foi que Jerônimo foi um dos maiores tradutores de todo o tempo. Também durante esta época, o Senhor levantou Ambrósio. Ele era o bispo de Milão. E ele pregava de novo e constantemente sobre o caráter moral do povo. Ele não tinha medo do imperador, mas
de fato durante a sua vida, ele confrontou o imperador uma certa vez. O imperador Teodóvio, porque teria havido um massacre em Tessalônica, e Ambrósio conseguiu ver o pecado que havia acontecido. Ambrósio confrontou o imperador publicamente, e em público, o imperador se arrependeu. E vimos, como isso realmente fortalecia a posição de alguns bispos. Ambrósio fez isso de um coração puro, mas quando alguns outros olharam para trás, eles utilizaram aquele episódio, para fortalecer o argumento deles, que toda autoridade terrena, deveria estar sobre o controle de Roma, eles utilizavam qualquer coisa. Quando chegamos aqui, e observamos um outro, vemos que o Senhor está usando três homens diferentes. Para realmente esclarecer aquela questão da Trindade. E sabe se lá, naquela época as pessoas não tinham muitos livros para ficar lendo, então haviam muitos conceitos sendo desenvolvidos, e hoje mesmo sabemos, quão confusa pode ser esta questão da Trindade para nós. Tentar explicá-la, entendê-la, mas o Senhor usou esses três homens, para tentar condensar esse conceito da Trindade. Foi Gregório, Basile, e também Gregório de Nissa. Nós vemos em Alexandria, outro homem chamado Atanásio, este foi aquele que combateu o Arianismo, mas por causa da política, ele acabou sendo exilado cinco vezes. Quando estava politicamente correto o Arianismo, eles mandavam Atanásio para o exílio. Quando não fosse politicamente correto o Arianismo, eles traziam Atanásio de volta. Ele estavam entrando e saindo toda hora. Dependendo da natureza política daquela época. Ele na realidade era um peão na mão do Cristianismo. Também foi usado nessa época, um dos maiores pregadores de todas as eras, Crisóstomo, ele era o bispo de Constantinopla, ele na realidade não queria ter essa posição, mais foi forçado a estar ali. Ele foi considerado e, denominado a Língua de Ouro. Alguns dizem a respeito deste homem, que pode ter sido o maior pregador de todas as eras. E ele foi tornado o patriarca de Constantinopla. Em 398, ele foi indicado como sendo bispo sobre a Igreja, e ele pregou sermões muito fortes sobre o pecado, de como o cristão deveria produzir um caráter interior, e uma vida interior com o Senhor. Os imperadores daquela época, realmente o odiavam, porque eles não eram cristãos, e ele pregava de maneira cada vez mais forte sobre o pecado e as coisas do
mundo. Uma certa vez, a imperatriz, colocou uma estátua de uma deusa, do lado da Igreja onde ele pregava. E houve uma grande cerimônia por causa desta deusa pagã. Então João deu uma pausa, por causa que estava acontecendo uma grande celebração ali fora. E João, após ter pausado seu sermão, ele pronunciou com alta voz, obviamente com referência à imperatriz. Mais uma vez Erodias está com grande furor, mais uma vez ela está dançando, e mais uma vez está exigindo a cabeça de João numa bandeja. Após ter dito isto João foi preso, e foi mandado para o exílio. Depois disso tiveram grandes tumultos e grandes motins na cidade, porque aquelas pessoas que seguiam a João eram radicalmente contra isto. Mas é claro que os soldados acabaram ganhando. Então houve um grande massacre, e João foi forçado pra ir para o exílio e, poucos anos depois ele morreu. Então quanto mais mostramos a experiência desses irmãos, a razão de fazermos isto, é para que possamos ver, como estas duas linhas começavam então a se separar. Nós tínhamos todos aqueles Concílios que estavam acontecendo, que estavam debatendo credos e formalizando, e o estado cada vez mais tendo uma influência maior sobre a Igreja... mas ao mesmo tempo, o Senhor tinha as suas testemunhas fiéis, e permaneciam firmes pela verdade, e eles acabaram sendo perseguidos e até mesmo martirizados. Mencionei anteriormente sobre uma pessoa no oriente. Como Nestório foi julgado e jogado no exílio, sabemos quando lemos as escrituras, que mesmo no nascimento de nosso Senhor, porque aqueles homem vieram do oriente para trazer oferendas a ele. No dia de Pentecostes, haviam aqueles do oriente que estavam ali também. Na realidade, quando observamos a História da Igreja nestes primeiros séculos, os do oriente, mantiveram uma forma mais simples do Cristianismo, talvez uma forma mais próxima das escrituras, do que mantidas do ocidente. No terceiro século, não havia qualquer tipo de organização formal daquilo que estava acontecendo no oriente, a não ser no ano 498, que o termo o “Patriarca do Oriente” foi estabelecido. Eles estavam mantendo a simplicidade. E como isto aconteceu? Nós sabemos como Nestório foi acusado erradamente naquele conselho por Cirilo. E Cirilo fez com que ele fosse exilado, então por causa disto Nestório teve uma má reputação. Então Nestório foi para o oriente, e ali ele treinou outros irmãos, visitou outras localidades, e ele então compartilharia a verdade, mas ao mesmo tempo, as forças políticas do oriente e ocidente, estes dois lados estavam em posições antagônicas, conflitantes. Então no oriente, em momentos do tempo, a Igreja ali recebeu grande liberdade, mas em outras épocas eles eram perseguidos novamente. Mas vimos que Edessa, como o Cristianismo foi considerado a primeira religião do estado. Mas a medida que o tempo prosseguiu, novamente a política entrou, porque o Cristianismo aos olhos daqueles dominadores orientais, era uma religião ocidental, eles virão aquilo como vindo do ocidente. Na realidade Israel, é parte do oriente, e estavam falando que o Cristianismo estava vindo do ocidente, então começou a aparecer aquela falta de confiança, então aqueles dominadores da Pérsia começaram a desconfiar dos cristãos mais e mais. Já que o império persa e o romano eram antagonistas, algumas vezes eles achavam que os cristãos eram espias. Eles estavam sendo usados pelas forças do ocidente. Mas a medida que o tempo prosseguiu, então quando eles começaram a observar que houve uma grande divisão entre o Cristianismo do oriente e o Cristianismo do ocidente, então mais e mais
liberdade foi dada a Igreja no oriente. Na realidade como resultado disto, através do sétimo e oitavo século, houveram grandes movimentos missionários na Igreja do oriente, mesmo até a Índia, eles mandavam muitos missionários, e China, e quando muitos outros já descobriram, já haviam na China missionários que vinham dos nestorianos, tão cedo quanto o ano de 635. No império de Tae Chan, de 780 à 783, eles encontraram vários memoriais, comemorando a divulgação do evangelho, e isto continua até o ano de 845, até o império
do imperador Hudson, e ele então resolveu acabar com toda a liberdade de religião; e todos os cristãos então foram expulsos. Durante esta época, não houve muita coisa escrita a respeito desta Igreja oriental. Mas houve um grande movimento missionário através daquela área. E eles foram muito usados pelo Senhor. E havia ali uma estrada, chamado o caminho da seda; que conectava o oriente ao ocidente, e eles se movimentavam nessa estrada. Por diversos séculos espalhando o evangelho, muitos homens que não são conhecidos, muitas famílias que não são conhecidas, eles foram para toda Índia e toda China, para que a palavra de Deus então prosperasse. Mas a medida que isso se desenvolveu e o tempo passou, o governo oriental começou a controlar a Igreja, tentando cada vez mais ter influência sobre ela. Então a medida que o tempo passava, aquela Igreja oriental foi se tornando cada vez mais importante pro império persa. Da mesma que a Igreja romana era importante para o império romano. Isso continuou a se espalhar, mais o que mais confrontou foi realmente o surgimento do Islamismo. Quando o Islamismo apareceu, teve um impacto tremendo sobre a Igreja oriental, porque a Igreja oriental já tinha adotado tantos ídolos, então o Islamismo teve um grande impacto sobre isso. Um outro movimento que estava acontecendo nesta época, se iniciou com pessoas sinceras que realmente buscavam ao Senhor, foi aquele Movimento Monástico, que eles viram aquela posição terrível na qual o mundo se encontrava, e eles tentaram então separar assim mesmo. Então a princípio eles iriam se refugiar no deserto só. Então é dito que Antônio foi o fundador do Movimento Monástico. E ele viveu entre os anos de 250 e 350. E com a idade de 20 anos, ele se mudou para o deserto no Egito. Uma das pessoas famosas desses irmãos que começaram a viver por esse mesmônio, era um que era chamado Simeão Stalactit, ele recebeu este nome, porque ele foi pro deserto, e por 35 anos, ele morava em um pilar de que dava 75 pés de altura que equivale a aproximadamente 20 metros. Um ou outro viria ali visitar e trazer comida. Ele estava tentando alcançar aquela posição de santidade, de separação do mundo, como sendo uma afirmação contra aquela corrupção que estava acontecendo ao redor do mundo. Haviam muitos eremitas naquela época, todo este Movimento Monástico pode ser dividido em quatro estágios. Podemos ver no primeiro estágio do quarto século, como os leigos em cada vez número maior, eles se separavam do mundo para viver sozinhos, e cada vez mais pessoas entravam neste Movimento Monástico. Durante este período do quarto ao sexto século, alguns outros ao invés de viver separados começaram então a viver juntos, e foram chamados Benedito. De onde vem a ordem Beneditina, que prosseguiu. E eles
foram como sendo os primeiros a ser considerados como a ordem monástica. Outros Movimentos monásticos, aconteceram entre o X e XI século, durante a idade média. As pessoas então, estavam tentando se separar do mundo, para tentar ter um relacionamento mais próximo do Senhor. O terceiro estágio, a terceira era, aconteceu durante o século XIII, quando os frades começaram a aparecer cada vez mais e mais; para sair ali e fazer a obra. Então durante a época da Reforma, que foi o quarto estágio, que aconteceu durante o XVI século, nós percebemos nestas ordens monásticas, que são aqueles que estão tentando se separar do mundo, para que eles possam se aproximar de Deus. Mas estas ordens monásticas, essa maneira de viver monástica, quando comparamos com a Igreja no Novo Testamento, não foi desta maneira que o Senhor nos chamou para ir pra fora. Nós devemos estar no mundo, mas não ser do mundo. Nós podemos até se separar do mundo, até para estas pequenas clausuras, mas se os nossos corações não forem purificados, o mundo vai estar ainda dentro de nós, porque vamos perceber de novo e de novo, nestas ordens monásticas, como realmente o mundo entrou ali. E eles se tornaram tão mundanos, quanto mundano era o mundo na qual eles tentavam fugir. Ao invés de ter aquela liberdade de viver no Espírito Santo, eles foram trazidos para regras, leis e escravidão, e dessa maneira saíram pela tangente cada vez mais. Nós vemos novamente através da História da Igreja, como as boas intenções do homem, não importam quão boas, sejam as nossas intenções, quando elas não estão alinhadas com a palavra de Deus, não nos trazem próximos ao Senhor, não nos trazem de volta aquele padrão que Ele já estabeleceu. Mas na realidade somos conduzidos para um caminho que vai nos levar para mais longe. Ele tem um padrão que já foi
estabelecido para nós, e que nos é mostrado no livro de Atos. Que nós possamos estar abertos ao Espírito, mas louvamos ao Senhor que durante este período também, da mesma forma que nós já vimos através de alguns homens, o Senhor tem as suas testemunhas espalhadas por esta terra, existem aqueles que o Senhor está salvando, está atraindo para si mesmo, e quando eles leiam a palavra de Deus, eles são convencidos, e eles vêem a simplicidade e a pureza da Sua vida. Um desses, é Prisciliano, que morou na Espanha, e ele
viajava por grandes círculos em Portugal e Espanha. E ele sendo da Espanha ele vinha de uma família muito rica. E ele se converteu à Cristo, ele começou a ler a palavra de Deus, e se tornou um grande entusiasta da palavra de Deus, e aquele treinamento que ele recebeu, a medida que crescia no catolicismo, quando ele comparou aquilo as escrituras sagradas, começou a ver diferenças. Mas ele continuou a seguir a palavra de Deus. Ele viveu do ano 350 ao ano 385, e a medida que ele se deu ao Senhor, ele desejava que o seu corpo pudesse ser uma morada para o Espírito Santo cada vez mais. Ele ainda estava dentro da Igreja Católica romana. E ele se tornou bispo da cidade na qual morava. E ele pregava constantemente de como o homem deveria se arrepender e ser transformado. Como a vida verdadeiro do Senhor muda os indivíduos, e há uma mudança em caráter. Não simplesmente obra exterior, mas ele estava pregando de como era necessária que houvesse uma transformação de vida, e muitos realmente se juntaram a ele. As pessoas de
várias cidades, vinham para poder ouvi-lo. Então tinha conferências, muitos se salvavam, e voltavam para suas cidades, e também começavam a se reunir na simplicidade da palavra de Deus. E isso fez com que os outros bispos ficassem enfurecidos, porque as Igrejas naquelas outras cidades começaram a esvaziar, a medida que estavam indo ouvir Prisciliano. Então muitas acusações foram trazidas para ele, e foi acusado de ser um agnóstico. Ele não era, mas foi acusado disto. E na realidade foi julgado, nem mesmo foi dado a ele a chance de falar. Ele foi julgado, foi condenado e no ano de 385 foi executado, ele e mais outros seis. E
esta é uma data importante de lembrar, ano 385, Prisciliano, a primeira pessoa que nós temos visto, que não foi morto pelo mundo, mas foi martirizado pela Igreja. Foram os bispos, eles mesmos que o condenaram à morte. Agora não é mais o mundo, não mais a Igreja sendo perseguida, mas começamos ver agora a História da Igreja que perseguia. Quão rapidamente nós mudamos, como eles estavam interessados naqueles que perseguiam, nas suas ambições egoístas, que estavam realmente cegos à obra que o Senhor estava realizando. Mas graças ao Senhor, por aqueles que são fiéis. Eles puderam até matar o Prisciliano, mas não puderam acabar com a obra de Deus. E alguns daqueles homens como já mencionamos antes, como Martinho de Turim e Ambrósio, eles protestaram fortemente contra o Papa. Mas isso não teve qualquer repercussão, porque nos serviços oficiais, ele era um cristão agnóstico, era um herege e merecia a morte; e realmente é uma mudança tremenda até agora. Mas nessa mesma época, nos séculos IV e V, quando o Senhor realmente levantou Prisciliano, lá na Escócia, Prisciliano foi executado em 385, mas nascia
na Escócia um homem chamado Patrício. Patrício na sua tenra idade, quando estava caminhando pelas praias na Escócia, ele foi capturado por um navio irlandês, e foi levado para Irlanda, e gastou ali seis anos como escravo na Irlanda, finalmente ele se libertou e voltou para Escócia. Mas durante aquela época ele teve uma visão, e ele foi maravilhosamente salvo, e naquela visão, ele viu o Senhor o chamando para ir de volta a Irlanda. E no ano 432, Patrício retornou a Irlanda, pregando o evangelho simples do Senhor Jesus Cristo. E ele foi grandemente perseguido, ele realmente passou por momentos difíceis, mas milhares se converteram, e após a sua morte, toda a Irlanda foi evangelizada. Já ouvimos falar de São Patrício, nós vemos nele então, aquele que foi adotado pela Igreja Católica romana, mas durante toda a sua vida, ele não tem nada a ver com ela. Ele estava permanecendo firme pela palavra de Deus verdadeira e pura. Ele pregou a palavra de Deus, assembléias locais foram estabelecidas e, a palavra de Deus se espalhou por
toda a Irlanda. Foi através da vida de um homem, que deu a sua vida pelo Senhor, que toda a Irlanda pode então ser evangelizada. Ele era um verdadeiro santo, da maneira correta, não em qualquer sistema canônico que os homens possam ter inventado. Também durante esta época na História, houve um outro homem de Deus que foi levantado, que saiu da Irlanda, no ano de 563, ele chegou até a comunidade de Iona, o nome desse homem era Colombo. E a cidade de Iona, mais tarde foi tomada pelo sistema católico, no século XII ela foi dominada por esse sistema. Quando ela foi formada no ano de 568, não era um convento monástico, aquele local era então formado por um grupo de irmãos que se reuniam, morando em comunidade, eles tinham a pluralidade na liderança, eles só tinham a palavra de Deus, e aqueles que vieram lá da Irlanda, eles foram então para a Escócia e para a Inglaterra, como grandes missionários. Para todo lugar onde eles eram enviados, eles eram enviados em grupos de doze cada vez. Eles iam para uma determinada área, estabeleceriam sua pequena comunidade, tentavam trabalhar e obter o próprio sustento. E compartilhariam
o evangelho, e traduziriam a palavra de Deus para aquela língua nativa. Então nessa época quando olhamos pra Escócia e Inglaterra, não havia apenas uma língua não, foi bem antes da língua inglesa, havia muitos dialetos ali. E para todos os locais onde eles iam, eles traduziam a palavra de Deus para a língua local. Então quando havia uma comunidade de cristãos ali estabelecidos, novamente eles enviaram mais doze para um outro lugar.Então o Senhor ergueria o seu testemunho, e de novo mandariam doze mais. Teve um grande impacto naquela região, nós podemos ver a fidelidade maravilhosa do Senhor. Como através de Constantino e dessa Igreja Católica, nós vemos que foi formalizado, e foi perdendo aquela vida, mas ao mesmo tempo, através da era, o Senhor sempre teve as suas testemunhas fiéis, de Agostinho até Ambrósio, Prisciliano, Patrício, Colombo que continuavam a levar o testemunho de Jesus. É um contraste tremendo, mas vemos a grande mão do nosso Senhor. Tomar aqueles que simplesmente estavam com fome pela palavra de Deus, aqueles eram irmãos e irmãs simples, quando olhamos pra trás na História, o vemos como grandes gigantes na História. Nós os vemos como grandes homens de Deus, nós os levantamos e erguemos, e nós realmente devemos ser muito gratos por eles. Mas quem eram eles como pessoas? Eles eram apenas irmãos e irmãs simples, que simplesmente um coração, para seguir o Cordeiro para onde quer que ele fosse, e se alimentar da palavra de Deus, para ter aquele relacionamento particular e pessoal com Deus, e conhecer de uma maneira viva a liderança do Espírito Santo. Quando hoje nós pensamos a respeito
dos missionários que estão sendo enviados, hoje os missionários quando saem, quando vão para diversos locais, há muitos locais neste mundo, onde é ainda muito difícil, mas grande parte deste mundo já foi evangelizada. Pense por algum momento, que você acha que foi para Patrício ter que ir para a Irlanda? Um homem, pegando aquele navio e voltando para o país onde havia sido escravizado, o que ele levava consigo? Ele tinha a palavra de Deus, e a vida de seu Senhor, e o Espírito que o conduzia. Ele não amou sua própria vida até a morte. Aqui novamente precisamos manter esses homens em equilíbrio, por causa de suas vidas nós rendemos à Ele grande honra, mas também devemos lembrar, que eles calçavam os sapatos da mesma maneira que calçamos. Eles eram homens e mulheres exatamente como você e eu, mas que permitiram que o Senhor os transformassem. E o Senhor está buscando o mesmo tipo de povo hoje; que ouvem o seu chamado e seguem a sua voz. “Senhor quando nós realmente consideramos este período da História, o quão triste é vermos tão
cedo um grande desvio, Senhor, a despeito destas trevas, o Senhor sempre manteve aqueles que eram fiéis á Ti, aqueles que quando a palavra de Deus prossegue, eles permitem que ela possa trabalhar em suas vidas, Oh Senhor, cria em todos nós, uma fome crescente pela tua palavra, uma apreciação crescente por essa palavra, e conhecendo o gozo e a beleza da tua vida. No nome de Jesus, amém.”
(Apocalipse 2:18-29)
A medida que consideramos estas três Igrejas nestas últimas sessões, nós nos lembramos quando olhamos a Igreja em Éfeso, e o chamamento para eles era que retornassem ao primeiro amor, e nós agradecemos ao Senhor, que haviam aqueles que tinham ouvidos para ouvir, e mesmo assim alguns se desviaram, mas aqueles que tinham ouvidos para ouvir, eles voltaram e mantiveram seu primeiro amor. Quando chegamos à Esmirna, aquela Igreja sofredora, nós podemos agradecer ao Senhor porque houveram aqueles que foram fiéis até a morte, que durante aqueles momentos de prova, haviam aqueles que tinham ouvidos para ouvir, e foram fiéis até a morte. E nesta manhã, nós compartilhamos a respeito da Igreja de Pérgamo, e fizemos referência como sendo esta, a Igreja que faz acordos, como foram acusados, e eles permitiram que os ensinamentos de Balaão entrassem, e como eles colocaram pedras de tropeço à frente das pessoas. Quando olhamos novamente para a nação de Israel, sabemos que Balaão era um falso profeta, e ele foi pago para profetizar falsamente, mas o Senhor prevaleceu sobre eles. Quando nós consideramos o novo
testamento, quando é feita uma referência a Balaão, ele é sempre referido como, em segundo Pedro e Judas, aqueles que amavam o salário da injustiça, aqueles amavam o pagamento da injustiça. Como aquilo que estava no mundo, foi trazido para dentro da Igreja, e como aquele espírito do Nicolaísmo, de clérigos e leigos, foi trazido para dentro, e as pessoas então se desviaram. Por causa destes desacordos, não havia mais a separação, mas havia aquela aliança não santa, entre a Igreja e o Estado, mas agradecemos ao
Senhor, que mesmo durante essas épocas, haviam aqueles que eram fiéis, representado por essa pessoa na carta chamado Antipas, que estava representando os mártires e aqueles que foram fiéis, que foram fiéis durante todo aquele tempo, que a despeito daquela posição de acordos, e trazendo os ensinamentos do mundo e de Balaão pra dentro, mas houve aqueles que foram fiéis e prosseguiram. E agora chegamos à Igreja em Tiatira. E profeticamente está localizado entre os séculos VI até XVI. O período que foi iniciado com a Igreja através de Gregório o Grande, até a época da Reforma, desde o VI até o XVI séculos, o que
o Senhor diz à esta Igreja? Em primeiro lugar, como o Senhor se identifica? O Senhor identifica a si mesmo, como sendo o Filho de Deus. Durante este período, foi o Filho de Deus que estava falando com ele. Não era o filho de mais ninguém. Não outro sistema, mas o Filho de Deus estava falando nesta época. E Ele falou que os olhos dEle, eram como chamas de fogo, e os seus pés como latão reluzente, e isto fala de julgamento, como o Senhor está conclamando de volta ao arrependimento. Aonde eles caíram, o Filho de Deus com seu amor, os está chamando de volta ao arrependimento. Ou então o julgamento virá. O que ele tem contra eles? É dito que no versículo 20: “...toleras essa mulher Jezabel, que se diz profetisa, ensina e seduz os meus servos à se prostituírem, de forma que eles cometeram atos de imoralidades e comeram coisas sacrificadas à ídolos.” Que espírito é este de Jezabel que está sendo falado aqui? Se olharmos para a nação de Israel, se nos voltarmos para aquela época de Jezabel, na realidade a época de Jezabel, não foi muito após da época do reinado do glorioso de Salomão. E um grande declínio sobreveio à nação de Israel, ele estava agora em baixa, e eles estavam caindo cada vez mais, à distância de poder adorar ao Senhor. E nós podemos dizer que a nação de Israel estava madura, no ponto para receber aqueles deuses que Jezabel estava trazendo. Sabemos que Jezabel trouxe toda aquela adoração à Baal, ela era uma profetisa lá. E através desta influência, por causa do declínio no coração das pessoas, externamente eles diziam que adoravam à Jeová. Mas dentro em seus corações, e muitas de suas ações, eles estavam adorando à Baal, e vimos aquele confronto que houve entre Acabe e os profetas de Baal. Como Jezabel os trouxe para aquela
nação? E Baal estava infiltrando à nação de Israel, tudo com o apoio e endosso de Jezabel. Ela não era apenas uma profetisa naquela nação, na realidade ela estava em poder, reinando sobre a nação. E o seu marido é que era o rei. Mas ela reinava sobre ele. E essa influência que controlava. Ela não somente dominava a nação, e não somente dominava e reinava sobre o sistema religioso da nação, mas também ela era uma mãe. E nós sabemos que de Jezabel, e se traçarmos a genealogia que vieram dela, que descenderam dela, seguiram os ensinamentos de sua mãe, continuaram a poluir a nação de Israel, de uma maneira ainda maior, e como as abominações que sucederam. Foi aquele espírito de trazer todos aqueles
deuses do mundo, os ídolos deste mundo, e foram colocados dentro da nação de Israel. Quando olhamos pra História da Igreja do século VI, durante esta época, neste período, a Igreja estava numa baixa, as organizações começaram a se estabelecer, e haviam então muitos desvios, muitas quedas. Eles estavam numa posição de fraqueza, e o espírito veio à Igreja. Então o mundo estava sobrepujando e tomando conta da Igreja. E cada vez mais, as atividades mundanas estavam permeando a Igreja, externamente no nome era chamado Cristianismo. Mas quando observamos as suas ações, quando observamos os corações, não são corações de cristãos. Tinham apenas um nome, era um nome, mas não em ação. Quando observamos a perseguição dos cristãos, quando observamos as cruzadas que mataram à tantos, na realidade o Cristianismo nessa época, está adorando todas as coisas, e todas aquelas coisas as quais o nosso Senhor se opunha. Aqui nos é falado a respeito de imoralidade, e adultério, e a Igreja é a noiva de Cristo, está comprometida à Cristo. Mas durante esta época, o papel da Igreja foi o papel de uma meretriz, ela se tornou íntima do mundo, e do sistema, e ela foi poluída; e houve grande abominação. É o que nós vemos durante este período, mas mesmo ainda dentro desta Igreja, e dentro desta era, desde o VI até o XVI séculos, nós vemos no versículo 24, um testemunho maravilhoso: “...digo-vos porém a vós, os demais que estão em Tiatira, à todos quanto não tem essa doutrina, e não conheceram as chamadas profundezas de Satanás, e outra carga não vos porei. Mas o que tendes, retenha-o até que Eu venha.” Ele estava dizendo para aqueles que eram fiéis, “aquilo ao qual vocês estão se segurando, Eu vos dei, segure firme a minha vida, em meio aquilo tudo que você vê acontecendo ao seu redor, toda essa corrupção, todo esses desvios que tem
acontecido, à vocês que são fiéis, segurem-se firme à isso. Eu não peço mais nada de vocês.” Não é essa a simplicidade de Cristo. Ele apresenta o evangelho à nós, e vemos o seu coração por uma Igreja pura no livro de Atos, e Ele não coloca nenhuma carga além dessa sobre nós, simplesmente pede para que seguramos, seguramos firme o Seu nome, neste Espírito de fidelidade. Vemos estes dois grupos através desta era, esta era é referida como sendo, por causa da situação do mundo, como as “eras de trevas”. Não houve muita educação durante essa época, a superstição então começa a dominar, e há na realidade duas
classes de pessoas, você tem os nobres e o você tem os serviçais, os escravos. Aquela nobreza está dominando de maneira irascível, através de toda a Europa, e existe muita pouca educação. Então nesta época, vamos ver quando a Bíblia se torna um livro fechado, quando no passado eles tinham acesso à Bíblia, então é removido deles. E a superstição começa a ter uma influência maior. Iniciamos esta era, como já mencionamos, com Gregório o Grande, no ano 590, nesta época, foi estabelecido que o bispo de Roma, era o papa sobre a Igreja Católica, e ele também enviou vários esforços missionários, depois de ele ter tomado posse em 590, em 596 ele enviou missionários para a Inglaterra, e houve outros missionários também que foram enviados para outros lugares; esses eram missionários da Igreja Católica, e o propósito era trazer as outras pessoas debaixo do jugo de Roma. E vemos grandes conflitos na Grã-Bretanha, que já vemos as obras de Colombo, Patrício e outros; que estava causando que o verdadeiro evangelho se espalhasse. Mas então o Papa Gregório envia missionários ali. E o nome desse missionário era chamado de
Agostinho, não o Agostinho de Hipo, do século passado, agora é 596, Agostinho do século VI, que foi enviado à Grã-Bretanha, para converter aquelas pessoas e trazer sobre o domínio da Igreja Católica. Como pode ser esperado, a medida que o tempo correu, à influência deles na Inglaterra, finalmente a Grã-Bretanha foi trazida ao domínio de Roma. Essa também foi a era de trevas, não somente sobre a terra mas também sobre o Cristianismo.
No ano de 571, uma pessoa muito importante nasceu, uma pessoa chamada Maomé, ele nasceu em Meca, numa família de elite, ele não se impressionou muito com o Cristianismo, porque ele considerou muito cheio de superstição e idolatria, e mais tarde em sua vida, no ano de 610, ele recebeu a sua revelação divina. Uma revelação do anjo Gabriel, e o que ele compilou e transformou aquilo no Corão, Alcorão. A partir daí, nasceu a religião Islâmica. Quando prestamos atenção nesta religião islâmica, temos que fazer a seguinte
pergunta: “será que foi permitido que essa religião muçulmana viesse acontecer?” Como um julgamento de Deus, sobre uma Igreja que estava desregenerando? Como falamos antes naquela época da perseguição, toda vez que havia perseguição, havia reavivamento. Mas temos que fazer esta pergunta: “será que foi permitido por Deus, para tentar atrair o seu povo a si mesmo, para livrá-los de toda a idolatria, de toda a superstição, que havia se estabelecido?” Maomé quando era bastante jovem, nos primeiros três anos, após
ele ter tido essa revelação, ele só conquistou doze convertidos para sua religião. E na realidade ele teve que fugir, e ele fugiu pela sua vida, mas mais tarde ele retornou a Meca, e por causa daquela idolatria naquela cidade, e o estilo de vida maligno daquela cultura árabe, as pessoas estavam cada vez mais receptivas pra aquilo que as pessoas estavam dizendo à elas. Então no ano de 630, ele ganhou o controle de Meca, limpou Meca de todos os cristãos e de todos os ídolos pagãos. E ele morreu em 632, e nessa época, quase toda a Árabia estava sob seu controle. Houve aqueles que realmente tomaram a sua bandeira, e continuaram a se espalhar naquela região, eles tomaram Damasco, Jerusalém, Alexandria, Antioquia, e varreu a África. Aqueles que se recusaram a negar à Cristo, foram martirizados. E no ano 732, varreu toda a Espanha, e no caminho foi até a França. E foi naquele ponto ali na França, na cidade de Tours, quando Charles M. de França, ele parou aquela invasão islâmica. E em menos de 100 anos, ele varreu desde a Índia até Espanha. E qualquer meio que se tinha para poder usar, foi utilizado para justificar os objetivos. Quando Maomé estava fazendo isso, aquilo que o motivava, foi o contraste que ele percebeu, dentro da religião cristã, e, aquilo realmente o impeliu, para buscar a sua própria revelação “divina”. E daí, essa força então foi solta, e milhares de cristãos foram mortos. Maomé aceitava que Jesus tinha sido um bom homem, e na visão de Maomé, haviam 25 profetas, incluindo Abraão, e, ele falou que Abraão foi amigo de Deus, Moisés, que se apresentava à lei de Deus, e Jesus, que estava representando o Espírito de Deus. Mas ele negou a deidade de Jesus; e a sua morte e ressurreição. E Maomé então era o vaso escolhido de Deus, e naquele espírito,
ele então expeliu o Cristianismo. Desta área, desde a Índia até a Espanha. E sabemos que está lá até hoje. Observando o mapa (pág. 20), com a expansão do Islã, ele se espalha desde Meca, podemos observar como ele toma toda a parte da Ásia, todo o caminho até a Espanha, e aí está ele em Tours, onde aquelas forças foram finalmente bloqueadas. E vemos estas influências ainda hoje, permanecendo firmes contra o testemunho do Senhor. Agora outra coisa estava ocorrendo durante esta época, além daquele espírito do Islamismo ser levantado, anteriormente falamos do espírito do oriente e ocidente, e isto aumentou cada vez mais, e no ano de 1054, a tabela nº 12 da apostila, aí identifica todas as diferenças presentes ali, entre o oriente e o ocidente, e finalmente houve a divisão (pág. 22). Temos a Igreja oriental e ocidental, e continuou através dos séculos desta maneira. Ainda hoje existe a Igreja Ortodoxa, que começou nesta divisão, e na realidade, nesta época do tempo, com esta divisão, foi que a palavra Romana, foi adicionada à Igreja Católica. Anteriormente da maneira externa, era sempre chamada Igreja Católica, então quando houve essa divisão, eles adotaram a palavra romana para identificar isto. Uma das coisas que aconteceram por
causa desta divisão, por causa disto, o evangelho proliferou e chegou até a Rússia. Nós podemos observar que existe esta linha de divisão que vai até o mar do norte; e até aquela época não havia missionários para a Rússia. E naquela época, as pessoas da Rússia, estavam em contato com as pessoas de Constantinopla. Em 955, a princesa Olga, ela se converteu e se batizou em Constantinopla. Geralmente é aceito, que a conversão daquela princesa foi verdadeira. Ela retornou então a sua terra natal, e compartilhou aquilo com o príncipe, que estava no palácio lá em Quiev, Vladimir. E o que Vladimir fez, foi transformar o Cristianismo em religião oficial na Rússia, em Quiev, num dia de 988. Mais de 20.000 mil
pessoas foram batizadas, aqui de novo tinha um certo benefício em se batizar, você conseguia alguns benefícios dentro da nação. E não é muito provável, que tenha havido conversões reais, da mesma maneira que sobre Constantino. Porque haviam aqueles que estavam sendo batizados, pois havia um motivo impuro. Na realidade não eram cristãos, mas simplesmente passando por um exercício exterior; para que eles pudessem obter um prêmio aqui sobre esta terra. Mas graças à Deus, durante essas épocas, há aqueles que
passaram por um batismo real, e mesmo sendo recompensados nesta terra, aqueles que realmente creram e foram batizados, eles receberam uma recompensa ainda muito maior. E em 988, então o Cristianismo se tornou a religião oficial da Rússia, e permaneceu assim, até 1917, quando houve a revolução Hussa. O quartel general da Igreja Hussa, então nessa época foi transferida de Quiev para Moscou. Então apareceram três centros principais, do Cristianismo sobre a terra durante esta época, Roma, Constantinopla e Moscou. Quando observamos o testemunho do Senhor, naquelas três cidades, o que nós vemos? Vemos
aqueles que caíram, não haviam testemunhos fortes ali. Mas também sabemos, que haviam aqueles que eram fiéis, que sempre estiveram ali, para manter o testemunho de Jesus. E quando prosseguimos e observamos como as Igrejas se dividiram; quando nos voltamos à Roma, foi a época em que a Igreja Católica romana, aumenta o seu poder em grande medida (pág. 23). Durante este período, o poder da Igreja Católica alcançou seu clímax, não somente colocou todo aquele regime religioso debaixo do seu controle, mas também colocou as principais nações debaixo do seu controle, todo o império romano sobre o
seu controle. Quando o papa Gregório confrontou Henrique, para quem deveria indicar bispos em determinada cidade, quando Inocente III confrontou Oto, de quem é que determina a sucessão dos imperadores, e em cada um desses casos, o papa venceu. E os meios que ele utilizou, era que quando um rei se opunha a um determinado papa, então o papa basicamente excomungava todo o país. E por causa da superstição do povo, eles se revoltariam, porque não havia salvação fora da Igreja, então eles colocavam pressão em cima dos imperadores para simplesmente cederem. No caso de Henrique IV, vemos o imperador do império romano, de pé fora na neve por três dias; aguardando por uma audiência com o papa; para que ele pudesse então reconsiderar. E esse foi o homem mais poderoso sobre toda a terra, ele tinha o maior exército, e o papa fez com que ele dobrasse seu joelho. Quando caminhamos e observa Inocente III em três pontos, Inocente III representa o ápice do poder papal. Em três situações separadas, ele trouxe a
França debaixo do seu controle; trouxe o rei da Inglaterra debaixo do seu controle e trouxe o santo império romano debaixo do seu controle. E Inocente III, foi também o primeiro papa, a dar a si mesmo o nome, de Vicário de Cristo, ele era o representante de Cristo sobre a terra. E todo o poder vinha debaixo dele. Este era o zênite do seu controle. A Igreja Católica romana também, a maneira como ela também, exercia o seu controle, eram através das cruzadas. Nós vemos que aconteceram sete cruzadas, e através destas cruzadas, e com o propósito realmente de trazer aquela terra santa, debaixo do controle da Igreja, nós
vemos então sob o nome de Deus, exércitos sendo formados e sendo enviados, e simplesmente matando os muçulmanos. É interessante ler alguns dos registros sobre isso. Como por exemplo, Ricardo I, coração de Leão, da Inglaterra, na terceira cruzada, ele estava prosseguindo e conseguiu capturar uma das cidades, e ele estava tentando negociar com os muçulmanos um compromisso maior, e ele suspeitou de má fé por parte dos muçulmanos, e numa tarde ele tinha cerca de 10.000 reféns. Cerca 2.700 desses, foram
decapitados e as cabeças foram jogadas por cima do muro; para mostrar para aqueles muçulmanos que ele estava falando sério. Essas aí foram as nossas cruzadas santas, na realidade os muçulmanos tratavam melhor os cruzadores do que os cruzadores tratavam melhor os muçulmanos. Um dos generais muçulmanos mais famosos, de nome Saladina, e toda vez que ele capturava alguém, ele cuidava daquelas pessoas. E uma certa vez, ele estava numa batalha contra o Ricardo I coração de leão, e eles chegaram a um ponto de
pararem. E Ricardo coração de leão, adoeceu, teve febre, e Saladina enviou algumas pessoas à um pomar, mandou que as pessoas colhessem laranjas e pêras, e mandou que catassem outras frutas que continham vitamina C, e fez com que aquelas frutas chegassem à Ricardo. E ele falou que não atacaria, até que Ricardo se recobrasse, e ele realmente permaneceu firme na sua palavra. Talvez ele tenha sido o mais honrável de todos os generais; e ele era muçulmano. Então imaginamos, porque será que o Islamismo se
espalhou mais rápido que o Cristianismo, naquela região? Porque tinham que existir cruzadas? Porque esses exércitos tinham que ser enviados? Praticamente alguns de nossos pais espirituais endossaram isso. Muitos já ouviram falar de Bernardo de Clairvaux, ele escreveu uma lição maravilhosa sobre um Deus amável, mas na sua época, ele era um dos advogados mais ferrenhos pelas cruzadas. E ele falou e escreveu porque você deveria estar numa cruzada. Ele começou da seguinte maneira: “a terra já tremeu, sacudiu e tremeu, porque o Senhor fez com que sua terra perdesse área...” e, ele continua falando a respeito de Israel, “a sua terra, sua terra, sua terra...”, “e eles profanaram os lugares santos, ele falou que nosso Rei Jesus foi profanado, que já foi dito para os muçulmanos que Ele não é Deus, que devemos lutar o bom combate, que o fim vai ser glorioso, onde lutar vai ser glorioso, e morrer vai ser ganho”. E isso encorajavam as pessoas a prosseguirem, aquelas cruzadas não foram um quadro muito bonito Já falamos daqueles que foram fiéis ao Senhor, durante aquela época, e observarmos a tabela nº 15, vimos três grupos fiéis, novamente a Igreja católico os consideravam hereges. Mas na economia de Deus, e no Espírito do nosso Senhor, eles estavam se apegando firmes a simplicidade e a fidelidade de Cristo. Em
primeiro lugar, temos os Paulicianos, não sabemos de quem veio esse nome, porque eles sempre denominavam cristãos. No ano de 653, um irmão chamado Constantino, ele ganha as escrituras de alguém que passou a noite em sua casa, e ao ler as escrituras, e lê e se salva, ele muda o seu nome para Silvano. Isso acontece na Armênia, e labuta ali por 30 anos; pregando o evangelho aos católicos, aquele da região local que era o zoroastrismo. No ano de 684, o império bizantino, ele faz um edital contra eles, e foi dado a
um general Simeão, para chegar ali e poder reforçar, então Simeão vai até aquela cidade na Armênia, ele junta todos os amigos de Silvano, e ele os ordena a lançar as pedras para apedrejá-lo, e ninguém lança a pedra. Finalmente um homem, que era o filho adotivo, que lançou a primeira pedra, e aquela pedra, o matou. Naquela morte, o general Simeão ficou tão impressionado, ele voltou para o imperador, e simplesmente abandonou a sua comissão; e voltou como um irmão, e levou em frente o testemunho daquele que ele havia acabado de martirizar. Ele muda o seu nome para Tito, e continua a pregar o evangelho nessa área, e consegue fazer isso por cinco anos, antes que ele mesmo acabe sendo martirizado. Essa influência dos Paulicianos, eles foram chamados Paulicianos por outros, eles sempre se chamavam de cristãos ou apenas irmãos, aquilo continua a se espalhar por toda a Armênia e Ásia Menor, até o rio Eufrates, e outros se converteram através da leitura da palavra e da pregação do evangelho à medida que ele se espalhava. Mas continuavam a sofrer grande perseguição. No ano de 842, havia uma imperatriz chamada Teodora, e ela está em poder governando no lugar de seu filho mais jovem, na realidade seu filho era imperador, mais não estava na idade de governar, ela está governando no lugar dele. Ela era uma adorada de ídolos, na Católica, e ela grandemente perseguiu os Paulicianos. Durante aqueles cinco anos que ela estava no controle, mais 100.000 cristãos foram mortos, só nessa região. Mas seu testemunho prosseguiu, no que eles criam? Eles criam na simplicidade e pureza de Cristo. Eles criam na autoridade da palavra de Deus; batismo por imersão; eles advogavam uma vida simples, eles também eram contra qualquer autoridade central sobre as Igrejas, cada Igreja tinha seu próprio ancião, que governava aquela localidade. Não havia
qualquer outro credo ou códigos de doutrina a não ser a Bíblia. A maneira como eles creram foi publicada em um livro. E foi chamada a chave da verdade, ninguém sabe quem foi o autor. E enfatiza duas coisas, a leitura a palavra de Deus e a oração, a santidade de vida consistente com a palavra de Deus. A perseguição desses cristãos prosseguiu, e alguns séculos eles começaram a se enfraquecer nesta luta, eles foram pegos num meio, que de um lado os católicos o perseguiam e os muçulmanos do outro lado. Apanharam dos dois lados. E depois de alguns séculos eles observaram, quando os muçulmanos estavam no controle, eles os tratavam melhor. E eles escolheram o menor dos dois lados, mas no final, mesmo esse menor dos dois lados, levou a dizimação deles. Eles foram acusados de muitas coisas, você pode até ler esta lista, algumas das características que eles tinham, como a Igreja oficial os acusavam de tantas heresias. Quando vemos documentos que surgiram nos dias mais recentes, podemos ver mais e mais de sua pureza e simplicidade. O próximo grupo são os Bogomilos, eles habitavam na Península Balcânica, e na sua linguagem simplesmente significavam “os amigos de Deus”. Eles começaram no ano de 1070; o Senhor
realmente salvou um médico local, chamado Basile, e na sua salvação, ele começou a estudar as escrituras, e ele estava compartilhando o evangelho. Então uma noite, o imperador o convidou para jantar, e foi pedido à ele que compartilhasse o seu testemunho, e nessa inocência, ele compartilhou todo o seus testemunho; no final do jantar, o imperador, puxou a cortina, e aquele estenógrafo da corte, estava ali escrevendo tudo que
ele havia dito. E ele foi retirado daquela sala de jantar, e foi lançado na cadeia, e ficou lá por 10 anos, e finalmente ele foi queimado. Mas o seu testemunho, inspirou à muitos para prosseguirem. Através daquela perseguição que tiveram ali nos Bálcamos, muitos foram levados num lugar chamado Bósnia, exatamente no mesmo lugar que ouvimos falar hoje. No ano de 1200, o rei da Bósnia e sua família foram salvos; e o evangelho se espalhou até Ezergovina. E aqueles países deixaram de ser católicos. E isso foi durante o reinado de Inocente III, que já mencionamos, ele forçou esses reis a reconsiderarem, ou então, ele invadiria aqueles países. Então o rei reconsiderou; mas o povo recusou. E aí a perseguição começou. No princípio eles tentaram de maneira pacífica; mas eles não conseguiram nada através de meios pacíficos, e a perseguição continuou em 1225. Em 1291, então o papa mandou uma inquisição no meio dos Bogomilos, e mandou os domicianos e os franciscanos que ficaram responsáveis de aplicar os terrores daquela inquisição aos Bogomilos. Aqui entre o ano 1200 e 1300, aqueles Bogomilos foram pegos no caminho. Porque eles tinham as forças muçulmanas vindo de um lado; e os católicos vindo de outro lado; e eles estavam sendo lançados de um lado pro outro. E aqui mais uma vez, eles preferiram os muçulmanos à inquisição. Então eles caíram das mãos dos muçulmanos, na realidade existe duas palavras na língua da Bósnia. Você sabe essas guerras que estão acontecendo agora, os muçulmanos são uma das facções ali. Maior parte dos muçulmanos podem traçar sua genealogia até os Bogomilos, e tem duas maneiras diferentes que eles escrevem aos muçulmanos, uns daqueles são da herança da genealogia dos Bogomilos, e outro são aqueles da genealogia dos turcos. E o que estes irmãos significam? O que eles se firmavam? Eles guardavam os
mandamentos e o evangelho, no princípio do amor fraternal, eles criam no sacerdócio de todos os cristãos. E que cada Igreja era guiada por seus próprios anciãos; e que a reunião deles poderia acontecer em qualquer lugar. Você não precisava de um prédio todo sofisticado; você simplesmente poderia se reunir de casa em casa. Não havia qualquer sinos, nem altares, simplesmente uma mesa com a toalha branca em cima; e ali os elementos do nosso Senhor, a medida que eles participavam da mesa do Senhor, uma simplicidade e pureza de vida. E desde de o ano 1100 à 1400, não possuímos muitos dos seus escritos; mas
ouvimos falar de outros que fazem referências aos escritos, os Valdensianos fazem referências a esses escritos, e os Hussitas de John Huss fazem referências a ele. Podemos observar que a medida que eles criam nessa fé e a prática. Quando chegamos ao próximo grupo, os Catares, este termo era bastante amplo, que significa um viver puro, e foram chamados de puritanos, é um título para muitas seitas. Mais duas das seitas de maior influência, foram os Petrobrucianos e os Henriquianos. Eles também permaneciam pela
simplicidade e a pureza de Cristo, eles também devotaram a si mesmos pelo estuda da palavra de Deus; crendo no sacerdócio de todos os cristãos e, na autoridade palavra de Deus. Quando chegamos ao próximo grupo, os Valdenses, que eram aqueles que moravam no alto do sul da França e no norte da Itália, e eles foram marcados por uma reverência à palavra de Deus. A palavra de Deus dominava a sua vida diária. Então quando esses irmãos se reuniam, nas montanhas dos alpes do sul da França, eles se reuniam na mesma simplicidade de outros grupos. Eles enviaram muitos missionários, pregando a palavra de Deus, foram enviados de dois em dois, eles eram referenciados e conhecidos como
os homens pobres de Lyons, aquele que basicamente começou essa seita, chamado Pedro Valdo, ele e tantos outros traduziram a Bíblia para aquelas línguas locais. A palavra de Deus então, ficou disponível para muitos, como resultado do impacto desse grupo, em 1229 houve aquele Concílio de Toulouse; e naquele conselho, foi determinado que os leigos não mais poderiam manusear a palavra de Deus. E a única coisa que aqueles leigos poderiam ter, era os Salmos em latim. Quando vemos a História dos Valdenses, eles passaram por severas perseguições, quando as cruzadas terminaram, o papa pegaria seus exércitos, e colocaria contra os Valdenses nos alpes. Século após século, haviam grandes batalhas a se travarem, os Valdenses criam em defender a si mesmos. Então se o papa viesse, eles o mandariam de volta. Eles nunca foram agressivos, mas quando eles capturavam o inimigo, constantemente os inimigos testificavam, que eles foram tratados melhor, como prisioneiros dos Valdenses, do que como soldados lá no exército do papa. Quando fui lendo aquela História dos Valdenses, e freqüentemente o papa viria, e começaria a atacar os alpes, e os Valdenses conheciam bem aquele território, e elas estavam subindo aquele caminho estreito no alto da montanha, mas o papa começou a ficar esperto, e ele então enviava outro exército por detrás para poder ficar no alto da montanha, e eles ficaram presos naquele caminho estreito entre a porção e o topo da montanha. Na realidade são caminhos estreitos, no lado dos alpes, e os homens do papa estavam vindo por um lado, e do outro lado; e os Valdenses na emboscada no meio. E de repente, veio uma nuvem sobre esta montanha, os Valdenses conheciam bem aquela montanha, eles sabiam que quando a nuvem vinha, você
não se move... o exército do Papa entrou em pânico, 15.000 do exército, caíram da montanha, e os Valdenses escaparam. Esta é a mão de Deus. Aqueles foram fiéis, eles nunca mantiveram qualquer acordo, e foram capazes de manter o seu testemunho; até a época da Reforma, e finalmente aceitaram aquilo. E ainda sim, algumas partes hoje, lá no Uruguai existem alguns Valdenses; eles estão filiados com os metodistas, existe uma Associação Metodista Valdensiana e existem alguns deles lá no Uruguai. Existe
outro dois grupos que eu gostaria de mencionar. Aquele grupo que foram chamados “amigos de Deus”, eles foram místicos, moraram na Alemanha durante o século XIV, e eles enfatizavam uma comunhão pessoal com Deus, e eles foram chamados “amigos de Deus”, e três dos mais famosos deles, M. Eckhart, Roni Stoler e Henrique Suzo. Eles eram tão bons em apontar as pessoas para o Senhor, que mais tarde no século XVI, os jesuítas ordenaram que o livro deles fossem queimados, e o papa colocou aquele livro na lista dos livros proibidos. Um dos seus livros mais famosos, foi então Teologia Germânica, que foi uma grande influência sobre Lutero. Outro grupo, chamado “Irmãos da vida em comum”, eles estavam na Holanda, durante os anos de 1300 e 1400; eles também eram místicos, mas eles estavam usando um novo testamento para trazer o misticismo para uma forma mais prática, eles foram muito influentes na educação de jovens, e eles construíram muitas escolas grandes e universidades, e a base do seu estudo, eles diziam que a raiz de todo o estudo e o espelho da vida; tem de ser em primeira instância o evangelho de Cristo. E deste grupo obtemos o livro, de Tomás à Kempis, a “Imitação de Cristo”, é um livro clássico de todas as eras; e Erado foi um de seus alunos que iremos falar mais tarde. Na apostila contém outros dois grupos mencionados, os Lolardos e os Hussitas; estes são dois grupos que realmente conduzem a terra em forma. Que também iremos falar deles mais à frente. Quando voltamos à esta carta em Tiatira, nós vemos como o espírito de Jezabel, foi trazido para dentro da Igreja, como a adoração de tantas outras coisas; foi misturado com a
Igreja, e ainda que externamente foi chamado Cristianismo, internamente eles estavam adorando a outros deuses. Como a nação de Israel, que externamente falavam que adoravam à Deus, mas em seu coração estava adorando à Baal. Mas graças à Deus, nós temos aqueles, como vimos no verso 24, “que não conheceram à doutrina chamada de Satanás”, e foram encorajados no verso 25, “mas o que tendes, retenha-o até que eu venha”. Quando observamos aqueles que seguravam firme o que possuíam, eles estavam segurando firme
à muitas das revelações que nós temos dado, aquilo que achamos que é uma nova revelação; eles já estavam segurando firmes estas coisas através de todo esse tempo. Eles deram as suas vidas por causa daquilo que eles viram, e mesmo no meio destas trevas, haviam aqueles que tinham ouvidos para ouvir o que o Espírito dizia. E mesmo no meio dessa era de trevas, o Senhor estava edificando a sua Igreja verdadeira. “Senhor, mais uma vez nos voltamos a Ti, com os corações cheios de gratidão, oh Senhor, nós cobrimos tantos territórios nesta tarde, muitos fatos, nomes e locais, oh Senhor, eu oro pelos irmãos
e irmãs, para que o seu Espírito possa revitalizá-los. E tudo aquilo que foi compartilhado, possa serutilizado como uma semente para um estudo mais profundo e, a medida que olhamos e procuramos entender a nossa grande herança, no nome precioso de Jesus.”
“Senhor, que nós possamos ser aqueles, que vem e assentam aos seus pés. Nós queremos dizer à nossas almas que se acalmem ó Senhor, para que o nosso Espírito possa ser vivificados através do teu Espírito, e que possamos contemplá-lo ó Senhor, no meio dessas palavras, para que possamos contemplar aqui mesmo, quando olhamos a História da Tua Igreja, como já podemos ver o declínio da Igreja, essa grande queda, que nos faz lembrar como o Senhor chorou sobre Jerusalém, como o Senhor deve ter chorado pela sua condição. Que nós possamos capturar o Espírito que o Senhor tem pela Igreja nestes últimos dias, que possamos aprender e sermos fortalecidos, ó Senhor envia o
Teu Espírito para ungir estes momentos. Em nome de Jesus.”
Uma vez que tenhamos terminado ontem à tarde, estávamos no final do século XV, e ao fim da era das trevas, então nesse momento, vemos também o ponto mais negro da História da Igreja, como que o Senhor no início da História da Igreja, no dia de Pentecostes, Ele conseguiu prover aquele nascimento saudável. Mas vimos através dos tempos, através de concessões, através de corrupção, o declínio começou a se estabelecer, e havia muita heresia no seio da Igreja nesta época, aquilo que o Senhor havia chamado para
que fosse um lindo testemunho, totalmente se desviou do seu coração original. Vemos a Igreja Católica romana, com aquele reino sobre todos os demais reinos, ao invés de ter aquele coração de servo do nosso Senhor, onde no evangelho o Senhor já havia dito: “vinde à Mim todos vós que estais cansados esobrecarregados, e Eu vos aliviarei”. Um local onde você pudesse vir e encontrar o Senhor, e vimos que invés do descanso ser dado, mais carga sendo colocado sobre as pessoas, de forma que eles eram conduzidos para maior escuridão das trevas, e essa grande mistura da Igreja e o mundo, e todas aquelas diferentes heresias que apareceram, como que nesse momento no templo, a Bíblia foi acorrentada; o povo
não tinha acesso à ela. E além da Bíblia, ao invés de ser pregada, a tradição da Igreja estava sendo pregada. E a tradição e o ensinamento dos pais, as tradições e os ensinamentos da Igreja, tinham exatamente o mesmo peso que a Bíblia. E quando havia qualquer tipo de controvérsia entre os ensinamentos da Igreja, e a palavra de Deus, os ensinamentos da Igreja sempre prevaleciam, e dessa maneira então a palavra de Deus era reduzida a um nível mais baixo. Nós temos que fazer a seguinte pergunta: Porque Deus permitiu tal ruína? Porque Deus permitiu tal desvio? Sabe quando começamos a pensar sobre isso, somos impressionados por pensamentos diferentes. E o nosso irmão Steven Kong, estava
compartilhando há duas semanas atrás, em uma Conferência, então quando essa pergunta foi feita à ele, ele respondeu assim: “Ele sentia que o Senhor havia permitido isso, para mostrar a corrupção da nossa carne; para mostrar a fraqueza da carne humana. Que se o homem foi deixado por si mesmo, com boas intenções às vezes, e algumas vezes com más intenções, não interessam quão boas sejam as nossas intenções à nossa própria carne; só que nós desviamos com relação ao propósito de Deus. E Ele permitiu então que essa ruína pudesse vir; para que Ele pudesse mostrar a nós, que em nós mesmos, não podemos edificar a Igreja. Aquelas palavras que Ele prometeu e declarou em Mateus: ...de que Eu vou edificar a minha Igreja, ainda hoje elas soam alto e claro, e ainda na época das trevas já soavam. E o Senhor permitiu esse desvio, para mostrar a fraqueza do homem, mas também para mostrar a sabedoria do seu propósito e do seu caminho. De como seus caminhos são tão mais altos, que a despeito de qualquer outra coisa, que a despeito do homem, a despeito dos portões do inferno, Ele vai edificar a Sua Igreja.” Nós vemos também através das épocas das trevas, que haviam aqueles que eram fiéis, e sempre tinham ouvidos para ouvir aquilo que o Espírito estava dizendo. E eles seguiram o Cordeiro aonde quer que Ele fosse. Podíamos observar como externamente o Cristianismo estava em decadência, em grande desvio em relação ao coração de Deus, mas haviam aqueles, que tinha ouvido para ouvir, e permaneceram fiéis. Durante esse declínio e essa decadência, já que a Palavra de Deus tinha sido retirado do povo, muitos daqueles princípios e aquelas verdades que estavam na palavra, elas ficaram perdidas para o povo, através daquele conhecimento geral da Igreja, muitas daquelas verdades básicas foram perdidas, aquelas verdades no entanto foram apenas perdidas para os homens, elas ainda estavam ali. Então quando começamos com esse período da Reforma, nós não vimos que os homens estão aprendendo novos ensinamentos, não vemos os homens aparecendo com novas teologias, mas o que vemos é que os homens estão redescobrindo aquelas verdades. Como nós mesmos, desprezamos grande parte desta verdade básica hoje. Quando olhamos pra esta época de trevas, é muito difícil pra nós verdadeiramente imaginar, quão escuras eram aquelas épocas, e realmente isso sempre
volta ao meu coração, como realmente o Senhor chorou sobre Jerusalém, e creio que estava chorando sobre Sua Igreja. E na soberania de Deus, isto não foi através de qualquer esforço humano, mas pela graça de Deus, Ele começou a levantar alguns, que iriam conduzir até essa Reforma. Se pudéssemos olhar um gráfico, é como se estivéssemos descendo, e então chegamos ao ponto mais baixo, e a medida que compartilharmos, vamos começar a subir de novo, e vamos ver cada vez mais as verdades gloriosas do nosso Senhor sendo restauradas. Um pouco de cada vez, mais sendo restauradas. E vamos ver século após século, mais e mais coisas, e verdades se tornando claras. Mais antes de começarmos a entrar nisso, quero
retornar um pouco, que falamos muita da palavra de Deus, preparamos transparências, para mostrar algumas datas significativas na Bíblia. Como sabemos na primeira parte do primeiro século, a maior parte dos livros do Novo Testamento foram escritos, e também já falamos por volta de 140 e 150 aconteceram aquela heresia Marcionistas, e eles então começaram a questionar alguns livros do Novo Testamento, e esses eram aquele grupo que simplesmente focalizavam nos ensinamentos de Paulo e só aceitavam o evangelho de Lucas como já mencionamos. No entanto nessa época, a maior parte dos livros do Novo Testamento já eram aceitas, na época de Orígenes, no ano de 200, a maior parte dos livros do Novo Testamento já eram aceitas pelos irmãos e irmãs, na época de Orígenes, haviam dois livros que estavam em questão, Hebreus e III João. O irmão Christian já compartilhou bastante a respeito de Hebreus. E vemos também na época da perseguição, como pela primeira vez a Bíblia confiscada e destruída. E se torna ilegal possuir o Novo Testamento, temos que lembrar, que o Velho Testamento da maneira que o conhecemos, já está na existência, através do judaísmo. E uma pergunta foi feita outro dia: como os irmãos e irmãs tinham as escrituras? O que aconteceu na maior parte das localidades, não tinham gráficas, não tinham máquinas de xeróx, pois aquelas letras eram copiadas à mão, havia um conjunto desse em cada localidade. Havia aqueles que tivessem parcialmente a cópia do Novo Testamento e outros a cópia completa. Mas eram copiados à mão. Não foi até o ano de 397, no Concílio de Cartago, no norte da África, que foi então que o Novo Testamento que nós temos hoje, foi oficialmente reconhecido. E isso foi considerado então a Canonização das escrituras. E sabemos, que pouco tempo depois disto, que Jerônimo traduziu a Bíblia pro
Latim, então tivemos a Vulgata, e foi trazida para o Latim, que era a língua principal do Império romano. De forma que mais e mais pessoas pudessem ter acesso a ela. Esse é um termo relativo, porque quando pensamos hoje que todos podiam ter acesso, não haviam muitas cópias, era por isso que era muito essencial, para que Deus pudesse usar esses homens fiéis, que pregavam a Palavra de Deus, e de maneira clara pudessem expor aquilo que estavam nas escrituras. No ano de 650, o monge chamado Kayde Mom, ele dividiu a Bíblia em versos, em versículos, isso não foi divinamente inspirado, isso foi apenas o trabalho dele sobre a Bíblia, é de qualquer forma muito útil para o nosso estudo, mas temos que nos lembrar, que quando lemos e estudamos nas escrituras, que os versículos e os capítulos da maneira como foram divididos; foi feito pelo homem, homens muito fiéis, e na maior parte deles, eram homens muito bons, e sabemos que algum ponto no tempo, a medida que lemos as escrituras, talvez não fosse melhor que houvesse aquela quebra de capítulos, porque para nós aquilo significa uma quebra de pensamentos. Então quando lemos as escrituras, nós temos que seguir os pensamentos da escrituras, não necessariamente a quebra de capítulos. Uma outra data muito significativa, no ano de 1229, já compartilhamos sobre isso quando falamos dos Valdensianos, o Concílio de Toulouse, baniu as escrituras, e a única coisa que os leigos poderiam ter, eram os Salmos em Latim. E esse foi o resultado dos Valdensianos utilizando a Palavra de Deus, e pregando a Palavra de Deus na sua língua nativa. O que o ministério dos Valdensianos tinham a ver naquela época, porque haviam tanto temor da Palavra de Deus sendo confiscado deles, que eles memorizavam a Palavra de Deus, e a medida que eles iam de localidade para localidade, sempre eles teriam leitura bíblica. Mas essas leituras bíblicas, eram simplesmente aqueles que haviam memorizado as escrituras; compartilhando aquilo com os outros. Quando foram que eles memorizavam a Palavra de Deus? Eles memorizaram as escrituras quando eram tempos de paz. Também quando tinham acesso a Palavra de Deus. De forma quando vem a perseguição, eles estavam prontos. Alguns de nós quando pensamos em memorizar as
escrituras, ah nós pensamos vamos esperar até amanhã, até eu realmente precisar dela, amanhã pode ser tarde demais. Temos que fazer isso hoje. Eu dou graças ao Senhor, porque existem muitos hoje aqui nessa sala, que já memorizaram muitas porções das escrituras, eu oro para que o Senhor possa encorajar a mais irmãos. E essa próxima data, no ano de 1300, eu tenho apreciado bastante esta data nos meses recentes. Durante esta época, as escrituras foram copiadas em muitos dos mosteiros, e a medida que aqueles monges começaram a ter óculos novos, podiam enxergar melhor. E assim acelerou aquela cópia. Maior parte dos manuscritos que nós temos daquela época, foram copiados por monges em mosteiros. Eles estariam sentados ali, por meses a fio; copiando as escrituras. Em 1384, na Inglaterra, então John Wycliffe traduz a Bíblia para o inglês, mas ele traduziu do Latim, mas tem que lembrar que latim não era o original, porque Jerônimo traduziu do original para o latim, então John Wycliffe traduziu para o inglês, do latim para o inglês. Vamos falar mais a respeito de John Wycliffe e o Movimento dos Lolardos. Então quando a Bíblia foi traduzida para o inglês, começou a aparecer mais martírio na Inglaterra, e na Inglaterra as escrituras foram banidas, mas na realidade a maior invenção que ajudou a espalhar as escrituras, foi a invenção da imprensa. Que poucos anos após essa invenção, a Bíblia foi publicada em muitas línguas, em alemão, em francês, em holandês, e diversas outras línguas. E foi utilizada de uma maneira tremenda para espalhar a Palavra. Também a imprensa, foi muito significativa, para a Reforma. Então essas são algumas das datas mais
significativas, se considerar o desenvolvimento e aparição da Bíblia. É importante lembrarmos, que mesmo numa data mais antiga, a maior parte daqueles livros do Novo Testamento eram em geral aceitos. E esse Concílio de Cartago, simplesmente estava endossando aquilo que geralmente já era aceito. Eles não chegaram para poder criar controvérsia, mas aquilo que geralmente era bem aceito. Ontem, onde nós paramos, estávamos falando dos Valdenses, e se puderem abrir na tabela da página 29. Você tem duas tabelas com mesmo número, que é nº 15. E a página 28 começa a tabela. Gostaríamos de mudar o título de uma destas tabelas da página 28, nessa coluna que fala “Ensinos característicos”, deve estar escrito, vocês corrijam, na página 28 para “As acusações trazidas sobre ele pela Igreja Católica”, na realidade esses irmãos, não criam nisso que está escrito aí, mas essas eram as acusações que a Igreja Católica traziam sobre eles. Então quando começamos com esse princípio que conduziu até a Reforma, vamos ver em Apocalipse 3. Essa é a carta para a Igreja em Sardes, o tempo para isso aqui, começa do
século XVI até a época presente. É um Movimento protestante. Da maneira como temos lido e revista, essas cartas sendo escritas as sete Igrejas, vocês observaram que não temos feito uma exposição detalhada sobre cada uma dessas cartas, mas estamos tentando utilizar essas cartas, como simplesmente uma guia, de uma maneira de podermos olhar a História da Igreja, de uma perspectiva mais panorâmica, e simplesmente
tomando alguns versículos de cada uma dessas cartas, para que possa ajudar a capturar o espírito daquela época. Quando chegamos até essa carta de Sardes, vimos no versículo 2, e o Senhor diz: “sê vigilante, e confirma o restante que estava para morrer, porque não tenho achado completas as tuas obras diante do meu Deus”. Quando começamos a observar esse período de Reforma, podemos ver que muitas coisas começaram. Mas o Senhor os está encorajando a prosseguirem, porque o Senhor disse que eles não haviam
completado aquilo que já eles haviam começado, porque vamos ver que vários Reformadores, grandemente usado por Deus, chegaram só a um determinado ponto, e então pareceu que o movimento parou por ali, e a tradição entrou, então o Senhor na Sua soberania, levanta um outro irmão, ele prossegue, mas só vai até um certo ponto. E este parece ser um processo continuado, de forma a obra que eles começaram, nenhuma pessoa de maneira plena completou. E o Senhor os estavam encorajando, para não ficarem satisfeitos com aquilo que já haviam recebido, mas para prosseguirem, e aquele movimento com o qual o Senhor te tocou o coração vai até o fim. Também vemos através desta era, é dito aqui, “as pessoas que não contaminaram as suas vestes”, que havia sempre aqueles, que tinham coração para prosseguir, que não estavam satisfeitos, mas tinham uma insatisfação santa. Eles continuaram, e queriam realmente retornar ao princípio, e mesmo através desta era da Reforma, podemos observar que os Reformadores foram até um certo ponto. Mas então o Senhor levanta outros, que sempre estão desejosos de ir mais adiante, é um processo contínuo. É muito triste nós observarmos, que os Reformadores no princípio, eles eram aqueles que eram perseguidos. Mas em poucos anos, após um período curto de tempo, os Reformadores deles mesmos, ao invés de serem aqueles que eram perseguidos, ele tornou-se perseguidores, e vamos ter grupos como os Anabatistas, que foram grandemente perseguidos, por aqueles que trouxeram a Reforma. Existem lições que devemos
aprender através disto, que o Senhor possa nos ajudar nesta manhã. O período de tempo que gostaria de cobrir nesta manhã, gostaria de começar com a vida de John Wycliffe, ele foi chamado de a “estrela da manhã da Reforma”. E aqueles que seguiram a John, são conhecidos como os Lolardos, da Inglaterra. Evamos continuar com aqueles que conduziram até a Reforma, e considerar aquelas figuras principais que
trouxeram a Reforma, Martinho Lutero, Zwingli, John Knox, Calvino e William G. Tyndale. E quando consideramos John Wycliffe, ele viveu de 1330 à 1384. Ele recebeu a educação e o treinamento na Escócia. E em 1378, ele publicou um livro, e chamava-se “A verdade das Escrituras Sagradas”, onde ele dizia que as escrituras eram a autoridade incondicional e que segurava todas as coisas sobre esta terra; e que todos poderiam compreender as escrituras, mas não em si mesmos, só com a revelação do Espírito Santo. Tanto se eles se aproximassem das escrituras com o coração humilde, com um Espírito devoto e sincero, quando abordavam as escrituras desta maneira, então o Senhor falaria à eles através das escrituras. E John via a Igreja, não como aquela Igreja Católica como era visível, mas como o corpo de Cristo composto por todos os cristãos. Se lembre que nessa época, Inglaterra estava sob o domínio de Roma, e a Igreja Católica era a maior influência ali. A medida que John continuava a pregar, ele foi condenado pelo papa. Em 1381, então John Wycliffe publicou um livro que negava a Transubstanciação, e por causa disto ele foi
proibido de pregar. E na sua reclusão, quando ele parou de pregar, ele foi para reclusão, foi nessa época que ele traduziu a Bíblia naquela época da Vulgata como havíamos dito antes, então ele foi processado uma vez, e ele foi condenado, e nessa época foi ordenado que ele não pregasse mais. Em 1383, ele passou por um outro julgamento, e o papa queria condená-lo desta vez, e executá-lo. Mais no meio deste julgamento, que estava acontecendo em Londres, houve um grande terremoto, só houve dois terremotos na História de
Londres, um que foi durante o julgamento de John Wycliffe, e a superstição era tão forte, que deixaram que John saísse. Eles falaram para ele voltar, ficar quieto no lugar dele. Um ano depois ele morreu de um derrame. Durante a sua vida, ele nunca foi condenado como herege, ele morreu em 1384, em 30 poucos anos depois, em 1413 ele foi finalmente condenado como herege. Em 1428, eles exumaram seus ossos,
queimaram os ossos e lançaram no rio. E teve um poema que foi escrito mais tarde, de como John Wycliffe foi queimado, e as suas cinzas foram lançadas à um pequeno córrego, onde dava num rio maior, e aquele rio caía nos canais ingleses, e aqueles canais ingleses desembocavam no mar. E ali estava um quadro, de como a Palavra de Deus se propagou, eles poderiam ter matado John, queimado seus ossos, mas a verdade que havia nele, se espalhou por toda a terra. Como já mencionamos, aqueles que seguiram à John, foram chamados Lolardos, nós nunca temos certeza de onde eles ganharam esses nomes. Alguns achavam que era um termo pejorativo, porque na Inglaterra, existe um outro termo muito parecido com este, conversa borracha, conversa fiada demais não faz sentido nenhum. Nós sabemos que a Babilônia, fala de confusão, e no termo inglês “Babolers”, fala de confusão, e eles são chamados de Lolardos ou Conversador fiado. E eles saíam de dois em dois, aqui novamente pregando a Palavra de Deus, muitos deles foram condenados, e
muitos deles foram martirizados, mas a Palavra de Deus prosseguiu na Inglaterra. E foi mencionado que na época dos Lolardos e de John Wycliffe posteriormente, que você não poderia caminhar pela Inglaterra, sem que o segundo homem fosse um Lolardo. Teve tal impacto, parece uma afirmação um pouco exagerada, mas essa afirmação foi feita para poder marcar um determinado ponto, de quanto a Palavra de Deus realmente se espalhou de um homem, sendo fiel aquilo que ele viu. Ele tinha ouvidos para ouvir, aquilo que o Espírito estava dizendo; e ele terminou aquela obra que o Senhor pediu que ele fizesse. Na mesma época, o Senhor estava trabalhando em um outro homem. Era John Huss, a aqueles que o seguiram foram chamados Hussitas, e esse John era da Tchecoslováquia. E houve um casamento real entre o rainha da Tchecoslováquia e o rei da Inglaterra, desta forma esses dois países se uniram, e muitos daqueles que eram de Praga e outras cidades da Tchecoslováquia, vieram para Oxford na Inglaterra para poder estudar,e para poder ouvir John Wycliffe ,e um daqueles que ouviram John Wycliffe era Jerônimo, Jerônimo de Praga, e ele voltou e testemunho do evangelho por toda a Praga, e através disto John Huss foi salvo. John Huss nasceu de uma família pobre, mas ele tinha um grande desejo espiritual, e ele se dedicou aos seus estudos, e prosseguiu em conhecer mais as escrituras. E John teve um impacto muito grande na cidade de Praga. Em 1414, no Concílio de Constância, John Huss foi convidado pelo imperador para que ele viesse, a Igreja Católica gostaria de ouvi-lo. O imperador garantiu a sua passagem a salvo ali, mas o papa o traiu, e o
prendeu. E colocou sob julgamento, e aquilo parece que trouxe um padrão para a atividade das pessoas nos anos que sucederiam; porque o imperador já havia garantido a salva conduta para ele poder voltar. Deveria haver apenas uma audiência, como se fosse apenas um debate, e o imperador já havia garantido a sua salva conduta; mas o papa quebrou a sua palavra, o prendeu e o levou a julgamento. E quando o imperador confrontou o papa, o papa disse: “nós não temos a nossa obrigação de mantermos as promessas para com
os hereges, somente aquelas pessoas com quem concordamos, nós temos que manter nossa palavra”. Que padrão!... Então John foi trazido a julgamento, e quando foi perguntado a ele no que ele cria, se ele reconsideraria tudo, e John fez a seguinte afirmativa: “Que eu vou realmente reconsiderar qualquer coisa que não seja ensinado na Palavra de Deus”. Ou seja, ele não voltou atrás em nada. Ele foi condenado, e ele foi queimado na estaca. Então John foi queimado na estaca, em 1415. Em 1416, Jerônimo foi também levado a julgamento, ele também foi condenado e queimado. E aqueles que estavam sugerindo que Jerônimo fugisse,
mas quando eles o colocaram na fogueira, se ele realmente tivesse dado ouvidos a isso, ele poderia ter escapado. E ele cantou então um hino, “Senhor tu sabes, o quanto tenho amado a tua verdade”, e com essas palavras eles martirizaram Jerônimo. Nessa época a boêmia foi dividida em duas partes, basicamente aqueles que eram fiéis a Roma, e aqueles que eram fiéis à Huss. E haviam grande luta em relação à estes dois lados, e finalmente Roma conseguiu trazer a boêmia debaixo do seu controle. E através de toda essa
perseguição, muitos desses irmãos, eles foram chamados “Irmãos unidos”. Esses irmãos se reuniam num estilo simples como já compartilhamos antes, eles davam muita ênfase a vida de santidade, batismo por imersão, e a unidade com todos os cristãos. Ainda que estivessem denominados de Hussitas por muitos, eles não tomavam qualquer outro nome a não ser de cristãos. Eles tentavam realmente viver na simplicidade e pureza daquilo que era ensinado no livro de Atos. E temos outros que foram precursores da Reforma, temos
na Inglaterra Thomas Bradwardine. Também ele era um grande matemático, muitos daqueles teoremas de trigonometria foram trazidos por este homem. Ele foi muito influenciado por Agostinho, e podemos ver aquela doutrina na qual ele cria, que enfatiza a graça de Deus na salvação. Parece tão simples pra nós, mas naquela época, se você pregasse que era salvo através da fé e, não através de obras, você seria condenado como herege. E ele permaneceu firme por essa verdade. Haviam aqueles que ainda estavam na Igreja Católica, Gregório de Rimem; e tentou Reformar a cidade, ele tentou trazer uma Reforma para a ordem Agostiniana, ele tentou trabalhar naquela ordem, para trazer uma Reforma ali.de uma vida santa e da graça de Deus, ele morreu em vão. Já falamos de Wycliffe e Huss, e agora tem esse irmão John de Wessel, que como já mencionamos ontem, era aquele irmão daquela vida comum. E também temos outro irmão com quase o mesmo nome, John de Wessel, ele era da Alemanha, houve outro John de Wessel que era da Holanda, que grandemente influenciou a Lutero. E certa vez Lutero fez uma citação: “se eu tivesse lido os escritos de Wessel, os meus inimigos teriam me culpado de plágio”. Que na realidade o espírito daqueles dois homens, era como se fosse um, e eles nem mesmo conheciam um ao outro. E o Senhor realmente estava operando em muitos corações diferentes. Então Girolamo Savonarola, era o bispo de Florença, e tentou Reformar a Igreja, ele pregava então a respeito de uma vida de fidelidade, e ele pregou de tal maneira, que a cidade de Florença, que era uma cidade de grande influência artística, e nós sabemos que muitas daquelas cidades em que há grande influência artística, também pode haver uma influência correspondente de imoralidade. Mas a influência deste irmão foi tão forte, que durante a sua vida, Florença foi Reformada e, havia muitos cristãos ali, tanto para o fato, que na realidade no final ele foi enforcado. E poucos anos depois de sua morte, Florença estava sob o controle da família de Medici, e voltou a seus caminhos anteriores. E continuou daquela maneira anterior ao resto das eras. Outro irmão que foi utilizado de maneira considerável para poder trazer a Reforma, foi Erasmo. A maior parte dos ensinamentos de
Erasmo foi boa, mas não ouçam o que estava falando a respeito do divórcio. Ele trouxe muita confusão sobre este assunto. Erasmo cria que os cristãos podiam se divorciar, então as pessoas hoje tentam voltar aqueles ensinamentos para poder justificar as suas próprias mentes. É por isso que temos de retornar a Palavra de Deus, nem mesmo a ensinamentos de outros que o Senhor usou grandemente. E maneira que Erasmo foi grandemente utilizado, que ele compilou o Novo Testamento grego que foi utilizado por Lutero,
ele compilou aquele texto grego e compilou junto. E durante aquela época ele fez várias anotações, e ele foi bastante conhecido pelo seu sarcasmo, e naquelas anotações dele, ele fazia gozações com os sacerdotes, e gozava a cara do papa. E estava escrito de maneira bastante livre nas anotações dele, Erasmo tinha esperança de que a Reforma viesse de maneira pacífica, mas sabemos que na realidade isto não aconteceu. Eu gostaria de ler uma referência de Erasmo, e aqui fala a respeito dos hinos e coros que eles cantavam na
Igreja. Foi escrito por volta de 1500, quando cantavam coros diferentes, e ele escreveu: “A música na Igreja, está tão bem construída, que a congregação não se pode ouvir uma única palavra. Um conjunto de criaturas que deviam estar se lamentando pelos seus pecados tem a ousadia de chegar e achar que podem agradar a Deus simplesmente gargarejando algumas coisas na sua garganta”. Ele nem podia ouvir as letras que estavam naquela música, isso era no ano de 1500, algumas coisas nunca mudam. Você olha essas coisas que acontecem através das épocas, e nos vemos a nós mesmos tão freqüentemente. Então agora vamos entrar no período da Reforma, propriamente dito. Quais foram aquelas condições que realmente conduziram a Reforma? Haviam várias coisas que começavam a influenciar o mundo naquela época. Em 1453, Constantinopla foi conquistada pelos turcos, o que isso forçou, foi que muitos daqueles eruditos gregos, foram forçados a fugir de Constantinopla e imigrar para o ocidente. Esse foi o princípio, daquilo que foi chamado de Renascença, o novo nascimento, a nova forma de vida. Havia então um novo interesse, na arte das coisas clássicas, muitos daqueles professores gregos, começaram então a ensinar nas universidades, a língua grega começou então a ser restaurada, e assim ensinaram de forma que as pessoas poderiam retornar aos originais, e então daquela maneira poder investigar a Palavra de Deus. Um homem famoso que lecionou em Oxford, John Colet, muitos estudantes, foram através de toda a Europa, e estava entrando o grego cada vez mais. Para que as pessoas pudessem não somente estudar aqueles clássicos gregos, jamero e todos os outros, mas eles começaram então a poder investigar as escrituras. A princípio talvez então, eles investigassem por uma curiosidade intelectual, mas mesmo assim, o Senhor salvou à muitos. Houve também outro homem utilizado grandemente pelo Senhor, como aqueles que tiveram que fugir pro ocidente, um que era chamado Reuchlin, ele era judeu, lecionou numa universidade da Alemanha, e ele reviveu o ensinamento da língua hebraica. Agora você tem um grupo de pessoas, que não somente entende o grego, mas também agora entende o hebraico. Então agora todas as escrituras estão se abrindo pra eles. Tudo isso está acontecendo ao mesmo tempo. Nessa época também, nós temos então Cristóvão
Colombo saindo e descobrindo a América. E o sistema solar está sendo descoberto por Copérnico, então aquilo está alargando a mente do homem, nas suas atividades. Enquanto que no passado eles eram governados pela superstição, agora estavam abertos para novos ensinamentos. Eles não estavam simplesmente aceitando os ensinamentos e as tradições dos homens, mas em todas as diferentes áreas das suas vidas, eles estavam então começando a questionar tudo, e isso foi utilizado pelo Senhor, para que muitos começassem a questionar os ensinamentos da Igreja, e investigar a realidade das escrituras. Mencionamos que em 1455 a imprensa foi inventada, em 1462, a Bíblia em latim foi então publicada, em
1474, a Bíblia italiana foi publicada, 1475 uma versão boêmia da Bíblia, em 1477 a versão em holandês e ao mesmo tempo a versão em francês, 1478 a versão espanhol. E começamos a ver agora que a Bíblia está aberta para as pessoas nas suas línguas nativas. Isso começou a ter um grande impacto. Então na maneira do governo, houve uma grande mudança da maneira de como o mundo era governado, no passo grandes impérios era que governava como o grande império romano, e governavam grandes áreas do mundo, mas agora aquele espírito de nacionalismo começava a se estabelecer, e vários já estavam começando a ficar
contra esse pensamento de grandes impérios, então estados como a Alemanha, França, Inglaterra, diferentes países então estavam permanecendo firmes pelos seus próprios direitos. E uma vez que a Igreja em Roma, já havia se associado com o Império, haviam também grande resistência contra ela. O lado ruim disso tudo, ao invés de ter a Igreja que cobria todo o império, começou então aparecer as Igrejas nacionalistas, e é tão ruim quanto. Mas existe agora esse movimento que traz a Reforma. Houve também um grande despertar na classe média; mercadores e comerciantes estavam começando cada vez mais a fazer dinheiro, não havia mais a nobreza e os serviçais. Então começou a aparecer a classe média que começou a ter seu próprio meio de sustento, e começou a se tornar uma influência, e começava a se tornar mais educado, estavam lendo mais, e o Senhor então começou a desvendar as verdades para eles. Então temos todas essas condições, tudo isso aconteceu na época em que Martinho Lutero foi levantado, em volta do ano de 1500, quando realmente chegou a Reforma. Quando observamos a Reforma, observaremos que três aspectos principais foram inicialmente restauradas, algumas em maior escala do que outras. Pela lugar, vem a justificação pela fé, a segunda é o sacerdócio de todos os cristãos, e o terceiro é a autoridade suprema da palavra de Deus. Nessa época também, como mencionamos também, diversos governos de diversos países começaram a dar amparo a essa Reforma. Em 1529, os reis da Alemanha se reuniram, para poder dar o seu suporte a Reforma, e eles afirmaram, que chamaram da “dieta do império”, que utilizariam o maior poder que eles tivessem para poder prosperar a glória de Deus, e para manter uma doutrina em conformidade com a Sua Palavra. E dando graças à ele, por terem recebido naquela época a verdadeira doutrina da justificação pela fé. Que havia por muito tempo sido enterrada debaixo da massa da superstição. E que eles não permitiriam a extinção da verdade, ao qual Deus havia recentemente revelado à eles. E essa foi uma resolução que foi editada pela Alemanha, para endossar de maneira mais profunda esse Movimento da Reforma. Quando olhamos então a Reforma, observamos que existem quatro Reformadores principais, Martinho Lutero, Úlrico Zwingli, João Calvino e John Knox. O mais famoso de
todos eles é Martinho Lutero, ele nasceu em 1483, e por volta de 1508, quando ele estava no mosteiro agostiniano, o Senhor falou a ele, concernente a esta frase, Romanos 1:17 “O justo viverá pela fé”. Em 1505, Agostinho fugiu para este mosteiro, na realidade ele tinha passado por uma tempestade, e um raio veio e caiu sobre uma árvore, e aquilo de certa forma o acordou, e ele agradeceu à Deus por ter salvo a sua vida, e ele se comprometeu a se tornar um monge. Ele sinceramente estava buscando a verdade, e quando
ele estava buscando a verdade neste mosteiro, o Senhor falou pra ele esta frase: “que o justo viverá pela fé”. Não era uma revelação plena, naquela época era apenas uma frase dentro do seu coração, porque Lutero ainda era um bom católico, muito fiel ao papa. Em 1510, ele vai visitar Roma, e quanto mais perto ele se aproxima de Roma, a cidade santa, e Lutero no passado estava vivendo neste mosteiro; numa vida de pobreza, e quanto mais ele se aproximava de Roma, e a medida que ele ia passando as noites em diferentes mosteiros ao longo do caminho, ele ficou pasmo com aquele luxo da vida que eles tinham, ele não
estava conseguindo ver aquela vida de verdade, mas ele estava vendo uma vida de luxo. Muito autosuficientes, e aquilo começou a trabalhar na sua consciência, e ele prosseguiu pra Roma, porque ele queria ver o papa. E quando Martinho Lutero chegou em Roma, quando ele estava passando por algumas das cerimônias, e uma das cerimônias era subir os degraus, ele era tão comprometido, que tinha cerca de cem degraus, ele não queria subir como qualquer outra pessoa, ele subiu de joelhos, tentando fazer boas obras, para poder ser digno da sua recompensa, externamente mostrando a sua dedicação pelo Senhor. E a
medida que ele subiu aqueles degraus sobre seus joelhos, o Senhor falou com ele novamente: “O justo viverá pela fé”. Ele se levantou e saiu de Roma, nunca mais voltou.O Senhor transformou a sua vida, não são as minhas obras, é uma vida de fé. Em 1517, ele publica as suas 95 teses, também em volta dessa época, o papa em Roma, queria edificar a catedral de São Pedro, ele precisava de dinheiro, então ele enviou a vários, para vender indulgências. Uma indulgência, quando alguém pecava, ele então poderia fazer
uma penitência, ele tinha que fazer tanta assim de boas obras, ou publicamente seria humilhado, era momentos que poderiam ser de uma trajetória muito dura e longa para que seus pecados pudessem ser perdoados. Eles inventaram outro também, se você não quiser ir por aquilo caminho de penitência, se tiver um dinheirinho aí, você pode comprar uma indulgência, o seu pecado então vai ser perdoado. Um pouquinho de pecado, um pouquinho de dinheiro, quanto maior o pecado, mais dinheiro. Começaram a vender essas
indulgências, e um desses homens cruzou o caminho de Lutero, e o seu nome era Tetzel, ele era o melhor vendedor do papa. E ele já tinha vendido milhares de indulgências. Ele tinha uma pequena caixa com ele, quando você jogasse o dinheiro na caixa, antes da sua moeda bater no fundo, o seu pecado já sai voando. Ele era um bom vendedor, mas Lutero o confrontou, e isso mais uma vez fez com que Lutero se aproximasse da verdade. Uma das coisas interessantes das viagens de Tetzel, você podia comprar uma indulgência, e os seus pecados seriam perdoados, até mesmo pecados futuros. Dois homens chegaram até
ele, compraram indulgências, compraram perto de todo o dinheiro que eles tinham, pecado está perdoado mesmo. Mas Lutero prosseguiu. Em 1521, por causa da sua pregação continuada, a Dieta de Worms, ele foi excomungado de Roma; e foi condenado como herege. Felizmente um dos príncipes daquela área era amiga de Lutero, ele seqüestrou Lutero e o escondeu em seu castelo. Então naquela época, Lutero traduziu todo o Novo Testamento para o alemão. E mais ou menos na mesma época, o Senhor estava levantando
Zwingli. E Zwingli e Lutero estavam vendo muitas coisas semelhantes, mais havia muitas diferenças entre eles. Em 1529, eles se encontraram na cidade de Colloqui, foram nessa cidade que Zwingli e Lutero se encontraram, e eles podiam concordar em muitas coisas, mas uma coisa que eles não podiam concordar, era a respeito da ceia do Senhor. Martinho Lutero ainda mantinha aquela crença Católica, mais relacionado
com a Transubstanciação, Zwingli ele pensava mais da maneira como consideramos hoje. Eles não puderam concordar nesse ponto, e eles se separaram. Uma das coisas que Lutero também fez, entre 1538 e 1543, ele escreveu muitos artigos contra os judeus. E foi na época que estava para acontecer a II guerra, foi que Hittler pegou muitos desses escritos para justificar a sua perseguição contra os judeus. Claro que Lutero não quis escrever isso com este objetivo; mas Hittler o utilizou desta maneira. Também falamos de Lutero, como sendo aquele que trouxe a verdade da justificação pela fé, mas ainda assim não havia uma total compreensão do que era realmente a justificação pela fé. O que Lutero viu, que Deus havia reconciliado o homem, mas ele não havia visto que o homem havia se reconciliado com Deus. Nós sabemos que quando o Senhor Jesus morreu, houve uma reconciliação plena; nós somos reconciliados pra Ele. Ele é a nossa justificação. Ele viu somente uma revelação parcial, mas ainda assim foi utilizado grandemente pelo Senhor. Nós podemos observar como o Senhor tomou essas pessoas; mesmo com revelações parciais, e os usou grandemente, para trazer aquele retorno a Sua verdade. Na mesma época, nós temos Zwingli, que estava sendo levantado lá na Suíça. Um daqueles que influenciou Zwingli de maneira considerável, foi Erasmo, porque Erasmo estava ensinando. Em 1519 Zwingli começa o seu ministério em Zurich. E através disso tudo, muitos foram salvos, então mais tarde, a praga em Zurich começa a exterminar. Mas ainda assim Zwingli permanece lá para ministrar pra aqueles que estavam doentes. Na realidade eles se contamina com aquela praga, e fica doente por alguns meses mais finalmente ele é curado. Mas então
Zwingli, era uma pessoa explosiva e tempestiva, de fato a maneira que Zwingli morreu, a Igreja Católica estava trazendo ali uma batalha contra Zurich, então Zwingli junto com outros suíços estavam combatendo aqueles católicos, e ele foi morto naquela batalha. Ele ainda tinha aquele pensamento nacionalilsta, mas mesmo nisso ele foi capaz de trazer, um entendimento ainda mais profundo, da justificação pela fé, e também o funcionamento do sacerdócio de todos os cristãos de uma maneira mais ampla do que de Martinho Lutero. Martinho Lutero cria no sacerdócio de todos os cristãos; mas ele não cria que os irmãos
estivessem prontos para isso ainda, então ele não praticou isso. Mas Zwingli, mais tarde através de Calvino, mais e mais aquele sacerdócio cristão foi restaurado. Também vemos João Calvino, a maior influência de Calvino foi em Genebra, e ele trabalhou muito com alguém chamado Farel, esse Farel foi utilizado muito em Paris; para trazer muitas das verdades, que Calvino e outros já haviam entrado nelas. E também na Escócia nós temos John Knox sendo levantado. Durante essa época na Escócia, mesmo antes da Reforma, havia um espírito de Reforma religiosa ali, que muitos daqueles Lolardos fugiram lá pra
Escócia. E é dito a respeito da Escócia, que a Bíblia foi o Reformador da Escócia, que no princípio daquela era, não foi a pregação de pessoas diferentes, mas foi a própria Bíblia, na mão do povo, que realmente transformou a vida do povo. Um dos fatos marcantes da Reforma na Escócia, que realmente transformou a vida do povo, que começou e acelerou entre os clérigos, eles não estavam se firmando no passado; mas quando eles viram a Palavra de Deus, eles foram abertos à ela. Esta é uma distinção entre a Reforma na
Escócia, diferente de outras áreas. Na realidade as Igrejas na Escócia, uma vez que os clérigos começaram a ver aquilo, reformou toda a estrutura, e começaram então a estabelecer presbíteros, e daquela forma uma Igreja era governada por um conjunto de anciãos, é dali que recebemos o termo Presbiteriano até hoje. Uma das pessoas famosas lá na Escócia, que grandemente influenciou John Knox, foi um homem chamado
George Wishart. E George era um pregador tempestivo, e ele atacava a Igreja Católica tanto, que ele tinha que viajar com guarda-costas, que sua cabeça estava a prêmio. Mas existe uma História, que um dia após ele ter pregado, ele estava saindo do prédio, e ele observou um monge no canto esquerdo. E ele percebeu que o monge tinha uma faca debaixo da sua bata, e quando George se aproximou dele, ele pegou aquela faca, arrancou da mão daquele monge, e mesmo que aquela multidão ao redor queria matar aquele monge, George o protegeu e o levou com ele; como se pode esperar, aquele monge foi salvo; mais do que uma maneira. Mas finalmente, Wishart foi martirizado. Através de vários truques eles conseguiram pegá-lo. Mais na noite seguinte ao seu martírio, o povo da cidade fez um grande tumulto, e eles finalmente foram lá e descobriram qual foi o cardeal que fez aquilo, e eles enforcaram aquele cardeal no lado do castelo. Nem todas as ações desses cristãos, era na realidade virar a outra face. Mas depois de George Wishart, John Knox veio pra Escócia, John era um daqueles guarda-costas de Wishart, e ele pegou então aquela capa, e conduziu a Reforma através de toda a Escócia. E na realidade o governo da Escócia, passou uma lei, totalmente abolindo o Catolicismo; dizendo que o Protestantismo, debaixo da confissão escocesa, era a religião da terra. E John Knox morreu, pacificamente em Edinburgh em 1577. Também dissemos que a Inglaterra estava sob o controle da Igreja Católica, existe um outro grande Reformador que não está listado. E era William Guilherme Tyndale, ele viveu de 1492 à 1536. A maior contribuição que nós temos dele, foi a tradução da Bíblia pro inglês. Finalmente ele foi capturado e martirizado, e quando ele foi martirizado, a sua
oração foi “Oh, Senhor que Tu possas abrir os olhos do reino da Inglaterra”... Após dois anos do seu martírio, a sua Bíblia foi completada e foi publicada e o rei da Inglaterra, naquele momento declarou a Bíblia como sendo aceitável na Inglaterra. E foi ordenada que fosse colocado em cada uma das Paróquias. Ele fez isso não foi com um dos motivos mais puros, porque nessa época, o rei da Inglaterra estava tomando o controle sobre a Igreja na Inglaterra. Então ao invés do papa agora ter o controle, na Inglaterra era o rei então que tinha o controle da Igreja. Mas ele permitiu que a Bíblia fosse legal por um período de tempo. Mas quando o próximo rei veio, ele simplesmente baniu. Quando observamos essa Reforma, podemos ver essas diferenças na tabela nº 19 (pág. 36). Em resumo são as diferenças entre os protestantes e os católicos. E a última tabela nº 20, as diferenças entre a posição Luterana e aqueles que tinham uma posição reformista, talvez mais relacionado com Calvino, Zwingli e outros. Dentro do Luteranismo, muitas daquelas práticas medievais e da Igreja Católica permaneciam. Mas na Igreja Reformada, haviam menos cultos litúrgicos, mais livres de imagens e símbolos; e mais pregação expositiva. Mais também dentro do Movimento da Reforma, havia mais ênfase em que os leigos dessem a
sua contribuição e também no reforço do sacerdócio de todos os cristãos, e cada congregação tinha o seu governo. Podemos ver que como Lutero chegou só a um determinado ponto, e como outros após ele, deram um passo além. E através da História, nós vamos observar como que cada um dá passos além e além. E
como já lemos, na Igreja em Sardes, que no versículo 2 fala: “Sê vigilante e confirma o restante, porque não tenho achado as suas obras completas”. Nós vimos a Reforma como um grande princípio, mais existe muito mais que o Senhor quer Reformar e reviver. Vamos ver durante este tempo, o Senhor vai continuar a nos trazer para dentro dessas verdades de uma maneira maior e mais plena. “Senhor, nós realmente vemos o teu ciúme pela tua Igreja, nós te louvamos porque houverem aqueles que responderam ao teu chamado celestial, para dar essa grande reviravolta partindo da era das trevas, e começar a ver esses vislumbres de glória, e realmente mais o Teu coração e a da Tua pessoa sendo expressa através da vida das pessoas. Nós te louvamos porque houveram aqueles
que tiveram ouvidos para ouvir. No nome de Jesus”. (Apocalipse 3:1-6) “Senhor, quando nos voltamos à Ti nesta tarde, nós nos voltamos em Espírito de total dependência sobre Ti, que o Teu Espírito possa testificar ao nosso Espírito a um Corpo, para que nós possamos
contemplar as verdades da Tua na natureza divina. Como a Tua vida continua a operar através da Igreja; preenchendo e cumprindo as suas profecias, que o Senhor há de edificar a Igreja, abra os nossos olhos para vermos isto nesta tarde, Senhor que Tu possas estabelecer os parâmetros neste tempo, que tanto está colocado diante de nós, nós dependemos do Teu Santo Espírito para nos conduzir e guiar, no Teu nome nós oramos, amém.” Nesta manhã quando começamos a compartilhar sobre a Igreja em Sardes, nós vimos como o Senhor utilizou algumas pessoas para poder trazer a Reforma, e o Senhor na sua carta à Sardes, para que acordem e mantenha aquelas coisas que tinha permanecido ainda, porque as suas obras não estavam completas. Podemos ver que aqueles que iniciaram a Reforma, chegaram até a um determinado ponto. Martinho Lutero chegou até um ponto, Calvino e Zwingli chegaram até um ponto mais além; diferentes pessoas começaram a fazer tipos diferentes de progressos. É como se a gente tivesse à beira do mar; em instantes que a maré sobe, e a maré começa a subir, e a onda vem a certa distância, daqui a pouco escorrega de volta, e a próxima onda vem um pouquinho mais pra frente, sempre fazendo um pequeno avanço. Da mesma forma que eles foram utilizados para este progresso, depois de um certo momento em suas vidas, é como se eles estivessem escorregando para trás. Nós observamos a História da Igreja, quando o Senhor realmente se move, parece que depois de uma ou duas gerações, aqueles que tiveram aquela revelação maravilhosa, começam a permitir que quela revelação se torne tradição em suas vidas; e começa a ficar formalizada, e essa formalização conduz a cristalização, e esse se torna exatamente aquelas coisas contra as quais criaram a Reforma. Então na misericórdia e soberania de Deus, Ele levanta um outro vaso, para levar aquilo mais além. E através desses próximos séculos, nós vamos ver esses vasos sendo levantados, e continuando a trazer mais e mais a verdade. Então por exemplo, como Martinho Lutero, ele ainda cria no batismo de crianças, um batismo pra regeneração. É muito difícil imaginarmos isso, nós imaginamos que esse grande Reformador, que viu essa luz pela justificação da fé, mas ele não viu a luz de maneira mais plena. Isto também nos mostra o corpo de Cristo, de como o Senhor não quer usar apenas um vaso, mas usar muitos vasos diferentes, para trazer então aquela mostra da Sua plenitude. A medida que prosseguimos, nós vamos ver aqueles diversos vasos que o Senhor usou. Existe um gráfico na página 32 “Nascimento da Era Moderna”. Vemos aí como a Reforma e o renascença aconteceram. Nós vemos o lado espiritual, mas ao mesmo tempo também tinha o lado intelectual, o que aconteceu, foi utilizado de uma tal maneira pelo Senhor, de forma que aquilo aumentasse o nível de conhecimento dos irmãos a medida que eles pudessem prosseguir de maneira mais profunda a Palavra. Nesta manhã mencionamos estes irmãos aqui, o irmão Reuchlin que restaurou o estudo da língua hebraica na universidade e John Colet; aquele que reiniciou o estudo da língua grega. Mais ao mesmo tempo nessa renascença, aconteceu tantas vezes, que tem um lado negativo também. Houve um aumento do conhecimento, homens que simplesmente estavam querendo aumentar o seu próprio conhecimento. Podemos ver através de Miguelângelo e também outros daquela era intelectual, aquilo que o Senhor estava intencionando utilizar para o bem, e também para ser utilizado pelo mundo, mais então que o homem ganhasse a sua própria sabedoria; e para que o conhecimento pudesse ser até aumentado, e isso foi até profetizado por Daniel como que no fim dos dias; o conhecimento seria multiplicado; e o homem então se desviaria em muitos outros caminhos. O conhecimento estava começando aumentar ali, ao mesmo tempo, o
Senhor estava fazendo essa obra de recuperar as várias daquelas verdades que houve no interior da Igreja. Nesta manhã, quando falamos da Reforma, nós vimos que a Igreja passou de todo aquele nível universal para um nível mais nacional. Então seguindo esse grande Movimento de Reforma, a Igreja Católica mesma, tentou fazer algumas Reformas internas; ela viu realmente como alguns de seus padrões era assim tão relaxados, e começou então estabelecer padrões mais altos para quem estava dentro dela. E muitos estavam bastante empenhados naquela Reforma interna. Em 1545 no Concílio de Trento, a Igreja Católica se reuniu; na realidade eles acabaram se reunindo por 18 anos, no fim daqueles anos, eles acabaram apenas por determinar, um dogma mais autoritário. Eles definiram autoridades dentro da Igreja Católica, era a Bíblia, outras escrituras canonizadas, os ex-apóstolos, os escritos dos pais e as tradições da Igreja. É isso ue eles definiram como sendo autoridade final. E aonde havia conflito, a tradição da Igreja prevalecia. Eles redefiniram a justificação pela fé, a justificação pela fé em resumo tem a fé mais obras. Ele estava tentando utilizar os mesmos termos que Martinho Lutero utilizava, mas estava usando com diferentes efinições. Todos aqueles sete sacramentos foram reafirmados, a transubstanciação foi reafirmada. E eles disseram que todos os católicos deveriam jurar e assinar esses documentos. Através destes documentos dado pelo Concílio de Trento, eles tornaram a reconciliação protestante como algo impossível, foi solidificado e permaneceu daquela maneiras por diversos séculos. Talvez durante esta época, então a Igreja Católica,
iniciou aquilo que foi chamado de Contra-Reforma. E naquela época os Jesuítas apareceram. E começou com Inácio de Loyola, e Loyola jura a sua lealdade ao papa. Os Jesuítas naquele momento do tempo, estão em total obediência a qualquer coisa que o papa disser; e eram referido como sendo o exército do papa. E eles sabiam que de alguma maneira poderiam instituir os ensinamentos do papa, era através da educação de
jovens. Então apareceram instituições jesuítas ao redor de todo esse mundo. Nessa época também, a Igreja Católica publica aquele índice de livros proibidos. Os livros que poderiam ser lidos e livros que não poderiamser lidos. E nesse processo de Reforma, começaram a enviar missionários. No ano de 1500 e 1600; começaram a enviar missionários pra China, Japão, Índia e América do Sul. Havia um monte dominicanos, veio pra cá em 1474, veio pra América do Sul, e começou a escrever sobre os mau-tratos que os índios recebiam. Os jesuítas eram grandes advogados de causas sociais, e eles estudavam muitas técnicas diferentes. Os jesuítas utilizavam aquela filosofia maquiavélica, de que o fim justifica os meios, tudo o que você tiver que fazer para reforçar e endossar os ensinamentos do papa, justifica qualquer coisa que você tenha que fazer; não interessasse quão bárbaro fosse.
Então temos um mapa que mostre como a Europa estava dividida (pág. 40). Através de toda a Ásia Menor, todo oriente e a África são muçulmanos; vemos então aquela divisão que houve em 1054, a Igreja ortodoxa tomando então essa parte, toda área marcada, também França, Irã e Espanha, é católico. Essas linhas achuradas, mostram então a influência Luterana. Na Inglaterra temos a Igreja Anglicana, que estava separada de roma agora, e aqui na Escócia, Holanda e na parte oriental da Suíça, os calvinistas, essas são as principais regiões que estavam ocupando a Europa. Esse é um quadro impressionante; se olharmos pro
mapa do mundo, vemos que um irmão se levantou, e colocou sua mão sobre a Europa, e cobriu a Europa toda, vemos que não é tão grande assim, e no entanto, vindo desta pequena área, toda essa Reforma, tudo isso que está acontecendo, está saindo... uma pergunta que foi feita, se aconteceu algum outro tipo de Reforma na Igreja oriental? Neste momento ainda não havia, na próxima vez quando nós falarmos a respeito da China e da Índia, serão desta vez aqueles missionários que foram enviados para a Europa; não houve qualquer Reforma fora da Europa nesta época. Foi ali que estava sendo focalizado. Nós também podemos ver, que neste gráfico anterior (pág. 32), vemos aqui, aquilo que foi chamado de Reforma Radical, tem aqueles que não estavam muito contentes com a Reforma que aconteceu, eles queriam prosseguir mais ainda, e os principais aqui neste grupo (pág. 34), isso é ampliado e ainda assim é particionado em outras três categorias, Místicos, os Anabatistas e os Racionalistas, essa área aqui, eles eram contra a Trindade, eles criam em um Deus, acabaram se desviando por si mesmos. Vejamos a tabela da página 35, podemos ver quem foram as pessoas principais na Reforma radical. Temos ali então os
Anabatistas, e o que significa Anabatista? Significa simplesmente ser batizado de novo. E foi assim que os Reformadores o chamaram, porque os Reformadores acreditavam no batismo de bebês; eles não achavam que era necessário ser batizado de novo. Mas esses Anabatistas, só criam no batismo de cristãos e crentes, então quando eles eram salvos, eles seriam batizados. Eles nunca se denominaram Anabatistas, eles
denominavam cristãos, mas pelos seus inimigos, eles eram chamados de Anabatistas. Esse movimento podemos dizer que começou em 1519, através de um irmão chamado Baltasar Hübmaier, ele esteve na Suíça, e teve comunhão com Zwingli, porque ele também estava estudando as escrituras. E ele não se sentia muito confortável com tanto que Zwingli já tinha avançado, ele sentia que Zwingli estava fazendo certos acordos e se comprometendo com o governo, e também que Zwingli não entendia bem essa questão
do batismo. E Zwingli então o rejeitou, e Hübmaier foi enviado de volta para sua localidade. Ele continua a pregar a palavra de Deus; entre muitos daqueles nas áreas rurais. Mais tarde Zwingli mandou que Hübmaier fosse preso, ele foi para a prisão e foi torturado lá; e enquanto ele passava por aquela tortura, ele acabou reconsiderando o que Zwingli queria. Depois que Hübmaier foi libertado ele então se arrependeu; e o Senhor o restaurou, e continuou a pregar o evangelho. Irmãos e irmãs, o tipo de tortura que alguns desses irmãos passaram, e às vezes ouvimos de alguns que reconsideraram a sua crença quando foram torturados. Temos que mostrar grande misericórdia para com eles, pois não sabemos o que nós podemos suportar; eles eram apenas de carne e sangue; não precisamos ter essas coisas para com eles. O que precisamos olhar na vida deles, foi como eles concluíram a carreira. Talvez durante o curso daquela carreira, eles caíram, mais pela graça de Deus, o Senhor os levantou, eles se arrependeram, e eles prosseguiram. Temos que nos lembrar, como eles terminaram a carreira, para que possamos aprender deles. A influência que Zwingliteve, começou a crescer em Zurich, finalmente Baltasar Hübmaier foi preso novamente, e foi preso lá em Viena; com a ordem que vinha de Zurich; e foi então queimado até a morte. Poucos dias mais tarde, sua esposa foi afogada na cidade de Praga. Outras coisas podemos dizer a respeito de seu ministério, alguns que foram salvos através do seu ministério foram levantados, e continuaram a compartilhar da verdade do evangelho, e muitos foram salvos, mais foram batizados. O que aconteceu? Haviam três homens em Zurich, que mais ou menos solidificaram muitos daqueles ensinamentos Anabatistas. Eles eram amigos e também conheciam Zwingli, esses três amigos eram: Conrado Grebel, Félix Manz e Jorge Blaurock.Enquanto estavam indo para Zurich, freqüentemente eles se reuniam, e se reuniam de casa em casa; eles partiam o pão de casa em casa; haviam batismos freqüentemente, muitos ensinamentos, orações, mas em muito em breve a Igreja Católica e a Igreja Reformada eles o consideraram fora da lei. Em 1525 o Concílio em
Zurich, passaram uma lei, que todas as crianças que não estivessem sido batizadas, deveriam ser batizadas. Significava que todas as crianças, o que os cristãos deveriam fazer? Qualquer um que recusasse o batismo, os pais então eram afogados. A única razão de eles não batizar os seus filhos, é porque eles eram Anabatistas, muitos fugiram da cidade, e dentro de dois anos, esses três homens, foram todos martirizados. A medida que muitos fugiram de Zurich, e de outras partes da Suíça, eles foram pra uma cidade na Alemanha, que era chamado Munster. Alguns se estabeleceram ali, eles tentaram estabelecer aquilo que
eles chamavam de Nova Jerusalém. Dois homens disseram que tiveram uma revelação divina, e que foram chamados para ser os reis da terra. Então aquela cidade Munster, era a Nova Jerusalém, e as autoridades locais, entregou a cidade à eles, mais a Igreja Católica ao ouvir isso, circundaram a cidade, e acabaram por matar todos os que estavam lá. Aqueles que estavam em Munster, na realidade se desviaram da verdade de Deus; eles começaram a distorcer a Palavra por causa deles mesmos. E muitos daqueles cristãos verdadeiros, através do país, sabiam que aqueles que estavam lá em Munster, tinham se desviado. Mais a Igreja Católica e a Igreja Reformada, utilizaram aquele acidente em Munster, como sendo a mancha negra no nome de todos os Anabatistas. Então depois disso, quando qualquer pessoa que falava que era Anabatista, eles apontavam pra aquele incidente lá em Munster. E eles falavam assim: “olha pra aqueles lunáticos ali, é nisso que eles crêem, eles nem mesmo crêem na Palavra de Deus”, eles podiam fazer esse tipo de acusação. E um grande prejuízo aconteceu para o testemunho do Senhor. Mais o Senhor na sua misericórdia levantou um outro irmão, em 1536, um homem chamado Menno Simons, ele saiu da Igreja de Roma, e se juntou aos Anabatistas, isso aconteceu nos países baixos, na Holanda. E ele se devotou, e se dedicou a fortalecer os irmãos. Reunindo-os novamente ao redor da sua fé, ele foi um grande restaurador daqueles princípios primitivos, muitos dos quais já haviam sido restaurados através dos primeiros Anabatistas, e que foram grandemente prejudicados em Munster. Sabemos dos Anabatistas, agora vem esse grupo chamado Menonitas, que receberam esse nome, por causa do Menno Simons. No que esses Anabatistas criam? Havia um irmão chamado Michael Sattler que criou essa confissão. Havia sete pontos
na Confissão de Schleitheim: 1º Ponto: era sobre o batismo, falava que o batismo não era pra bebês, mas pra aqueles que eram cristãos. 2º Ponto: era sobre ex-comunhão, que a ex-comunhão somente é feita, de acordo com a ordem que aconteceu em Mateus 3:18.
3º Ponto: foi sobre a ceia do Senhor, estava reservados somente para aqueles que eram batizados e eram cristãos confessos. 4º Ponto: era o chamamento para a separação do mundo. 5º Ponto: falava sobre os pastores, para que os padrões bíblicos pudessem ser estabelecidos na vida deles. 6º Ponto: falava a respeito da utilização da espada ou de violência, e esse foi rejeitado. 7º Ponto: que eles não deveriam fazer qualquer juramento; aqueles únicos que eles poderiam jurar, para que o seu sim pudesse ser sim, e o não ser não.
Irmão, quando olhamos de novo para esses Anabatistas, podemos ver muitas das coisas que eles criam, muitos desses grupos, nós podemos ver hoje, aquilo que eles recuperaram.. São muitas das coisas são que nós aceitamos como questão de vida hoje. Outro grupo que também apareceu nessa época, foram os Huteritas, que receberam esse nome por causa de Jacob Hutter, eles vieram da Morávia. Uma diferença entre esse grupo e os Anabatistas, que o estilo de vida deles, era um estilo mais de comunhão, comum. Eles não moravam numa comunidade, mas dentro da cidade eles moravam como se fosse uma espécie de comunidade. Eles mantinham ainda a unidade da família, mais viviam próximos uns aos outros. Uma das acusações contra eles, foi que talvez eles estivessem dando início ao comunismo. O pensamento ou a filosofia do Comunismo vai muito para trás disto. De todos serem comum, e de todos serem exatamente iguais, essa era uma acusação falsa contra eles. Agora temos um outro irmão, esse é o nosso irmão místico, é tão místico que vamos tentar evitar de falar o nome dele. Esse irmão viveu de 1489 à 1561, o que ele estava tentando trazer e recuperar, mais uma questão de Reforma espiritual, como somos simplesmente
chamados para permitirmos que o Senhor possa viver a sua vida através de nós, uma vida espiritual interior, e ele também teve comunhão com Martinho Lutero à respeito da mesa do Senhor. Ele e Lutero discordaram. Então Lutero o considerou um herege, e o despachou. Nós já mencionamos os Menonitas, e os Ames também tiveram influências neste grupo. Então podemos ver durante este período no tempo, de 1525 à 1580, os Reformadores mesmos já haviam parado. O Senhor levanta esses daqui. Nesta manhã falamos de William G. Tyndale, lá na Inglaterra, e a medida que todas essas atividades estavam acontecendo lá na Europa, a Reforma na Inglaterra estava continuando. Após Tyndale ser perseguido, nós vemos o rei da Inglaterra, indo e voltando, eles estavam permitindo a Igreja Reformada
permanecer em existência ou se eles deveriam voltar e realinhar novamente a Igreja Católica. Havia uma rainha chamada Maria, que era uma Católica ferrenha, e ela estava tentando realinhar de volta com Roma, e ela foi destituída do trono; e a Igreja Anglicana continuou. Mas dentro da Igreja Anglicana, havia aqueles que ainda queriam permanecer pela pureza da religião, esses são os quais nós nos referimos hoje como os Puritanos. E podemos observar o Movimento Puritano, desde 1560 para 1570. Eles também se prendiam aquelas visões da Reforma, eles eram contra as vestes, contra todos aqueles tipos de
sacramentos e contra o batismo de bebês. Mas enquanto eles estiveram por um tempo dentro da Igreja Anglicana, por algum tempo foram até encorajados, John Calvino e John Knox tiveram uma grande influência sobre estas pessoas. Então em 1662, o parlamento da Inglaterra, começou a aumentar a sua intolerância contra as pessoas e passaram uma lei, um ato sobre uniformidade, e começaram a restabelecer que o rei era o cabeça da Igreja, e todos aqueles na Igreja, particularmente todos os clérigos, tinham de assinar um documento para ser feito. No dia seguinte, mais de 2.000 ministros da Igreja Anglicana, saíram da Igreja, e foram chamados de os Não-conformistas. Haviam três grupos principais desses Não-conformistas, o maior desses grupos foram os Presbiterianos, o segundo grupo maior foram chamados Congregacionalistas e o terceiro grupo os Batistas. Então os Presbiterianos acreditavam que cada Igreja deveriam ser governadas por um grupo de anciãos, estes são um de seus ensinamentos básicos. Uma das coisas que os Presbiterianos acreditavam, é que eles criavam Sínodos, sinos para cada região e área; e durante o ano, vários representantes de diversas localidades; viriam até esses Sínodos, e eles concordariam da maneira como as coisas deveriam ser conduzidas, então todas as Igrejas então se submeteriam. Eles continuavam dessa maneira, e alguns outros que criam de maneira diferente de fazer as coisas, podemoscompreender porque eles foram chamados Congregacionalistas. Porque eles acreditavam que cada Congregação era independente. Eles rejeitaram aqueles ensinamentos dos Sínodos, e também recusaram causar qualquer divisão em relação o batismo. Eles encorajavam o batismo por imersão, mas se recusaram a permanecer desse lado. Um dos Congregacionalistas mais famosos, foi David Brainerd, John Noem e
Isaac Watt. Um outro desses irmãos, chamado John Robbinson, e esse irmão, ele teve que fugir da Inglaterra para salvar sua própria vida. E certa vez ele estava em Amsterdam, e haviam aqueles que estavam prontos para poder velejar pra esse novo mundo, aquela congregação puritana estava pronta para poder cruzar o atlântico. E por muitos anos, John Robbinson foi Pastor deles. E então ele os envia com o seguinte encorajamento (essa é pra mim, uma das maiores afirmações na História da Igreja): “Eu os recomendo diante de Deus e diante de seus anjos abençoados, que vocês não devem me seguir além do que vocês tem me visto seguir o Senhor Jesus Cristo; mas se Deus revelar qualquer coisa à você, por
qualquer outro instrumento dEle, estejam prontos para receber isto como vocês estiveram prontos quando receberam a verdade vindo do meu ministério, porque eu estou verdadeiramente persuadido que o Senhor tem muito mais verdades para revelar que irão realmente sair da Sua Palavra Santa”. Da minha parte, eu não posso explicar de maneira suficiente a condição daqueles que Reformaram as Igrejas; que chegaram até um determinado ponto na religião e, até o presente não irão avançar além disto; não irão conseguir alcançar além do que os próprios instrumentos da sua Reforma. Os Luteranos não podem ir além do que aquilo que Lutero viu; e também de qualquer parte de sua vontade que tinha sido revelada à Calvino; eles vão preferir morrer do que abraçar isto. E os Calvinistas como podem perceber, eles permanecem firmes de onde foram deixados por aquele grande homem de Deus Calvino; que também não havia visto todas as coisas. Essa é uma grande miséria que deve ser muito lamentada. E John Robbinson fez grandes
afirmações, é um dos elementos mais importantes da História da Igreja; essa afirmação é: “A habilidade e a liberdade de progredir e se desenvolver na compreensão das escrituras”. Como nós continuaremos a progredir de maneira mais plena e não seguir simplesmente o homem ou o vaso? e esses eram os Congregacionalistas. Então temos os Batistas. Então teve um irmão chamado John Smyth, que em 1600 o Senhor revelou à Ele toda essa questão do batismo, e ele não encontrou ninguém para poder batizar; ele se batizou a si mesmo e a sua família, que também criam na questão das Congregações independentes e no sacerdócio de todos os cristãos. Como de uma maneira maior, todos os irmãos e irmãs podiam dar sua contribuição, nas questões referentes à Assembléia como um todo, sob o Senhor Jesus como cabeça, compartilhando tudo, para poderem descobrir a mente do Senhor? Um dos Batistas lá do princípio mais famosos, foi um homem chamado John Bunyan, que escreveu o Peregrino. Talvez tenha sido lido de qualquer outro livro além da Bíblia. Vou ler algumas das afirmativas de John Bunyan, esse grande batista que desejava comunhão com todos os cristãos, escreveu o seguinte: “Eu não vou permitir que a água do batismo seja a regra, a porta, o parafuso e a viga da parede de divisão entre o justo e o não-justo”. Ele não iria permitir que o batismo fosse a parede de divisão, mas o seu coração era o seguinte, então as pessoas perguntavam para ele como deviam chamá-lo. “Uma vez que vocês precisam saber por qual nome precisam utilizar para me distinguir de outros, eu digo pra vocês que eu sou e espera que eu seja um cristão”.Mais ou menos na mesma época estava o Movimento dos Quakers começando, esse Movimento começou com George Fox. E John Bunyan descreve esses Quakers, como hipócritas, inimigos da verdade, e escreveu muitos folhetos e livrinhos para poder atacar os erros daqueles Quakers. Eles nem mesmo consideravam os Quakers como sendo seus colegas cristãos, mas também como inimigos perigosíssimos do Evangelho. Houve a história desse Quaker que foi visitar John Bunyan, então o centro da atenção deles, o foco, era permitir que Deus pudesse conduzir você da sua vida interior. E esse Quaker foi visitar John Bunyan na prisão, quando ele o encontrou, disse: “eu estaria aqui mais cedo, mais perdi muito tempo pra poder te encontrar”. E John Bunyan com certo sarcasmo respondeu pra esse Quaker: “Se o Senhor tivesse te enviado; Ele teria te dado o caminho também, através da sua vida interior, e não gastaria tanto tempo, todos esses dias pra chegar até aqui. Porque o Senhor sabia o tempo todo aonde é que eu estava” . Através de toda a história da Igreja o Senhor tem tido o Seu testemunho, e vemos realmente que são tesouros em vasos de barro. É tudo o que nós somos, temos a Sua vida, temos as nossas fraquezas e nós apenas pela graça de Deus, tentamos ser fiéis a vida que Ele tem nos mostrado. O mesmo tempo que essas coisas estão acontecendo na Inglaterra e na Europa, na França o Senhor também estava levantando Seu testemunho. A França ainda era um país muito católico, mas foram levantados alguns homens, através de um irmão chamado William Farel e Calvino, muitos estavam sendo salvos. Mesmo que a França um certo período de tempo externamente fosse considerado Católica, havia milhares de cristãos no estilo Calvinista. E no princípio, esses foram tolerados apenas por ganho político, mas finalmente a família real, através da influência da família de Medici na Itália, começou a perseguir esses irmãos de novo. Aqueles lá na França, foram chamados de Huguinotes, os Huguinotes franceses. Eles se reuniam naquela maneira simples e pura ao qual já falamos, e havia uma guerra civil acontecendo entre essas congregações sem a menor condição e o exército do rei. E um grande trama foi formado, e vemos a tática sutil do inimigo, havia uma paz aparente que teria lugar, aconteceria então um casamento real, entre um membro de uma família real, e um membro de uma outra família real que era um Huguinotes,
eles achavam que isso iria criar uma grande paz. Isso aconteceu em 18 de agosto de 1572. Em 24 de agosto, às 2hs00 da manhã, no dia de São Bartolomeu, em Paris e toda a França, aqueles que seguiam ao rei, colocaram roupas brancas com uma cruz nela; e foram por toda a França e mataram todos aqueles Huguinotes. E foram dito à eles, se estivessem dúvidas, simplesmente pra poder matar. No período de duas semanas, entre 50 e 100 mil foram massacrados. Esse foi considerado o maior e o mais negro crime da era cristã. É claro que dessa perseguição, milhares fugiram da França. A liberdade de religião não foi dada na França, à não ser em 1793, quando aconteceu a revolução. Mas esses Huguinotes, eles se espalharam por muitos lugares, e quando vemos os Moravianos e outros grupos sendo levantados, nós vemos aqueles também que vieram da experiência dos Huguinotes. Mas também ao mesmo tempo, nós vemos muitos homens maravilhosos de Deus sendo levantados. Quando consideramos essa sessão, talvez pudéssemos gastar um dia a respeito dessas pessoas, por simplesmente estar passando rasante na superfície. Mas houve um outro irmão que viveu em Amsterdam, e seu nome era Jan Comenius. Ele foi usado grandemente para revolucionar a educação.
Muitas das técnicas pedagógicas que utilizamos hoje, foram originadas através dele. Ele viveu nos anos de 1600. Quando ele tinha 77 anos de idade, ele escreveu um livro, e o título do livro era o seguinte: “Apenas uma coisa é necessária”, ele descreveu o Cristianismo como se fosse um labirinto de seitas, ele falou que apenas uma coisa é necessária, isto é CRISTO. Ele falou que de maneira breve se ele pudesse dizer, o Cristianismo se tornou um labirinto. A fé foi particionada em milhares de pequenas partes. É e considerado como herege se tiver pelo menos uma dessas partes que você não aceita. O que pode te ajudar? Só há uma coisa necessária, voltar à Cristo, olhar para Cristo como sendo o único líder, andar segundo as suas pegadas, deixar de lado todos os outros
caminhos até que alcancemos o alvo. Da mesma maneira que o Mestre Celestial edificou tudo aqui na terra sobre as escrituras, da mesma maneira devemos nós. Os cristãos não ouvidos, cristãos dêem ouvidos, há somente uma vida, mas a morte vem de milhares de maneiras. Há somente uma verdade, mas o erro vem
de milhares de maneiras. Há somente um Cristo, mas há milhares de anti-cristos. Mas vós cristãos, regozijai-vos em ter sido alcançados, ouvi a Palavra do seu Líder Celestial, e vinde à Mim. Somente uma coisa é necessária, e essa é Cristo. Seguir o Cordeiro aonde quer que Ele vá. Mas agora quando continuamos a prosseguir, na página 42. Quando vemos tantos preciosos, fazendo chamados ao povo de Deus, novamente, uma coisa é necessária, voltem à origem, à Palavra de Deus; voltar à Cristo. A Igreja Reformada desta época, haviam aqueles que estavam vivendo uma vida, só apenas exterior; e o Senhor na Sua grande maravilha, levantou aqueles que tinha seu foco na vida interior, sobre a realidade interior. A maior parte daqueles que vieram foi chamado do Movimento de Pietismo, é muito difícil definir esse movimento. Ele toma formas muito diferentes. É mais simplesmente um chamamento para os cristãos; para se voltarem à uma vida de santidade diante do Senhor. Para viver uma vida de piedade, não apenas de uma maneira exterior; mas uma vida de piedade. Haviam dois grupos principais nesse meio, aqueles em que o foco era o eavivamento, e aqueles cujo foco era sobre a luz interior. E essa luz interior estava dentro da Igreja Católica, muitos místicos maravilhosos foram levantados naquele meio, mas aqui de novo, eles estavam dentro do sistema Católico, mas individualmente eram irmãos e irmãs verdadeiros. Muitos irmãos e irmãs espirituais daquele época, que chegaram aquela realidade de vida interior com o Senhor. Não de uma maneira externa, mas uma realidade interior. E podemos ver muitos de seus livros hoje, Molinos e Fenelon estão listados aqui. Os Molinos escreveram um livro chamado, “Guia Espiritual”. E Fenelon, um de seus livros mais importantes “A Perfeição Cristã”, eles tinham uma maneira interessante de encorajar as pessoas que estavam passando por problemas. Também durante essa época, apareceu a Santa Tereza, então São João da Cruz, escreveu um livro chamado “A noite negra da alma”, de como você está passando pela experiência de deserto, o Senhor pode realmente nos levar. Durante essa época, apareceu a madame Guyon, a quem nós devemos tanto
hoje; que estava buscando aquela vida perfeita. Agora esses místicos tinham fraquezas, algumas vezes baseavam as suas vidas cristãs em apenas experiências que nem sempre era muito equilibrada com a Palavra de Deus. Algumas vezes eles entravam em erro; não baseia sua crença doutrinária nos ensinamentos dos místicos. E algumas daqueles experiências que eles tiveram na época mais negra, pode ser de grande encorajamento para nós. É exatamente quando nós lemos qualquer livro, eu tenho dito, que quando estamos lendo qualquer livro que não seja a Bíblia, temos que ler o livro como se tivéssemos comendo um peixe, engolimos a carne e cospe fora as espinhas. Alguns peixes tem mais espinhas, mais nós
temos que ter o Espírito Santo para nos ajudar. Também vemos ser levantado, focalizando nesta vida interior, todo o Movimento Quakers, que começou com George Fox. Os Quakers da maneira como o vemos, é junto com aqueles místicos, foram grandemente usados pelo Senhor, para realmente restaurar essa verdade, do nosso relacionamento interior com nosso Senhor. Os Quakers foram grandemente perseguidos, quanto mais eram perseguidos e foram pra prisão, mais prisioneiros eram salvos. Era o maior campo para o Evangelho, na prisão, milhares estavam na prisão, e eles continuaram compartilhando aquela verdade. Quando se reuniam nas suas reuniões, eles se reuniam quietos e esperavam para que o Espírito Santo os conduzissem. Eles tinham dito, que do silêncio vem a adoração. É um pouco diferente do que outras coisas que estamos costumados à ver. E quando estavam naquela meditação quieta diante do Senhor, eles contemplavam o Senhor, então a adoração fluíam de seus corações, lá do interior do seu ser. Nós podemos aprender dos Quakers, quando o vemos prosseguir. Então como já vimos, durante todo esse tempo, da mesma maneira que vimos naquela Igreja de Sardes, “...vocês não terminaram a obra que lhes dei...” e o Senhor continua a levantá-los para completar essa obra, e os encoraja à acordar, à vigiar e à prosseguirem no Senhor. Algumas perguntas foram escritas, mas tentei incorporar as respostas enquanto estava falando. Mas tem uma que gostaria de responder, pra poder esclarecer um ponto. Está relacionado com as ordens monásticas. Eu falei que houve quatro períodos diferentes nas ordens monásticas. O primeiro estágio foi entre o IV e o VI século, que foi basicamente através de leigos, e na realidade foi muito na base individual, onde você tem os indivíduos e alguns mosteiros apareceram. O segundo estágio
foi entre o X e o XI século, e foi através de muitos desses mosteiros, aonde as escrituras foram copiadas, novamente. O terceiro estágio, veio lá do XIII século, foi aí que apareceram os frades e foram enviados. O quarto estágio, veio do XVI século, sobre os Jesuítas, então são estes os quatro estágios, dessas ordens diferentes.
Página 28 - gráfico15 As acusações trazidas sobre eles pela Igreja Católica Romana. Já foi corrigida. Apenas pra primeira parte desse gráfico que se encontra na página 28, não se aplica pra página 29. Alguma vez a Igreja Católica poderia acusar de alguma coisa, podia acusá-los de acreditar no batismo, pra eles isso era uma heresia. “Senhor como nós consideramos de maneira tão breve, como o Senhor continua a chamar essas
pessoas pra si mesmo, ó Senhor, a clareza de tantos testemunhos desses irmãos, e algumas vezes desejávamos que fôssemos tão claros assim... e quantas vezes Senhor, permitimos que tradições venham pro nosso interior, ó Senhor, queríamos poder progredir até um certo ponto, ó Senhor, permita que o nosso possa ter sede e fome de seguir após o Senhor. No Teu nome precioso. Amém.” (Apocalipse 3:7-13)
“Senhor nós te adoramos por poder estar na Tua presença, Senhor da mesma maneira que Tu és descrito nesta carta á Filadélfia, nós chegamos até aquele é Santo, aquele que é verdadeiro, aquele quem tem a chave de Davi, aquele que abre e ninguém fecha e aquele que fecha e ninguém abre.Senhor nós vimos ante Ti, para que o Senhor possa abrir a Tua palavra nesse dia, para que possamos contemplar a beleza e a santidade de Ti mesmo. Senhor a medida que sentamos a teus pés, que possamos nos focalizar naquela única coisa, a beleza e a glória de Ti mesmo. No nome de Jesus. Amém.” Quando chegamos a essa carta à Igreja em Filadélfia, sabemos que a palavra Filadélfia significa “amor fraternal”, e aquele período de tempo pra Igreja em Filadélfia, na realidade assume-se que tenha começado
no século XIX, é descrita como sendo na época do Movimento dos Irmãos. O que é que o Senhor diz a esta Igreja? Vejamos o versículo 8. “Conheço as tuas obras - eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar...” havia uma porta aberta nesta época, que ninguém podia fechar, e vimos nesta porta aberta, muitas verdades
gloriosas sendo desvendadas. Muitas das coisas que nós simplesmente desprezamos hoje, antes dessa época, raramente alguém havia falado no corpo de Cristo, a unidade dos cristãos. Mas esta verdade começou a ser restaurada através dos Irmãos. Hoje já se tornou quase que comum pra nós. Todos mundo hoje falam quase a respeito do corpo de Cristo, nós quase que perdemos a glória dessa verdade que foi revelada. E Ele vem e fala pra essas pessoas, porque tanto foi liberado e dado à eles? Aos nossos olhos parecem algum tipo de recomendação alta. Aqui diz porque eles tinham pequena força, eles guardaram a minha palavra, não negaram o meu nome. É por essas coisas que o Senhor os recomenda. Nesta carta não há qualquer tipo de reprovação, apenas recomendação. O Senhor diz: “guardastes a minha palavra, (vocês retornaram aqueles verdades a minha palavra), e não negaram o meu nome (simplesmente se seguraram no meu nome, se reunindo ao redor de nenhum outro nome)”. E portanto o Senhor os recomenda por causa disto. E quando olhamos pra essa Igreja em Filadélfia, nós vamos ver quando um povo que o Senhor está chamando, se volta para Ele. E esse povo que era caracterizada pelo próprio nome dessa Igreja; que aquele Espírito do amor fraternal possa cativar a nossa vida; e no espírito de amor, e naquele espírito de irmandade possamos caminhar juntos para expressar a glória de Deus. Vemos hoje muitos prédios que contém aquele nome Irmãos sobre ele; mas não estamos falamos desses prédios que contém o nome de Irmãos ou Irmãos sobre ele; estamos falando a respeito do coração do Senhor; que possa ter um povo que seja chamado pelo seu nome. Que vivam uma vida de amor fraternal, que olham um para os outros como irmãos. Nos primeiros dias, aqueles Irmãos não se chamavam de irmãos, eles eram simplesmente cristãos. Eu tenho medo, que da mesma maneira que nós vimos ontem, nós vamos ver um reavivamento, vamos ver aquele movimento indo pra adiante, então vamos ver aquele declínio, e o Senhor levanta novamente mais alguém e, de novo aquele declínio. Quando olhamos pra história desse movimento dos Irmãos, também vemos aquele início glorioso, muitas coisas gloriosas que foram feitas pelo Senhor. Mas de novo por causa da fragilidade do homem, nós vemos o declínio. Mas as verdades que foram, restauradas, aquelas porções de vida que realmente foram extravasadas, aquelas nunca foram perdidas, e nos a teremos pra eternidade. Ontem quando estávamos considerando o fim da Igreja em Sardes, nós consideramos aqueles que estavam na Igreja Católica e também os Quakers. Muitos daqueles que realmente trouxeram a verdade daquela vida interior. E queremos prosseguir para falar um pouco mais daquele movimento que foi chamado Pietismo.
Esse Movimento Pietismo, eles foram divididos entre dois movimentos, e os dois irmãos que foram Spener e Francke. No século XVII, o Senhor começou a tocar no coração daqueles irmãos concernentes a santidade para com o Senhor. E a medida que eles prosseguiam, eles não queriam se separar das organizações as quais eles pertenciam; então muitas vezes a respeito do Pietismo, nós vemos essa frase: “A Igreja em uma
Igreja”. Aqueles que permaneciam pela verdade, estavam aonde eles se encontravam. Eventualmente entretanto vamos ver, por causa da posição que eles mantinham concernentes à santidade; e eles permaneciam por aquela unidade, mas a despeito disto, eles não saíram, mas foram lançados fora. Nós vamos ver a influência de Spener e Francke, sobre o conde Zinzendorf e os Moravianos. E na realidade podemos traçar uma outra linha, podemos trazer esse grupo aqui, para debaixo dos Moravianos, porque foi através deles, que John Wesley, chegou até a salvação verdadeira. Iremos observar a vida de Wesley, e vamos ver que ele pregou por muitos anos, mas ainda não era salvo. Mas houve uma época que ele se encontrou com alguns Moravianos, então chegou até a salvação. Então vamos considerar o grupo dos Moravianos; e a esse grupo está sempre associado o nome do conde Zinzendorf. O conde Zinzendorf nasceu no ano de 1700, e ele cresceu numa família real. E quando ele foi enviado para escola, ele foi para uma daquelas escolas do Pietismo, numa cidade chamada Holy, e ali era o centro do Pietismo naquela época. E um dos líderes lá, é essa pessoa que já falamos o Francke. Guardem esse nome Francke, porque
lá em Holy ele deu início a aquela escola, mas também deu início a um orfanato. E foi o orfanato que se baseava a viver uma vida de fé diante do Senhor, que o Senhor proveria, não havia qualquer atividade pra poder obter dinheiro. Lembre-se desse nome Francke, que quando chegávamos ao Movimento dos Irmãos, foi a influência desse irmão, que grandemente influenciou George Müller. Alguns irmãos chamam a isso,
daquele alinhavo de prata da História da Igreja. Não são movimentos independentes que estamos vendo aqui, mas existe aquele alinhavo de prata da vida do Senhor; que conecta todos esses juntos, à medida que o Senhor move de lugar pra lugar.
Um realmente edifica sobre o outro, restaurando mais daquela verdade gloriosa. O conde de Zinzendorf, na sua mais tenra idade já era um jovem muito santo. Na idade de 15 anos, ele jurou uma vida devocional ao Senhor. Da mesma maneira quando você chega na corte, eles mandam você colocar sua mão sobre a Bíblia, e pedem pra você jurar que vai falar a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade. E ele entrou neste tipo de acordo. E nessa época também, na idade de 15 anos, pra poder realmente fazer que essa vida
de devoção pudesse acontecer, ele originou um documento, que é chamado “A ordem do grão de mostarda”. E isso eram pra aqueles que realmente queriam vir e dar suas vidas; de maneira completa e devota ao Senhor. A medida que ele prosseguia na sua educação; e pertencendo então à uma família nobre, quando ele chega a idade de 19 ou 20 anos; ele então é enviado para fazer aquele turismo ao redor da Europa, para então conhecer as diferentes culturas e para poder então alargar a sua educação. Um dia quando estava na cidade de Dusseldor; havia um museu lá, e ele estava então contemplando um quadro de Cristo. Era Cristo com a coroa de espinhos na sua cabeça, e o nome daquele quadro, era simplesmente o seguinte: “Contemple o Homem”; ou seja para poder contemplar o Senhor Jesus. E quando ele estava ali parado contemplando aquele quadro, havia uma pequena legenda escrita na parte de baixo daquele quadro, “Eu fiz isso por você, que fazes por mim” ? Naquele momento, aquele que já era tão dedicado ao Senhor, quando as palavras daquela legenda capturaram o seu coração, “O que fazes tu por mim?”. Ele abriu seu coração, e ele foi transformado, para entregar e dedicar sua vida inteira, para se dar completamente ao serviço do Senhor. Ele conseguiu ver aquele Salvador que deu tudo de si mesmo, o Senhor Jesus não segurou nada, e aqui está um daqueles homens mais nobre de toda Europa. Ele tinha todo o mundo em suas mãos, tudo que ele quisesse, ele poderia ter. Então ele se prostra ali e submete-se a si mesmo; àquele carpinteiro de Nazaré, e diz: “Tu és meu Senhor, eu dou a minha vida inteira por Senhor”. E daquele momento em diante, ele continua então a buscar o Senhor de uma maneira maior ainda, buscando as
escrituras. Então ele comprou uma certa propriedade, um terreno, que é chamado de Run-hurt; e ali seria um lugar, que durante as diversas perseguições que aconteceram, os cristãos de qualquer lugar poderiam vir, e achar ali segurança. Cristãos de diversas experiências viriam pra cá, diferentes irmãos que foram perseguidos em diversos países os quais já mencionamos; chegaram até Run-hurt. Ali havia uma grande diversidade de pessoas, no princípio quando aquilo foi estabelecido havia lutas e brigas, mas então Zinzendorf, por causa daquela maneira como o Senhor havia tocado o seu coração, ele deu a sua vida para servir aqueles irmãos; e para fazer experimentar aquele unidade que eles tinham no Senhor. Em 12 de maio de 1727, aqueles irmãos se reuniam juntos para poder repartir o pão. É interessante poder observar, como que através da História, quando irmãos se reuniam juntos, na simplicidade do Senhor, ao redor da Sua mesa, como o Senhor realmente mostrava a Sua glória. Nós temos todas aquelas pessoas ali que vinham de diversas partes da Europa, que chegaram até esse lugar, e naquela noite, quando eles se reuniram para se lembrar do Senhor, quando eles partiram o pão, quando eles tomaram o cálice, quando eles contemplaram aquilo que o Senhor havia feito, num verdadeiro espírito de memória, de lembrança, um espírito de adoração veio sobre eles; e é dito que a glória do Senhor encheu aquele lugar. Daquele dia em diante, havia uma reunião de oração naquele lugar, por cem anos, 24 horas por dia, por cem anos; para orar e permanecer firmes pelos interesses do Senhor. É como se fosse lá no dia de Pentecostes, antes daquela noite, haviam centenas de indivíduos, mas quando eles vieram e se reuniram ao redor da mesa do Senhor; vendo aquele corpo que foi partido, para que eles pudessem ser um. Como aconteceu no Pentecostes, aqueles todos indivíduos, foram trazidos à uma unidade. Eles já eram um em realidade em Cristo; mas eles entraram na experiência daquela realidade, e na realidade daquilo em suas vidas. A medida em que o Senhor os encontrava e atendia as necessidades dos seus corações, o conde Zinzendorf foi para Companhagne uma certa vez, e ele então se encontrou com um escravo das Índias na América, na região da Jamaica. E esse escravo havia se convertido, e aquele testemunho tocou o coração de Zinzendorf. E o conde ficou sabendo dessa situação da escravatura na Nova América. E ele voltou pra Run-hurt, e ele compartilhou isso com os outros cristãos. E o Senhor levantou dois irmãos, para ir à Westenrry como missionários. Eles foram os dois primeiros missionários dos Moravianos; e os nomes desses homens eram Leonard Dower e David Michimann. Quando eles saíram, aqueles homens falaram que eles iriam pra aquele local; para compartilhar dessa maravilhosa graça do Evangelho de Cristo, mas eles encontraram muitas dificuldades, mas como eles seriam capazes de ir? Como eles poderiam ir lá e compartilhar com aqueles escravos? Eles eram livres... como então eles poderiam ministrar pra esses escravos? E ter então uma mensagem eficaz para com eles. E o Senhor tocou o coração deles de tal maneira, que eles se venderam à escravatura, por causa do Seu Senhor. E como escravos, foram então para Westenrry, e então assim o fruto do Evangelho foi trazido. Eles não amaram a própria vida até a morte. Não havia nenhum chamamento natural pra fazer aquilo; mas vendo o Evangelho lindo e glorioso, quanto mais enxergamos o Evangelho, mais poderemos ver a necessidade da salvação. Eles viram uma comunidade inteira sem aquele Evangelho, e foram lá pra servir. E os Moravianos através de toda a História, eles são conhecidos pelos seus esforços missionários. Nos próximos 65 anos, desta pequena comunidade, eles iriam enviar cerca de 300 missionários, totalmente por conta própria para as diversas partes do mundo. Na realidade, o início desse movimento missionário, de compartilhar o evangelho glorioso, aquele testemunho em Run-hurt sofreu diversas perseguições, de fato uma vez eles tiveram que sair, e finalmente eles puderam voltar. No dia 09 de maio de 1760, foi quando Zinzendorf morreu; 60 anos de uma vida plena. Mas o testemunho Moraviano ainda persiste; e o segredo pra vida deles, foi o reconhecimento daquela vida interior; o relacionamento com o Senhor, que fez com que eles fossem capazes de estarem firmes em diversas situações. Então quando eles começaram esse movimento missionário, havia quatro princípios sobre os quais eles operavam, trabalhavam, buscavam o Senhor juntos, eles sentiam que pra aquele Evangelho pudesse ser pregado de maneira efetiva, e pra que tivesse aquele testemunho real para o lugar que eles fossem, eles criaram quatro guias. O primeiro, falar pra aqueles pagãos a respeito do Cordeiro de Deus, até que você não consiga falar mais. Pregue a Cristo, e Ele crucificado, pregue a Cristo, e Ele crucificado e continue a pregar isto. E desta maneira aqueles pagãos possam chegar até a essa salvação gloriosa. O segundo princípio era permitir que as pessoas pudessem ver a sua vida, estar com as pessoas, não se separe, é como se fosse um missionário vivendo numa casa maravilhosa; e saindo daquela casa maravilhosa e indo a algum lugar pra poder ministrar para as pessoas. Mas que deixem eles ver a vida de Cristo dentro de você; que a sua vida possa ter um testemunho tanto quanto as suas palavras. O terceiro princípio era que eles deveriam ser auto-sustentados; não permitir tirar dinheiro do povo, mais serem auto-sustentados. E o quarto princípio era constituía em adquirir, ganhar e merecer o respeito deles, não ter a posição de senhorio no meio deles, mas ganhar o respeito deles. Nós vemos nesses princípios, que foram usados de maneira eficaz, através de todos os lugares onde os Moravianos estiveram. Na realidade no princípio de outros movimentos missionários, nós vemos que muitos desses princípios foram adotados. Este foi apenas o princípio daquele encargo para que o Evangelho pudesse ser pregado de uma maneira prática através de toda a terra. Essa é uma das grandes coisas que podemos dizer que os Moravianos restauraram. Daquilo que restauraram, não foi apenas uma verdadeira vida espiritual, mas quando você tem essa vida, você compartilhe com todos, para que muitos possam vir até o Senhor. Tudo isso com apenas aquele propósito em vista, para que sua casa fosse edificada; tudo com esse propósito em vista. Nós já dissemos mais cedo, de como os Moravianos influenciaram à John Wesley, aproximadamente na mesma época que Zinzendorf nasceu, foi nos anos de 1700, e John e Charles Wesley nasceram mais ou menos naquela época. E John Wesley nasceu aproximadamente em 1703, e o seu irmão Carlos nasceu em 1707. Eles pertenciam
à uma família de dezoito filhos; oito deles morreram quando eram pequenos. E John Wesley nasceu num lar onde o pai era um bispo anglicano; e a sua mãe Suzana era uma mulher muito piedosa. Na realidade o pai de Suzana, foi um daqueles não-conformistas, um daqueles tipo puritano, que tiveram que sair da Igreja Anglicana, durante aquele ato de uniformidade do qual já mencionamos. E muitos acreditam, ao longo da história, Suzana tinha um maior relacionamento com o Senhor do que o seu marido. Se você puder ler o
livro a respeito da vida de Suzana Wesley, principalmente de outros, especialmente as mães, aquela fotografia vai estar coberta de belíssimos quadros; vai mostrar a maneira gloriosa de como ela cuidava de seus filhos. Uma das histórias de John Wesley quando ele estava crescendo, é que na casa onde ele vivia, numa noite pegou fogo, todas as crianças foram capazes de sair com segurança, à não ser John Wesley que estava num quarto de cima. E você podia ver a casa pegando fogo, e ali estava John Wesley na janela, e
finalmente John foi salvo. Através da sua vida, ele falou que foi exatamente aquela intuição de como ele foi tirado do fogo, para que pudesse estar pra uso do seu pai. John teve a educação mais fina que a Inglaterra pudesse oferecer. Ele foi para a Universidade de Oxford, e ali em Oxford, ele formou um grupo chamado Clube Santo, John e seu irmão Charles, eles formaram esse Clube Santo, e esse grupo era idéia de que eles pudessem buscar e mostrar o testemunho do Senhor. Houve um outro homem que se uniu à esse clube, e seu nome era George Whitefield. Mesmo nessa mais tenra idade, esse Clube Santo, aqueles que gozavam eles o chamavam de Metodistas. Por causa dos hábitos e métodos que eles utilizavam. Eles realmente levavam uma vida muito disciplinada. Eles estavam tentando desenvolver muitos hábitos santos, e as pessoas escarneciam deles por causa dos hábitos. Eles nunca tomaram esses nomes sobre si mesmos; sempre era um termo pejorativo. E uma coisa interessante nessa história, é que saindo de Oxford, John
pregou na Inglaterra e nos Estados Unidos. Mas na realidade nessa época ele não era salvo; ele estava pregando já, e ele não era salvo, ele achava que era; mas ele sabia que no interior de seu coração ele não era; e ele se lutava. Ele sabia que alguma coisa estava faltando, ele pregaria da Palavra, mas sabia que na sua própria vida, alguma uma coisa estava faltando. Em 1735 ele estava indo para os Estados Unidos, e ele encontrou um irmão Moraviano naquele navio; e aquele irmão Moraviano, apenas sua vida com o Senhor, uma vida com aquela fé interior, uma vida espiritual que John sabia que ele não possuía, aquilo realmente
marcou seu coração, e ele continuou a lutar com aquilo enquanto estava nos Estados Unidos. Em 1738, ele voltou pra Londres, e imediatamente quando chegou em Londres, ele foi pra uma reunião daqueles Moravianos. Naquela noite, aquela pessoa que conduzia a reunião, estava lendo sobre a introdução ou livro de Romanos escrito por Lutero; o pregar, o fato de pregar era uma coisa que tinha sido banida naquela época, então pra poder dar um jeitinho então eles liam. Então estavam lendo a introdução que Lutero escreveu pra Romanos, e naquela introdução, ele viu, ele conseguiu enxergar a sua salvação. Ele falou que aquele sentimento quente veio sobre ele, e ele soube pela primeira vez, que ele estava salvo. Que agora ele tinha aquela comunhão pessoal com o Senhor, na sua vida interior, ele foi salvo de uma maneira gloriosa. E ele começou a pregar sobre isso, sobre a convicção do pecado, e como a salvação vem através da fé em Jesus Cristo. E aquela obra de regeneração do Espírito Santo, e imaginem o que aconteceu? Ele estava pregando numa Igreja Anglicana. De repente, todas as portas começaram a fechar, eles não queriam ouvir
aquela mensagem, então ele teve que sair. Em 1739, o irmão George Whitefield o convidou a ir para Briston, para poder ir e pregar juntamente com ele. E Whitefield já tinha saído da Igreja, eles estavam pregando à céu aberto. Aquilo realmente era uma coisa nova para Wesley, como é que você poderia ficar de pé assim num campo, e falar para as pessoas?
Mas ele viu a realidade daquilo, ele não permitiu que as tradições que estavam na sua mente, pudessem ficar no caminho, e ele entrou nessa nova coisa com Whitefield. Ainda que as portas das igrejas estivessem fechadas, eles pregavam em toda a Inglaterra. Há uma história que certa vez, como que Wesley pregou em um cemitério, eles não deixavam ele pregar em qualquer outro lugar, havia ali um cemitério, e ele pregou dali. Esse é um testemunho impressionante, como Deus pode usar estas pessoas, para alcançar a tantos. E
Whitefield e Wesley, pregariam para milhares de cada vez; e numa certa reunião eles falam que haviam mais de 20 mil pessoas. Agora pare um pouco e pense: “como você poderia falar apenas com a sua boca , de forma que 20 mil pessoas consigam te ouvir”? É uma voz um pouquinho forte. Também é dito que através da vida dele, particularmente com Wesley, que John Wesley pregou mais de 40 mil sermões. Seria o trabalho da sua vida, o trabalho dele é pregar três a quatro vezes, algumas vezes no fim de semana, ele chegaria a pregar cinco vezes por dia, ele iria pregar em três ou quatro cidades, ele acordaria de manhã e
pregaria um ou dois sermões em uma cidades, ele subiria no seu cavalo, e cavalgaria até a próxima cidade, pregar mais uma vez até por volta do meio dia, subir no cavalo de novo, e pregar em algum outro lugar à noite. Essa foi a vida que ele viveu, e foi mais ou menos calculado, que John Wesley viajou aproximadamente 250 mil milhas em cima do cavalo. O seu local de meditação, de ler a Palavra, de oração, freqüentemente era no dorso do cavalo; quando ele iria de cidade em cidade; sempre buscando o Senhor. Muito já foi escrito a respeito de Wesley e Whitefield; porque Whitefield era Calvinista e Wesley era Armeniano. Na realidade através disto tudo, eles eram bons amigos. Eles ainda podiam pregar juntos, eram mais os seus seguidores que tentavam separá-los, que os homens eles mesmos. Aqueles que tinham apenas a luz parcial, seguiam então ensinamentos de um homem, e se ajuntariam ao redor de Wesley, ou então se agrupariam ao redor de Whitefield, porque eles poderiam preferir um ensinamento ao outro. Na realidade, mesmo que eles pudessem pregar juntos, eles permaneceram amigos, e respeitavam os ensinamentos um do outro. Porque ambos viram, que ambas mensagens eram efetivas, quando Whitefield pregava sua
mensagem milhares se convertiam, e quando Wesley pregava sua mensagem milhares se convertiam. Então, ambos reconheciam, ainda que fossem diferentes, talvez em estilo, os resultados ainda eram os mesmos, e o fim da mensagem também era a mesma. E Whitefield e Wesley eram pessoas muito diferentes, Whitefield era muito eloqüente, muito apaixonado à Palavra, muitas vezes ele era dramático e às vezes até chorava; um estilo muito dramático. E Wesley, era muito claro, muito lógico, basicamente ele pregava sermões expositivos. Mas a despeito do estilo do sermão dele, de novo, tinha os mesmos resultados; no meio das mesmas pessoas, eles podiam ir até para aqueles mineiros de mina, e Whitefield
poderia ser muito dramático e milhares se salvariam. E Wesley iria para aqueles mineiros, claro, lógico e milhares seriam salvos. E era dito naqueles dias, que naquela época quando você saísse daquela mina, você estaria coberto de fuligem preta. E era dito que você poderia saber aqueles que eram salvos, porque a cara deles pareciam cara de zebra. Eles saíam daquela mina com a cara preta, toda a poeira do carvão, mas quando chegava aquele momento da salvação, da convicção do pecado, aqueles homens durões, simplesmente se quebrariam em lágrimas, e você poderia ver aquelas listras de lágrimas em suas faces; e
eram como se fossem listras de uma zebra. Era uma Palavra poderosa que estava sendo pregada. Estava transformando toda a Inglaterra. Aqueles dois homens também, foram até os Estados Unidos, eles vieram e transformaram aquela vida religiosa nos Estados Unidos. E uma das coisas que eles também fizeram, por causa da influência dos Moravianos sobre Wesley, eles fizeram com que muitos saíssem para trabalhos missionários. Quando eles estavam pregando a respeito dessa vida transformada, muitos viriam até ali, e prosseguiriam influenciando muitos homens. Veja na página 46 a tabela nº 25, não teremos tempo de olhar
cada caso em particular no momento. Mas podemos ver, como nessa época, grandes esforços missionários estavam aparecendo, quando olhamos ao mapa, você tem aquele lugar pequenino na Alemanha chamado Run-hurt, você tem aquelas pequenas ilhas britânicas, mas ainda assim, dali saíram esforços missionários tremendos e, realmente indo para todo o lado da terra; Estados Unidos, África, Ásia, China, através de todo mundo esforços tremendos estavam acontecendo. Desse pequeno lugar, esse Evangelho maravilhoso,
estava então indo por toda a terra. Hoje quando pensamos sobre a terra; por causa da tecnologia, talvez posso dizer que a terra hoje é muito menor pra nós do que eram pra eles nos anos 1700. Era uma mudança radical, por anos o Evangelho não tinha se espalhado desta maneira, mas o Senhor estava fazendo com que o Evangelho prosseguisse de maneira gloriosa. *E eu gostaria de recomendar que se você pudesse achar a biografia de qualquer um desses homens, vai em frente e compre; porque realmente é muito aproveitável, foi realmente uma coisa gloriosa o que o Senhor fez; e realmente mexer com os corações daqueles homens. Então qual foi a mensagem de Whitefield e Wesley? Qual era essa verdade que eles estavam restaurando? Por causa daquilo que eles haviam recebido dos Moravianos, eles estavam entrando, num entendimento claro da salvação através da convicção do pecado. E quando vemos que somos pecadores, salvos pela graça de Deus, há uma convicção de pecado, que conduz então ao arrependimento sincero. Pense a respeito disto hoje, nós vemos o Evangelho se espalhando algumas vezes, e vemos pessoas sendo salvos, mas as vezes quando esse Evangelho é propagado, apenas para poder conseguir quantidade, ou simplesmente quando as pessoas possam vir, será que o Evangelho pleno é pregado? Será que aquela mensagem é apenas que Deus te ama? Ou venha pra cá! Ou será que é aquela mensagem de convicção de pecado; e que somos pecadores salvos pela graça de Deus? Pecadores salvos pela graça, e reconciliados para com Ele. Nós dissemos anteriormente que Martinho Lutero, quando ele estava falando a respeito de justificação pela fé, ele viu que naquela justificação, Deus reconciliou o homem. Mais no calvário duas coisas aconteceram, Deus na Sua justiça, o sangue do Cordeiro satisfez aquela justiça. Mas ao mesmo tempo, nós pecadores, fomos lavados, e aquele grande caso que nos separava, sumiu, e nós fomos então aceitos através sangue do Cordeiro. Podemos ver que não somente Deus foi reconciliado com os homens, e aquilo satisfez a justiça de Deus; mas os homens foram reconciliados com Deus. então foi uma salvação plena. Então você pode
observar que nessa progressão, de como eles pregavam esse evangelho pleno. Mas houve um outro elemento, e se relacionava com a santificação pela fé, quando eles viam as pessoas sendo salvas, não havia qualquer encorajamento para que eles prosseguissem, e pra que entrassem nessa santificação, uma vida santa, transformada, que nós não somente fomos justificados pela fé, como também fomos santificados pela fé; e somos chamados para viver essa vida santa. E foi a santificação pela fé, que por muitos séculos não foi pregada, e foi primeiramente pregada através de Wesley. Alguns dos seus seguidores, prosseguiram e
começaram a dizer que Wesley cria naquela santificação completa; e na erradicação do pecado, mas ele não cria. Ele continuou sempre a pregar santificação pela fé, e continuou a pregar isto, para que eles pudessem formar aqueles hábitos santos em suas vidas. Seguindo aquilo que era mostrado nas escrituras. E como já mencionamos antes, Wesley nunca se denominou Metodista. Se lermos através de seus escritos, eu vou para os irmãos que estão em Briston, vou visitar os irmãos que estão em Londres, ele estava entre os cristãos naquela cidade e em outra cidade, não foi até após ele, que o nome foi cada vez mais adotado. Ele
nunca se denominou Metodista. Quando então percebemos todos esses movimentos acontecendo, vindo lá da Reforma, vemos como Lutero começou, então a Igreja reformada, e esses diferentes ramos daquilo ali. Então o diagrama disso, (pág. 43), quando observamos isso, e quando estava me preparando para essa fez, um dos livros que eu li, “A Tocha
do Testemunho” com John Kennedy, ele foi um missionário da Índia, para que ele tivesse condições de dar uma visão panorâmica sobre a História da Igreja para os irmãos da Índia, ele escreveu esse livro. Então quando ele chegou pra poder escrever sobre esse período, eu gostei muito da perspectiva que ele teve sobre isso, que a maneira de como ele descreveu, ele falou que o Catolicismo negava a comunhão com Deus, mas no Protestantismo aqueles que protestaram, uma das coisas do Protestantismo é que nós negávamos a comunhão com nossos irmãos. O Catolicismo negava aquela comunhão com Deus, e muito freqüentemente,
e por causa daquelas barreiras que nós erguemos; por causa daquelas linhas denominacionais, nós acabamos por negar a comunhão com os nossos irmãos cristãos. Isso não é verdadeiro sempre, mas é um princípio que é quase sempre geral, muito freqüentemente isso acontece, nós nos encontramos com alguém, eles falam que são cristãos e qual é a próxima pergunta? O que é você? E dependendo da resposta que for
dada, isso vai determinar quanto de comunhão você vai ter. Que nós possamos retornar, como vemos em cada um desses movimentos, aqueles lá no princípio, haviam sempre uma grande apreciação por todos os cristãos, eles não estavam ali tentando se deparar.
Eles estavam ali simplesmente denominando-se cristãos; e não foi após a segunda ou terceira geração, quando a tradição começou a se estabelecer e aí então essas barreiras começaram a surgir. É por isso que o Senhor nos fala pra voltarmos, pra voltarmos à origem, para voltarmos ao livro de Atos, e permitir que aquilo possa ser o nosso padrão, da maneira quando nós nos reunimos hoje. Quando vemos o final desse período, então fazemos essa transição pra Igreja em Filadélfia. Já dissemos antes que a Igreja em Filadélfia
é caracterizada pelo movimento dos irmãos. E por causa do tempo, nós vamos nos focalizar apenas no movimento dos irmãos, mas também durante esta época, houve grande esforço, como o Senhor levantou o exército da salvação e a ACM e de uma maneira muito eficaz trouxeram muitos para o Senhor. E no exército da salvação, não apenas os trazendo para o Senhor, mas também ensinando uma vida de santidade. Também percebemos que durante esta época, que o Senhor estava utilizando muitos, para poder cuidar de muitos daqueles que estavam doentes dentro da sociedade. E temos William C. Burns pra poder restaurar a
questão da escravatura, e também falamos de George Müller a respeito dos orfanatos. A Elizabeth Prise trabalhava em prisões, e muitos outros em diversas áreas. Mas também no fechar desse período, nós vemos grandes evangelistas sendo levantados, nomes bastante conhecidos hoje, temos George Finney, Charles Spurgeon e Moody; homens de Deus muito eficazes, grandemente usado por Deus de uma maneira evangelística. Hoje também nos unimos, nós desfrutamos do sermão desses homens, os livros deles e os frutos deles. E da mesma maneira que podemos perceber ao longo da história, a maneira que o Senhor esta
movendo de forma gloriosa, o inimigo também vem, e nós começamos a perceber aquele pensamentos de liberalismo começando a penetrar no Cristianismo. A inteligência do homem tentando racionalizar a Bíblia. E retirando aquelas partes que não gostavam, é racionalizando e liberalizando a Bíblia. Vemos também Carl Marx sendo levantado, com todo aquele pensamento de Comunismo, e dentro do Comunismo vendo aquela
sociedade Ateísta. Começamos a observar aqueles ensinamentos de Charles Darwin aparecendo; negando a história da criação, e trazendo aquelas idéias de evolução. A mesma coisa vemos com Freud com todos aqueles princípios da psicologia e psiquiatria sendo levantados, e aquilo continua a penetrar hoje ainda. Muitos hoje no Cristianismo, quando acontece o aconselhamento, muito aconselhamento pode ser feito, baseados em princípios de psicologia, ao invés da Palavra de Deus, houve um grande compromisso aí grande mistura. E o inimigo tem usado isto, da mesma forma que o Senhor o fim dessa era se aproxima, como o Senhor está tentando chamar o povo pra si mesmo. O inimigo está largando aquela luta em cima do testemunho. E quando chegamos ao fim dessa era, vemos as atividades dos inimigos sendo intensificadas de uma maneira maior. É por isso que é essencial para nós, sermos muito bem fundamentados na Palavra de Deus, para estar bastante claros de quem somos nós, de como o Senhor nos chamou e porque nos reunimos
da maneira que nos reunimos, e quando contemplamos o livro de Atos, quando aprendemos a Palavra de Deus, quando contemplamos aqueles princípios, é dessa maneira que podemos perseverar até o fim. Podemos ver nos escritos de Pedro, ele falou para não ficar assustados com as provações ferrenhas que vem até você, esses tempos irão vir; é por isso que precisamos estar firmemente fundamentados, com aquela fundação clara; das verdades completas que o Senhor restaurou. Porque o inimigo vai vir com grandes imitações. Quando olhamos muitos dos seminários hoje, parecem que eles ensinam mais a respeito de Darwin e Freud, do que o fazem a respeito da Palavra de Deus. Uma das maiores instituições liberais
sobre esta terra, eles vieram tanto, é por isso que precisamos retornar a nossa origem, para estarmos bastante claros e, sermos capazes de estarmos firmes nesses últimos dias.
E um dos movimentos do Senhor, que nos ajudou de maneira grande, pra compreendermos o propósito do coração de Deus, e entendermos o seu chamamento para nós, não apenas individualmente, mas coletivamente e de maneira corporativa, foi esse movimento dos irmãos. Antes de 1827, na cidade de Dublin na Irlanda, havia um doutor ali, e seu nome era Edward Crone, e ele foi salvo, o Senhor abriu as escrituras pra ele, para mostrar que como nós somos bons com todos os cristãos, e ele iria visitar diversos grupos na cidade, ele se reuniria com eles por algum tempo, para manter aquela unidade. E mais rapidamente eles iriam chegar até ele, e dizer “Irmão, se você quiser continuar a reunir conosco, você tem
que se unir ao nosso grupo”. Mas eu não creio nisso! Eu não creio nessa história de membrar, somos todos membros de Cristo... se você não quiser membrar conosco você pode sair. E ele foi de grupo pra grupo, e isso continuou acontecer com ele, de novo e de novo. E finalmente em 1827, ele se encontrou com outros dois irmãos, nos quais o Senhor
já havia trabalhado, mostrando à eles também, de como somos realmente, um com todos os cristãos e não deveríamos erguer essas barreiras. E esses dois irmãos, foi Anthony Noris Growes e Geigyn Balley, isso tudo aconteceu em 1827, eles se reuniram tudo na casa dos irmãos, simplesmente para poder partir o pão juntos e para simplesmente se reunirem, para se lembrarem do Senhor; na simplicidade da Sua vida. Eles se encontraram com alguns outros irmãos na cidade, que tinham aquele mesmo encargo, Hustin Saney e outro
chamado Barnel, o Senhor estava operando no coração deles também. E é interessante quando podemos olhar para trás, e nós ouvimos testemunhos diferentes, como não somente em Dublin, mais também em outras partes da Irlanda e da Inglaterra; o Senhor estava trabalhando entre aqueles diferentes irmãos; dando à eles aquele mesmo encargo; e os chamando para retornar para Ele mesmo. Simplesmente para Sua Palavra, para se reunirem debaixo de nenhum outro nome à não ser o nome dEle. Esse homens eram doutores, foram dentistas, e largaram todos os seus títulos,e eram simplesmente irmãos, era assim como se
conheciam e como se tratavam. E após isso acontecer por algum tempo, um curador anglicano veio até Dublin, ele estava estudando na Universidade de Trinity, e entrou em contato com esses irmãos e começou a se reunir com eles, e o Senhor abriu os olhos daquele irmão, e seu nome era John Nelson Darby. * na página 56, corrigir a 2ª coluna da tabela, em 1827, aí é dito que Darby fundou o Movimento dos Irmãos, está errado. Darby não fundou o Movimento dos Irmãos, depois que esses irmãos haviam começado, então Darby chegou lá. Muitos historiadores da Igreja, por causa da importância do nome de Darby, eles colocam ele como sendo originador do Movimento dos irmãos, mas isso é incorreto. Quando dizemos que em 1827, e devemos dizer que o Movimento dos irmãos, com “i” minúsculo começou, eles não eram os irmãos, foram outros que o chamaram desta maneira. Mas esse Movimento de irmãos simples em unidade, em 1827 começou, a medida que esse movimento se espalhou, um outro grupo grande de irmãos, que foi quando eles
exatamente começaram a receber aqueles nome, algumas vezes eles eram chamados de irmãos de Plymouth, porque alguns lugares que eles começaram a se reunir lá no princípio além de Dublin, foi em Plymouth, haviam dois mestres principais em Plymouth; John Nelson Darby e Benjamim Newton. Mais tarde esses dois vão entrar em sérias brigas e causar muitos problemas. Mas quando eles começaram, estavam juntos ali em Plymouth. Mas durante essa época também, Darby foi grandemente usado pelo Senhor. Viajando por toda a Europa, através da Alemanha e da Suíça, ensinando as verdades que o Senhor
havia revelado, e encorajando à muitos para que retornassem aquela simplicidade. Um outro grande centro desse movimento, foi em Briston na Inglaterra. Dois irmãos mudaram-se pra lá em 1832, George Müller e Henry Cracke. E George Müller casou-se com a irmã de Noris Growes, então quando Müller e Cracke se mudaram pra Briston, eles começaram a se reunir naquela capela muito simples, e aquela capela chamava-se Bethesda. Esse nome Bethesda, ela começa a ficar bastante inter-relacionada com os nomes de Müller e Cracke como iremos ver no decorrer da história, e isso começa em 1832. Em 1836 foi quando George
Müller começou o orfanato, é um dos grandes testemunhos de um homem de fé, de como publicamente ele nunca fez conhecer as suas necessidades, mas pela fé ele recebeu esses órfãos. E os alimentou, os vestiu, os educou, e através dos seus dias, milhares de crianças, passaram por orfanato, nunca nenhum vez, ele pediu por qualquer dinheiro. Só apenas pedindo à uma pessoa, fazendo a sua necessidade conhecida ao Senhor.
Se você ler aquele testemunho de fé de George Müller, novamente cada vez, nós podemos ver quando eles não tinham absolutamente nada, no fim do dia, não tinham completamente nenhuma comida pra poder dar para as crianças no dia seguinte. Aqui você tem 100 crianças na sua casa, e você não tem comida pra eles demanhã, o que você faz? O que ele fez? Ele se dobrava o joelho diante do Senhor. E ele falava: “Senhor tu sabes” e, demanhã a comida era trazida, pra aquela refeição da manhã, e de novo a refeição era trazido para o almoço, havia algumas vezes em que algumas obrigações financeiras estavam pra ser pagas, e não havia qualquer dinheiro, mas ele simplesmente trazia aquilo diante do Senhor. E na realidade muitas pessoas achavam, na perspectiva do mundo, que George Müller era um homem muito rico, ele apenas tinha um Pai muito rico; que provia tudo aquilo que era necessário, ele não entrava em pânico, ele fielmente esperava no Senhor. Ele era realmente um homem de fé. Se você puder ler a história da sua vida, o testemunho daquele orfanato, você vai ser grandemente fortalecido e muito ajudado. Durante esta época também, por volta de 1829, Anthony Noris Growes, ele se sente chamado pelo Senhor, para ser missionário em Bagdá e na Índia. Em 1830 ele sai com sua família, para primeiro em Bagdá e mais tarde na Índia. Ele vai e o custo é muito alto. Porque durante esta época, ele saiu com sua família, esposa e filhos, e por causa da praga, a dureza daquela situação, ele perdeu sua esposa e a maior parte dos membros de sua família; ele pagou um grande preço. Existe uma biografia sobre Anthony Noris Growes. É porque existe um grande tesouro lá. Nós
podemos ser fortalecidos e encorajados, de forma que quando passarmos por situações como estas, nós podemos ver como realmente o Senhor foi de encontro a estas situações diferentes e realmente os levou. Não podemos dizer que o Senhor os levou de qualquer maneira, mas o Senhor fez com que eles passassem por aquilo triunfantemente. No seu recurso natural, eles tinham muita razão pra poder desistir. Ninguém é culpado por isso. Você vai então para aquele campo missionário na Índia, sua esposa morre, você volta pra
casa, todo mundo compreende isso. Está tudo bem. E alguns até fizeram isso mesmo. Mas Anthony Noris Growes, o Senhor o chamou para ir pra lá, ele continuou indo. Mais tarde, Edward Crone também foi pra Índia, e os irmãos enviaram muitos missionários, implesmente pra poder ir. E alguns vieram até pro Brasil, na parte final dos anos de 1850 a 1860, esses irmãos vieram ao Brasil, e pagaram um alto preço para poder compartilhar do Evangelho. *E pelo que entendo tem um livro que acho que foi escrito da história deles aqui, e no seu título “A História dos Irmãos no Brasil”. Quando vemos o movimento do Senhor no meio dos irmãos, nós também vemos um outro homem de Deus sendo levantado, em outra cidade na Inglaterra. Uma cidade chamada Barstbol, e o nome dele era Robert
Chapmann; o título da biografia de Robert Chapmann, é “O irmão de verdade”. Porque de verdade ele era um irmão, que mostrou o amor fraternal para com todos. Ele mudou-se pra cidade de Barstbol, e ministrou no meio daquelas pessoas ali. E realmente deu a sua vida de uma maneira maravilhosa. A sua casa era conhecida como lar de hospitalidade, sempre recebendo irmãos; e ele ministrava para eles. E quando sua casa se tornou muito pequena, ele comprou a casa ao lado, para que os irmãos quando passassem por ali, pudessem ter um lugar pra ficar, separados do mundo; pra que eles pudessem conhecer o amor de Deus. A
vida de Robert Chapmann, foi uma vida de amor. Ele mostrou o amor de tal maneira, que ele foi conhecido como o apóstolo do amor. Ele nunca se chamou assim, mas apenas pela sua vida, as pessoas o viram como sendo aquele apóstolo do amor. Porque ele realmente mostrava aquele amor fraternal, e o amor por todos. Há uma história que circulou, de como o irmão uma certa vez escreveu uma carta pra Robert Chapmann. Ele não sabia o endereço dele; ele simplesmente escreveu no envelope “Robert Chapmann, aos cuidados da universidade do amor, Inglaterra”. E a carta chegou lá. Ele era conhecido como um homem de amor. E também é dito através deste Movimento dos irmãos, no Novo Testamento há três coisas grandes, nós temos fé, amor e esperança. E nesses três homens, em Müller nós vemos a fé, em Darby nós vemos a esperança em todos os seus ensinamentos e, Chapmann vemos o amor. E cerca de 20 anos após o Movimento dos irmãos terem iniciado, houve uma grande divisão entre Darby e Newton, isso acabou por dividir os irmãos em dois grupos separados. Um grupo dos irmãos chamado Abertos, e outros chamados Exclusivistas. E a
maneira pela qual esses termos vieram à existir, não é um quadro muito glorioso, quando Darby e Newton tiveram uma briga, então Newton foi excomungado, excluído de Clivart. Havia outros irmãos daquela reunião lá em Clivart, e foram lá visitar Briston certa vez. E foram lá visitar aquela capela de Bethesda, e Darby ouviu aquilo. E ele escreveu uma carta para George Müller. E falou assim, como você pode aceitar esses irmãos, que ouviram os ensinamentos de Newton? A disciplina foi aplicada e houve aquela divisão lá em Clivart, e mesmo quando no passado eles pregavam a respeito da independência de cada localidade, não apenas lá em Clivart, Briston e Barstbol, mas em todos os outros locais, cada localidade era independente e separada. E ainda que fosse conhecido como Movimento dos irmãos, não havia nenhuma conexão oficial entre esses grupos. Eles eram apenas conectadas espiritualmente. Mas então neste momento, em 1848, acontece essa divisão. E quando essa questão apareceu em Clivart, outros locais, é dito para que eles tomem uma decisão, de com quem eles vão ter comunhão. E eles estavam perguntando aquelas pessoas em Briston, vocês tem de escolher... vocês vão escolher aqueles que seguem a Darby, ou aqueles que estão seguindo à Newton? A princípio Müller falou não! Isso aí não é problema nosso. Mas eles insistiram. Mas finalmente aqueles irmãos lá em Bethesda escreveram a carta. E dez irmãos daquele grupo assinaram a carta. E eles simplesmente explicaram ali no que criam. E aqueles que eles sabiam que praticavam heresia e não estivessem andando com o Senhor,
eles poderiam excluí-lo. Mas pra aqueles que não estavam, ou talvez estivessem associados de uma certa maneira, como essa outra Assembléia, aqueles vivendo em si mesmos, ainda eram fiéis ao Senhor, não existe qualquer base para quebra da comunhão. Essa decisão não deixou Darby muito satisfeito; e eles tiveram de se dividir. E aquilo começou a ser conhecido como a questão de Bethesda, a posição de Bethesda. Eu temo que após isso, é muito difícil, encontrar histórias que sejam precisas a respeito daquilo que aconteceu. Porque você tem historiadores do lado dos irmãos abertos, que estavam escrevendo a
perspectiva deles, e você tem irmãos do lado dos exclusivistas escrevendo a respeito da perspectiva deles. Você tem que ler os dois, e talvez ali no meio, esteja o que realmente aconteceu. E é dito que quando Darby confrontou Newton, que Newton se arrependeu. Outros dizem que não. Parece que sim. Mas aquilo não foi o suficiente. Pode ter muita coisa acontecendo. Mas irmãos e irmãs, é impressionante nós poder pensar que exatamente aquela mesma coisa pela qual os Movimentos dos Irmãos permaneceu e eles estavam livres a respeito, a unidade de todos os cristãos, na unidade do corpo e o período curto de tempo foi exatamente aquela coisa que seria a sua paz. Irmãos e irmãs, há muitas coisas que nós somos gratos a eles, porque os irmãos restauraram, como foi dito pra Igreja em Filadélfia, os recomenda porque eles guardaram a Palavra e não negaram o meu nome. Os princípios que eles restauraram em guardar a Palavra de Deus, trouxe muitas verdades à tona da Palavra. Os irmãos em primeiro lugar estavam vendo à chamada celestial para a Igreja; porque como Igreja não é apenas este momento que estamos vivendo, mas há um propósito nisto. Deus tinha um propósito quando Ele fez nascer a Igreja; para ter um povo preparado para a Sua volta; para ter uma noiva que está ataviada, essas verdades haviam se perdido. Quando os irmãos buscaram das escrituras, está dizendo que essa Igreja está aqui apenas para um tempo de preparação. Uma era de preparação, para preparar um povo, para Sua volta, então assim a sua noiva vai estar pronta. Então quando eles buscaram ler as escrituras, eles viram a unidade da Igreja, não havia barreiras, como é dito lá em Efésios, como no calvário, todas aquelas paredes de separação deveriam ser derrubadas. E que nós não deveríamos levantar de novo essas barreiras, mas deveríamos mantê-las no chão. E como era necessário que se restaurasse o sacerdócio de todos os cristãos. Cada vez de uma participação maior de todos os cristãos, nos momentos de adoração, oração, e nos momentos de buscar ao Senhor por direção; nos momentos de servir aos irmãos, não estava apenas restrito para aquele sistema de servos, mas naquele serviço então foi trazido para que todos os irmãos e irmãs participassem, porque todos funcionassem. Toda essa questão da segunda vinda de Cristo, segundo as escrituras, quando todos aqueles livros proféticos, eles
viam a realidade que o Senhor estava retornando, e, antes que todos pudessem ver que Ele estava voltando, mas eles restauraram aquilo de uma maneira grandiosa, eles pesquisaram o livro de Daniel, quando eles leram Apocalipse e o resto das escrituras, eles podiam ver como o Senhor estava retornando. E nisso também, eles também estavam restaurando as verdades relacionados com o seu reino, de como ele não estava apenas tendo um reino eterno, mas haveria um reino milenar, com aqueles que poderiam ser chamados para reinar com Ele, e há muitas das verdades restauradas ali, ajudou a esclarecer coisas que
aparentemente estavam confusas nas escrituras, como ali é dito “ nós somos salvos pela graça ” , e nós temos a nossa salvação eterna, e vemos como os cristãos guardam essa questão de galardão e punição, como o Senhor Jesus estava utilizando com seus discípulos aqueles termos das trevas exteriores. Haviam muita confusão sobre estas questões, mas através do ministério dos irmãos, houve uma clareza trazida sobre estas verdades, muitas dessas verdades foram aclaradas relacionadas a vinda do Senhor e a era do reino. Aqueles que o Senhor usou, foram alguns desses irmãos, como Macintosh, cujos escritos sobre
o Pentateuco, realmente abriu os nossos olhos para aqueles livros. Houve outro irmão chamado George Coren, ele escreveu um folheto evangelístico chamado: “Segurança, certeza e gozo”. E este foi um dos folhetos mais utilizado durante todas as eras; de maneira clara expondo a mensagem do Evangelho, e convocando as pessoas para virem para o Senhor. Também temos os escritos de Gouvé, Famber e Lang; e através desses há muitas das realidades do reino, a respeito da era vindoura e as verdades proféticas foram recuperadas. Também temos o irmão C.E. Colts, que realmente viu a casa de Deus e como somos chamados para ela, para funcionarmos na casa. Tem também outro irmão foi William Carey e houve muitos outros. Alguns tem dito que os irmãos alcançaram naquele período curto de tempo, dos que se conseguem abrir a Palavra de Deus, e trazer essas pessoas mais na direção do propósito de Deus, teve maior impacto sobre o Cristianismo hoje, o maior impacto sobre nossas vidas hoje, do que até mesmo a Reforma. Quando nós vemos o fim dos tempos chegando, nós vemos mais e mais verdades sendo destrancadas, mais e mais
verdades vindo. Quando chegamos ao fim dessa sessão, existe um outro Movimento que está começando e foi chamado Casey. Na realidade estas reuniões em Casey que ainda estão acontecendo, mas começou por volta de 1870, e o foco dessas reuniões em Casey, estavam focalizando a santidade em prática; a vida cristã vitoriosa, e uma vida profunda em Cristo. A obra do trabalho em Casey, a chamada para os cristãos, foi a obra da cruz, permitir que a vida do Senhor pudesse nos levar a um caminhar mais profundo com Ele. Um daqueles irmãos que foi usado no princípio de Casey foi Evan Hopkins, e ele foi influenciado
grandemente por Reneé Smith, e também o seu marido Ryarsol Smith. O que eles estavam trazendo, foi uma posição mais clara a respeito da santificação nas nossas vidas. Falamos antes, como Wesley restaurou a questão da santificação pela fé, isso na realidade é a verdade mais objetiva. Mas através dos ensinamentos de Evan Hopkins e muitos outros, a natureza experimental da santificação em nossas vidas foi trazida, não apenas a verdade objetiva, mas também a verdade subjetiva daquilo que aconteceu no calvário,e o que eles pregavam é que nós não somos apenas santificados pela fé, mas pra que possamos
entrar na plenitude dessa santificação; há necessidade de consagração, de nos darmos ao Senhor. Naquele Espírito de Romanos 12:1 “em diariamente nos darmos ao Senhor em sacrifício vivo; para que sua vida possa operar em nós, para que o poder de habitação do Espírito Santo de transformar as nossas vidas e que a obra da cruz, possa operar aquela realidade em nossas vidas e dividir espírito e alma. Que a obra do calvário, não foi apenas para nossa salvação e justificação, mas a obra do calvário e a obra da cruz em nossa vida diária, é para nossa santificação, trouxe uma grande medida disso aí. E dois foi que o Senhor utilizou para fazer isso daí, foi Andrew Murray, do ministério do poder de habitação do Espírito Santo interior, e também a irmã Jessie Penn-Lewis. Essa irmã foi grandemente influenciada pela madame Guyon, e quando ela considerava isto, a obra da cruz, podemos dizer que Jessie, onde por um lado a madame Guyon faz a maior parte dos escritos por suas experiências, a irmã Jessie Penn-Lewis, tomou então as experiências da madame Guyon como suprimento para sua própria vida, então com fundamento sólido da Palavra de Deus, incorporou essas coisas nos seus escritos. E alguns dos livros que a irmã Jessie Penn-
Lewis escreveu, onde começou com a madame Guyon, e baseado na Palavra de Deus e nas suas experiências, escreveu seus próprios livros; um deles é sobre o livro de Jó. Nos seus escritos, e através desses escritos, ela recupera a realidade da centralidade da cruz nas nossas vidas, como que a medida que seguimos ao Senhor, nós somos chamados à diariamente tomarmos a nossa cruz, negarmos a nós mesmos, e nesse processo a sua vida é formada em nós. Irmãos e irmãs, podemos ver que durante essa época, como
tantas coisas foram sendo recuperadas, foram recuperadas por aqueles que tinham ouvidos para ouvir. Não vemos as pessoas como pessoas de grande poder, não aqueles que tinham grande poder no seu eu natural, mas eles tinham pouco poder, mas eles guardavam a palavra de Deus, e não negaram o seu nome. E por causa disto, Eu os amei e vou guardá-los...
“Senhor, trazemos de volta para Ti, nos voltamos à Ti e pedimos a Teu Santo Espírito, que o Senhor possa tomar realmente aquilo que foi compartilhado, ó Senhor, uma longa faixa de verdade e de período de tempo, e que possas assim prender essa Palavra no nossos corações, e que nós também possamos ser chamados para retornar à Ti, na simplicidade e pureza da Tua vida. Ó Senhor como realmente desejamos ser aqueles, que são obedientes a sua Palavra e simplesmente chamados pelo Teu nome. No Teu nome oramos. Amém”.
“Senhor queremos chegar aos teus pés hoje e acalmar nossos corações diante de Ti, nos lembramos do Teu grande amor, da Tua amabilidade Senhor, que não irá permitir que partamos, e Senhor nesta tarde, nos achegamos e colocamos a nossa confiança em Ti. Senhor te louvamos porque Tu nunca nos falhou, e quando chegamos ao fim dessas sessões, nós olhamos para Ti, para que o Senhor possa resumir tudo isso que foi falado, que o Senhor possa ser glorificado, que possa nos produzir e nos levar para a plenitude do Teu coração. Confessamos agora a necessidade da unção do Teu Santo Espírito, e aquilo que for compartilhado e for ouvido possa ser realmente Palavras da verdade, vindas realmente do Teu trono de graça. Nós realmente nos vimos aqui e submetemo-nos a Ti. No nome de Jesus. Amém”.
*Antes de começarmos nesta tarde, gostaria de esclarecer alguma coisa referente a transparência que utilizei hoje demanhã. Aquela transparência que fala do Movimento dos Irmãos. Incluído ali naquela transparência, haviam três nomes, Gouvé, Pamber e Lang. Foi um erro de minha parte colocá-los ali, nós sabemos por certo que Lang era um irmão, mas Gouvé e Famber não temos certeza absoluta a quem eles pertenciam. Alguns já pesquisaram sobre isto, e pareciam assim que eles eram irmãos mais independentes. E podemos observar de seus ensinamentos, aquilo que eles recuperaram concernentes ao reino, e algumas
das profecias foi na realidade diferente daquilo que os Irmãos criam. Eu precisava esclarecer isto.
(Apocalipse 3:14-22)
v.17: “... porquanto dizes: rico sou e estou enriquecido, de nada tenho falta, e não sabes que és um coitado, miserável, pobre, cego e nu.” Quando chegamos nesta carta à Igreja em Laodicéia, falando de maneira histórica, representa a Igreja na nossa época hoje, no século XX. Da mesma maneira como vimos as outras igrejas representarem outras igrejas em outras épocas do tempo. E compartilhamos quando vimos a Igreja em Filadélfia presentando a Igreja no século XIX. E o que significa a palavra Laodicéia? Laodicéia significa a opinião do homem. Ao invés de opinião de Deus a opinião do homem prevalece. Então na opinião do homem, nós somos muito ricos; estamos indo muito bem, não precisamos de nada, e se observamos o Cristianismo hoje, à esta atmosfera está tudo bem; está tudo perfeito, estamos prosseguindo, tudo glorioso. Nós temos muito, e estácomeçando a centralizar naquilo que nós temos, não temos necessidades de mais nada. Nós recebemos
muito, mas agora o que nós conseguimos? E o que o Senhor diz? “vós não quão cegos e coitados sois, vós não realizais quão necessitados sois”. A medida que essa Igreja prosseguiu, quando observamos essa Igreja em Laodicéia, vem após aquela época de Filadélfia, que houve o clímax quando o amor prevaleceu, mas eles caíram de lá. Mas ainda acham que estão lá, eles não sabem, não perceberam ainda quão profundo caímos. E o Senhor diz à esta Igreja para voltar à Ele, e comprar aquelas coisas que vai fazer nos voltar ao seu coração, há um custo a ser pago. E quando observamos o Cristianismo hoje, freqüentemente quando as pessoas são chamadas a pagar um preço, e aquele custo é simplesmente negar a nós mesmos, vemos que morremos em Cristo, e permitir que a obra da cruz trabalhe em nosso interior, essa mensagem não é lá muito popular. Quando essa mensagem então faz, “aquele que quiser vir à Mim”, todas as suas necessidades serão cumpridas, milhares então virão para o Senhor. Foi assim na época dEle também, milhares viriam até ele, quando eles estavam sendo alimentados e as necessidades supridas. Mas a medida que Ele começou a compartilhar o seu coração e alguns ensinamentos para segui-lo, aqueles que O seguissem iriam passar pelo caminho da cruz, muitos deixaram, na realidade Ele se voltou pra seus discípulos e Ele perguntou se não querem ir também. Eles olharam pro Senhor e, graças ao Senhor eles falaram: “Senhor, pra onde iremos nós, somente Tu tens as palavras de vida eterna”. Irmãos e irmãs, uma vez que nós verdadeiramente enxergamos e vemos o Senhor, nós vemos o seu coração, e não existe qualquer outro lugar para onde devemos ir; porque somente Ele tem as palavras de vida eterna; e somente Ele possui o caminho para o qual devemos andar. Que possamos enxergar isto, neste dia e nesta época. E de uma certa maneira ouvimos falar que a Igreja está de certa maneira em
ruínas hoje. O que o Cristianismo desviou do coração e da intenção e propósito de Deus iniciais, parece que isso é um paradoxo, que parece uma coisa muito grandiosa, mas irmãos e irmãs, o que é que o Senhor está buscando? Está buscando aqueles, que vão satisfazer completamente o coração do Pai, e esta vida do Seu Filho, o Senhor está buscando aqueles que irão segui-lo. E a medida que esses que irão segui-lo aparecem, nós vemos mais e mais dessas tropas sendo redescobertas, vimos que muitos foram redescobertos desde o
século XVI, tudo aquilo sendo descoberto e redescoberto assim num efeito acumulativo. Então entramos nas benéfices disto aí, mas o Senhor ainda está chamando para nos voltarmos à Ele. Alguém perguntou ao irmão Kong Ritchmann recentemente, quanto mais é necessário ser recuperado? Á medida que aproximamos ao fim desta era, quanto mais ainda precisa ser recuperado? Ele é um ancião muito sábio, irmão sábio, e disse assim: “Só o Senhor sabe”. Mas o nosso chamamento é que sejamos fiéis, nós podemos ver das escrituras e profecias, que o fim desta era está se aproximando, quanto mais tempo nós temos, e outras coisas ainda precisam ser recuperadas, só o Senhor sabe. Vivemos com a eternidade à
nossa vista, mas também andamos dia após dia na fidelidade do Seu chamamento. E dessa maneira de caminhar fiéis para com Ele, a medida que permitimos que a cruz trabalhe e opere em nossa vida, estamos comprando então colírio para poder limpar os nossos olhos. Estamos então comprando o ouro de Sua vida dentro de nós, estamos permitindo que as nossas vestes se tornem brancas; para que possamos então contemplar a plenitude do Senhor. Então quando chegamos ao século XX, vemos que várias coisas aconteceram, vários moveres do Senhor. Na Inglaterra na virada do século, houve um irmão chamado Evan Roberts, ele era um mineiro das minas de carvão com 26 anos de idade. E o Senhor o salvou de maneira maravilhosa, e o Senhor colocou no seu coração, um desejo por avivamento; e ele se humilhou. E ele orou de maneira sincera. Haviam outros que
se reuniam ali com ele, e eles estavam se humilhando diante do Senhor, sinceramente orando e desejando que o Senhor trouxesse um reavivamento para área onde eles moravam. A oração deles por esse reavivamento, quando ele viu o orgulho na Igreja, achando que eles eram ricos, mas eles eram pobres, a sua oração foi: “Senhor dobre a Igreja para que salve o mundo”; que o Senhor faça a Igreja dobrar para que ela realmente salve o mundo, abater este orgulho. Que nós possamos ser um povo humilde, para sinceramente buscarmos a Tua face, e este encargo começou então a ser compartilhado com vários outros irmãos. Mais
e mais se uniram à ele em oração, para que o Senhor movesse. Eles simplesmente trouxeram aquela situação diante do Senhor. Na realidade eles não tinham a menor idéia sobre o que eles estavam orando. Eles estavam simplesmente orando para que o Senhor movesse. E o resultado da sinceridade dessas orações, o reavivamento aconteceu, na área deles e se espalhou pelas vilas britânicas, é conhecido então como o reavivamento do país de Gales. Começou em 1904 e espalhou sobre toda a Inglaterra, em algumas
áreas cidades inteiras eram salvas, os bares estavam sendo fechados, os policiais começaram a ficar sem trabalho; foi um grande mover do Espírito. O que podemos aprender disto? Quando refletimos e olhamos para aquilo a respeito que Evan Roberts estava orando, nós podemos observar que o mover de Deus real, é trazido por aqueles que se humilham. Que dobram seus joelhos em oração e permanece ali em oração sincera. E Evan Roberts e aqueles outros irmãos e irmãs, naquele espírito de oração, eles se humilharam e permaneceram ao lado deles, para que ele pudesse mover de maneira grandiosa. Eles não estavam orando por si mesmos, mas estavam orando pelos interesses de Deus; e o resultado da sinceridade dessas orações, o Senhor moveu de maneira grandiosa. Mas houve outra coisa que o Senhor revelou a Evan Roberts durante este período, à medida que eles oravam, o Senhor fez conhecido à ele a plenitude daquilo que está escrito em Efésios 6, é que tratava a respeito de batalha espiritual, e a medida que ele orava por esse reavivamento, ele descobriu que não estava lutando contra carne e sangue, ele estava lutando contra
principados e potestades. Mas houve um consciência que surgiu ali então, concernentes quanto a obra e a maneira maligna de como os espíritos trabalhavam, os principados e potestades. E esta área não havia sido tocada por muitos séculos, muitos falavam a respeito disso, mas não haviam um conhecimento profundo e pleno. E através das orações de Evan Roberts, o Senhor tocou o seu coração e revelou essa questão de batalha espiritual. Alguém que trabalhou muito próximo à ele nisso daí, foi a irmã Jessie Penn-Lewis. Evan Roberts e Jessie Penn-Lewis combinaram entre eles, que quando oramos pelo Seu interesse, a Sua vontade é feita aqui na terra, da mesma maneira que ela é feita no céu. Toda essa questão que fala a respeito de batalha espiritual então se abriu. E vemos então como isso é aplicado através de toda essa era. Então houve muitos testemunhos durante a primeira e segunda guerra mundial, e mesmo concernentes as diversas batalhas que acontece com Israel hoje, como irmãos e irmãs, eles permaneceram firmes ao lado do Senhor e, intercederam pelos interesses do Senhor, e nas regiões celestiais toda aquela questão então foi firmada.
Então quando aqueles principados e potestades foram trazidos a situação, em algumas situações específicas, o reflexo disto foi trazido sobre a terra. Um dos testemunhos disto foi escrito em um livro, a biografia de Reese Rale, o nome é o Intercessor, de como muitos ficaram firmes na segunda guerra mundial e, quando muitas vezes parecia que a Inglaterra seria derrotada, eles permaneceram ao lado do Senhor e, foram grandemente libertados, muitos testemunhos. Toda essa área de batalha espiritual, de existir um nível espiritual, foi então aberto ao povo de Deus. Eu sei que no Brasil vocês são bem conscientes da existência desse nível; mas na realidade nos Estados Unidos hoje, quando falamos a respeito desse nível espiritual, existe aí o espiritismo e algumas outras coisas, muito freqüentemente pessoas riem da gente, eles falam que você é fanático, e isto apresenta a racionalidade da
mente norte-americana. O Senhor ainda vai ter que acordar muitos irmãos e irmãs, concernentes a essa questão da batalha espiritual. Mas graças ao Senhor, através de reavivamento de Gales, aquele trabalhar de um mineiro, isso aconteceu e foi restaurado para que nós pudéssemos entrar nas benéfices no nosso tempo e hora. Mais ou menos naquela mesma hora, em 1906 nos Estados Unidos, houve um mover que aconteceu em Los ngeles. Há uma rua lá que é chamada por causa disto a Rua de Azuza, e nessa rua de Los Angeles, houve realmente um derramar do Espírito Santo, e muitos começaram então a falar em línguas, houve uma reunião lá que durou um ano inteiro; de maneira contínua estando diante do Senhor. E o Espírito Santo estava vindo sobre eles de manifestações mais diversas; e isso geralmente é conhecido, como sendo o início do Movimento Carismático, o início do Movimento Pentecostal na nossa era. Irmão e irmãs, nós podemos dizer muito a respeito do Movimento Pentecostal, tantas coisas maravilhosas que vieram através
dele. Nós sabemos que aconteceram excessos e abusos, mas não pode jogar tudo fora por alguns excessos e abusos. Temos que permitir que essa obra do Espírito Santo, que essa obra e o trabalhar do Espírito Santo possa ser mantido juntamente com outras verdades, e quando vemos tudo isso juntos, podemos ver uma vida equilibrada surgindo daí. Teve dois irmãos que realmente preparam o caminho para que aquilo acontecesse em Los Angeles; eles estavam ministrando na virada do século, e preparam o terreno pra muito disso que
aconteceu. Um desses irmãos foi A. B. Simpson e outro irmão chamado E. G. Gordon. O irmão Simpson, uma das coisas que o Senhor revelou à ele, de como o Senhor realmente é Senhor de nossos corpos; de como o Senhor pode mover e tocar nossos corpos mortais; e como o Senhor pode de maneira divina nos curar. E também sabemos, que essa cura divina tem sido abusada por muitos, e podemos observar também como isso pode ficar fora, que se alguma maneira nós tivermos fé, nós melhorarmos, se alcançarmos um determinado nível, aí então Deus pode nos curar. Não foi isso que Simpson estava falando, ele estava dizendo pra permitir que o Senhor naqueles momentos, da mesma maneira quando o Senhor estava na terra, haviam aqueles que Ele tocou e curou, houve aqueles que Ele não curou; não fazia com que um fosse mais espiritual que o outro, tudo era pra poder mostrar a Sua glória. A glória não estava no ato de curar, a glória estava naquele que curava. E a mesma coisa no
Movimento Carismático, a glória não está nos dons, a glória está naquele que dá os dons, na medida que Ele nos faz entrar de uma maneira maior na sua realidade. Quando nós vemos esses dois movimentos acontecendo, como já observamos ao longo dessa História, quando o Senhor faz, quando o Senhor se move, freqüentemente o inimigo vai trazer uma imitação, para poder desviar o povo de Deus. E isso ainda continua nos nossos dias, aquilo que pode acontecer no meio daquelas experiências, é que o irmão pode ter uma determinada experiência de uma certa maneira, e de repente aquela experiência que o irmão teve pode ser realmente do Senhor. E de repente essas experiências, se torne então um modelo, um padrão, e todo mundoentão tem que ter exatamente a mesma experiência, realmente se encher do Espírito e ser espirituais. Então para ser espiritual e para ter as bênçãos do Espírito, você tem que ter exatamente a mesma experiência. É por isso que temos que nos voltar e lermos o livro de Atos novamente. Nós vemos a diversidade de maneiras que o Senhor moveu na Igreja, e a pureza da maneira como Ele moveu. As experiências nunca se
tornaram padrão, mas todas aquelas experiências do Espírito que estão mostradas no livro de Atos, simplesmente mostraram mais da glória do Senhor na sua Igreja. Que esse possa ser o nosso coração hoje, que não sejamos desviados por experiência, pra que possamos vê-Lo de uma maneira mais plena. Quando tocamos nessa área de experiência, nós temos que estar muito atentos contra as irritações do inimigo; e não permitir que a nossa experiência se torne modelo ou padrão. E ao mesmo tempo, porque nós observamos talvez alguns abusos dentro de alguns movimentos, não temos que lançar tudo aquilo fora. Sabemos que há
alguns, que rejeitaram todo o Movimento Carismático, dizendo então que aquele movimento do Espírito não era de Deus; que essa questão do Espírito não era apenas pra nossa época mas era pra época da Igreja primitiva, e eles estão perdendo muito.
Existe o equilíbrio da sua vida, existe a plenitude da sua vida, e a maneira de permanecermos em equilíbrio, é de não pensarmos que somos ricos. Podemos ter uma experiência, podemos até achar que aquelas experiências não são espirituais, aquela espiritualidade pode nos tornar orgulhosos, então podemos começar a achar que não precisamos de mais nada; e vamos acabar descobrindo que não temos nada, e
simplesmente que somos pobre s de Espírito. Que possamos seguir o Cordeiro, que possamos ver o valor da comunhão um com os outros. Nós é dito que naquela Igreja primitiva que diariamente era tinham comunhão uns com os outros. E naquele Espírito de comunhão, havia ali um equilíbrio vigente, quando alguém visse alguma coisa, ele compartilhava isso com os outros, ele traria um equilíbrio naquilo que uma pessoa viu e na
experiência com que outras pessoas viram também. Então o Senhor podia trabalhar e mover através disto. Então temos esses dois movimentos significativos na virada do século, o Reavivamento do país de Gales e o início do Movimento Carismático na Rua Azuza. Na realidade não é uma afirmação não muito correta falar início do Movimento Carismático, que se você olhar pra toda a história da Igreja, até a época dos Montanistas, vemos ali a manifestação do Espírito, em cada século vemos isto. Quando dizemos que é o princípio do Movimento Carismático, é simplesmente como se estivéssemos definindo nessa ordem, nessa época. Mas o Senhor já havia começado a trabalhar naqueles através de cada século. E também na primeira parte deste século, o Senhor começou então a trabalhar em diversos outros países, para poder levantar vasos diferentes que Ele poderia usar, para restaurar de forma mais plena as Suas verdades. Um desses irmãos, foi nosso irmão Watchman Nee, na China. Quando compartilho a respeito de nosso irmão, muito daquilo que vou compartilhar, vem de alguém que foi co-obreiro e esteve com ele, que esteve lá e viu o que estava acontecendo, e testificando da fidelidade do Senhor. E como comentamos anteriormente, o
Cristianismo chegou até a China através dos Estorianos, mas no final eles acabaram sendo dispersados. Então durante a dinastia de Mim, a Igreja Católica mandou os seus missionários lá através dos Jesuítas. Então nos anos de 1800, quando vemos aquela lista de missionários nesta manhã, um dos primeiros que foi para China, foi um irmão chamado Morrison, ele foi por volta dos anos de 1800. Mais tarde ele foi seguido por um outro homem famoso, chamado Hudson Taylor que foi pra lá pregar o Evangelho na China, e foi o fundador da missão do interior da China. Aqueles homens eram muito influentes, ao trazer o Evangelho na China. Em 1920, no início do século XX, no interior da China, houve um reavivamento que aconteceu no meio dos estudantes na cidade de Pushowa. Qual era a experiência desse reavivamento? De novo aqui, a experiência que estava por trás daquele reavivamento, foram duas irmãs de oração. Aquelas irmãs eram do ocidente, o nome de uma delas era Margaret Barbra, de quem nós recebemos muitos hinos maravilhosos hoje. O irmão Watchman Nee sempre fazia menção à ela. Ela foi uma das que sofreu grandemente, e foi acusada falsamente de muitas coisas, mas ela seguiu o Cordeiro aonde quer que Ele fosse. Durante uma dessas falsas acusações, no seu primeiro período ali na China, ela
foi caluniada de uma imoralidade sexual, e ela saiu da China. E quando ela estava na Inglaterra, ela foi até a convenção de Casey, e ali ela estava tendo comunhão com Bishap Moll. E ele fez a ela uma pergunta, “aonde o Senhor falou pra você ir”? E ela falou, “China”, e ele disse “é pra lá que você tem de ir”. Então por si só, sem aquele amparo e suporte de uma grande organização missionária, pela fé aquela irmã retornou; e começou a orar para que o Senhor movesse. Ela teve uma boa idéia, e falou, se o Senhor puder
mover aqui na China, ela orou para que o Senhor pudesse levantar os melhores e os mais inteligentes estudantes, e aquela irmã começou a labutar em oração, em muita oração para que o Senhor movesse; para salvar esses melhores estudantes. Então naquela Universidade de Trinity, naquela cidade de Pushowa veio o reavivamento; e realmente o Senhor salvou os melhores alunos, mas também salvou os piores alunos, o Senhor ganhou todo mundo. As vezes podemos orar assim meio errado, mas se estivermos de acordo segundo o coração de Deus, Ele vai mover, muito além da nossa sabedoria. E Ele salvou os melhores e os
piores alunos, e aqueles alunos eram muito zelosos, eles saiam pelas ruas em grandes bandas evangélicas, e usavam aquelas jaquetas com escritas evangélicas e, escreveriam o Evangelho sobre todas as suas vestes; e andariam pra cima e pra baixo nas ruas; e com grande zelo pregando o Evangelho. E quando eles tinham aquelas reuniões de evangelismo, tantas pessoas viriam, eles tinham que falar pra eles trazer sua própria cadeira. Aqueles alunos não tinham cadeira suficientes, eles tinham que levar suas próprias cadeiras.
Durante esta época de reavivamento, um daqueles jovens estudantes, foi uma pessoa chamada Watchman Nee. Ele foi salvo em 1920, quando ele tinha 17 anos de idade, e ele era muito zeloso e devoto, ele amava a Palavra de Deus, ele devorou a Palavra de Deus; e a medida que aquele povo queimava no seu coração, a sua influência se espalhou para outros jovens. E quando eles buscavam a Palavra, eles começaram a observar coisas, que aquilo que eles viam no Cristianismo, não estava na Palavra; e aquilo que estava na Palavra, eram autoridade da Palavra de Deus no entanto; eles determinaram em seus corações, de
obedecer tudo aquilo que estava na Palavra de Deus, e ignorar aquelas outras coisas que não estavam na Bíblia. E neste Espírito, quatro irmãos e irmãs começaram a partir o pão juntos em lembrança ao Senhor. Naquela época, quando eles seguiam ao Senhor, a ênfase maior deles era o Evangelho; onde quer que eles fossem eles pregavam o Evangelho, quando saiam de férias, fora das aulas, quando estavam naquela região rural, eles pregavam o Evangelho. Mas gradualmente no coração do nosso irmão Watchman Nee, a medida
que ele gastava mais e mais tempo na Palavra, o Senhor começou a mostrar pra ele, que o desejo do Senhor não era somente salvar pessoas, mas que ele havia salvado aquelas pessoas e trazido para Igreja. Ele começou então a ter um vislumbre da Igreja, de que o povo de Deus não deveria ser dividido, mas quando eles nasciam de novo, eles nasciam no corpo de Cristo; e aquilo deveria ser expressado em cada localidade, quando os cristãos se reuniam na simplicidade da sua vida. Ele começou a ver apenas aquele brilho disso, e começou a compartilhar isso com vários outros, e particularmente aqueles que eram mais
velhos que ele; eles não aceitaram isto, então Watchman Nee se retraiu e ficou quieto. Em 1926 ele foi à Pracham-Ray, e ele encontrou alguns irmãos e irmãs que tinham a mesma visão; também ali havia algumas irmãs que estavam se reunindo em oração, e aquelas irmãs do irmão Watchman Nee e muitos outros se reuniram. Eles se reuniam na casa dessas irmãs, afastariam os móveis e tirariam as cadeiras do caminho, e na sua reunião eles tinham um desejo, de retornar para a simplicidade da Igreja. Eles não queriam ser uma organização, eles viram a Igreja no livro de Atos, e era isso que eles desejavam. Então, primeiramente quando o irmão Watchman Nee pregava, e foco da sua pregação estava sobre a salvação e a obra da cruz na sua vida, ele falava pouco sobre a Igreja. A medida que ele considerava esse
assunto cada vez mais, em 1928, ele tocou algo do propósito eterno de Deus; e começou a compartilhar sobre isso. Então nosso irmão T. Austin-Sparks, era um irmão da Inglaterra, ele foi de grande influência ajudar nosso irmão W. Nee a enxergar isso. Então W. Nee começou a considerar toda essa questão do propósito eterno de Deus; ele viu a glória do evangelho e da salvação, e ele vê a Igreja, e como é que isso se encaixa no propósito eterno de Deus? Qual é o coração do Senhor e o que Ele está buscando? E na medida que ele considerava isso cada vez mais, e por volta de 1934, o nosso irmão chegou a um entendimento mais clara do propósito eterno de Deus; para que o Seu Filho pudesse ser tudo em todos. Que Cristo é tudo em todos. Quando nos voltamos pra Gênesis, quando começamos no princípio, o nosso irmão viu, porque o homem foi criado sobre esta terra? O homem foi criado, para que o Seu Filho pudesse ter umanoiva, ter alguém que correspondesse ao seu coração, alguém que fosse osso dos seus ossos, que fosse da
sua natureza, e Ele colocou o homem sobre a terra, para que pudesse ser formado naquela noiva, para queessa noiva pudesse estar então ataviada para Seu Filho. E como podemos ver no fim de Apocalipse, vemos um casamento glorioso, do Filho e a noiva. Vemos a origem em Gênesis, e vemos ser consumado em Apocalipse. Mas por causa da queda em Gênesis, houve um grande parênteses, de forma que o homem está se recuperando. Cristo amou tanto a Igreja, Ele tanto amou aquela noiva, que Ele deu a si mesmo por ela; para que Ele pudesse apresentá-la, sem mácula e sem ruga. Não havia outra maneira de ela ser resgatada, a não ser através do sangue do Cordeiro, para alcançar o propósito eterno de Deus, Cristo veio
sobre a terra, e preparou aquela noiva. Chamou um povo para si mesmo, e começou a operar a sua vida no interior dele, que na sua volta, aquela noiva pudesse estar pronta, alguém que correspondesse ao seu coração. E o Senhor estava revelando isso ao irmão W. Nee, e a medida que ele compartilhava o seu testemunho, em todos aqueles planos de Deus, em todos aqueles planos o centro era Cristo. E este testemunho estava propagando por toda a costa da China; a medida que o Evangelho era pregado. Mas era o Evangelho com um propósito, não apenas de que nós somos salvos, mas que nós entramos no corpo de
Cristo, para sermos aquela noiva de Cristo. Então era o Evangelho com um propósito, para que o coração de Deus pudesse ser satisfeito; para que Seu Filho pudesse ser tudo em todos. Então havia essa mensagem plena que estava saindo, e muitos testemunhos estavam sendo estabelecidos na área da costa da China.Não havia qualquer tipo de organização, havia aquele Espírito verdadeiro de amor fraternal. Então chegou a guerra contra o Japão, e aqui mais uma vez vemos a perseguição sendo utilizada para espalhar o Evangelho. Quando aquela guerra contra o Japão veio sobre aquela região da costeira, muitos então emigraram para parte do interior da China; e aquele testemunho então foi espalhado para o interior da China. Ao mesmo tempo o Senhor estava levantando muitos obreiros, fielmente labutando no meio do povo de Deus; buscando ao Senhor para tudo que eles precisavam; eles nunca mencionaram qualquer de suas necessidades, apenas buscavam ao Senhor. E houve o testemunho de um irmão, que nunca compartilhou qualquer de suas necessidades, e que sempre, e constantemente olhava ao Senhor, e numa região bastante remota, acabou
morrendo de fome, ele não ia sair, mas simplesmente buscava ao Senhor. Alguém pode olhar pra esse como sendo uma derrota, alguém pode olhar pra ele como sendo uma promoção, ele foi promovido para presença de Deus; ele foi fiel aonde o Senhor mostrou para ele ser fiel. Durante aquelas épocas difíceis, muitos apenas viviam de água por vários dias, até que aparecessem outras provisões. E durante 20 anos, houve um espírito verdadeiro, de realmente amar uns aos outros, a medida que esse testemunho se espalhava pela China. Durante a guerra com o Japão, a comunhão uns com os outros então foi quebrada. Porque haviam regiões ocupadas, e haviam regiões que estavam livres ainda, então aquela comunhão que antes eles haviam experimentado, foi quebrada. Mas após o término da guerra, e os irmãos tiveram então a oportunidade de estar novamente juntos, houve aquele testemunho de que todos tinham as coisas em comum. Ninguém dizia que aquilo pertencia a si mesmo. Mas exatamente como no livro de Atos, havia aquele
compartilhar de um com o outro; aquele compartilhar em comum de tudo que o Senhor havia dado a eles. Mas também uma outra coisa começou acontecer nesta época, organizações começaram a se estabelecer, na superfície talvez eles não reconhecessem isso, mas começou então a aparecer ser uma organização; tanto entre as Igrejas, como também entre os co-obreiros. E um irmão testificou, esse foi o início da sua queda, aquilo que o Senhor já havia levantado de maneira tão espontânea, o homem destruiu, por causa daqueles problemas políticos que começaram acontecer. Muitas mudanças começaram a ocorrer na China, mas o testemunho daqueles que estavam lá, que o Senhor utilizou aquele rebuliço político, para refiná-lo, porque Deus viu, porque o Senhor havia dado à eles muito luz e muitas bênçãos, e inconscientemente eles havia se tornado orgulhosos, eles começaram a desprezar aqueles que estavam nas igrejas denominacionais, e por causa desse espírito de orgulho que veio sobre eles, eles caíram. Houve muito sofrimento durante esta época de mudança política, ele foram muito tratados pelo Senhor. Mas o testemunho deles hoje é, que eles dão graças à Deus, que o Senhor não permitiu que eles pudessem estar firmes no orgulho deles. Mas por causa do amor por eles, e por causa do amor do Senhor pelo Seu testemunho, ele trouxe aquele refinamento, para purgar a ele daquele orgulho. Irmão e irmãs, quão sutilmente esse espírito de orgulho pode penetrar em todos nós. Quando vemos algumas coisa, de repente começamos achar que somos melhores que os nossos irmãos e irmãs. E essa é uma das lições que devemos aprender, e esses testemunhos vem daqueles que passaram por isso; vem daqueles que realmente tiveram esse orgulho, a quem também o Senhor refinou. E algumas das coisas que aqueles cristãos lá da China desejavam, é que os
filhos de Deus da China não fossem divididos; que pudessem ser unidos, não divididos em denominações. Então na realidade o Senhor utilizou a mudança política para poder alcançar isso. Na China hoje, até mesmo hoje, você é um cristão, quando você se reúne de maneira simples em diferentes lares, as denominações foram expulsas, existe uma igreja oficial do estado chamado o Movimento dos três Eu; é o braço político do estado. Fora deste braço político, há milhares de cristãos, que se reúnem em reuniões simples ao redor de todo país, às vezes se reúnem em dois ou três juntos, o que eles não podem é atrair muita atenção, não há grandes divisões, simplesmente reunidos como cristãos. Nós sabemos que através da vida do irmão Watchman Nee, durante essa mudança política, nosso irmão foi preso; e foi colocado num campo de concentração. É interessante observar que durante uma daquelas sessões de treinamento, exatamente antes de vir aquela mudança política, e que o nosso irmão sentiu que ele estava na posição exatamente de tomar toda a China para Cristo. Em poucas semanas, toda a nação mudou, e aquele local de reunião onde eles se encontravam, foi tornado em um centro para o Comunismo; e o nosso irmão então foi levado para o campo de concentração, onde ele passou lá muitos anos, ele estava muito fraco, ele foi libertado finalmente, mas exatamente quando ele foi libertado, ele morreu em 1972. Irmãos e irmãs, quando olhamos para aquelas lições da Igreja na China, nós podemos ver, como o Senhor moveu de maneira gloriosa, e mesmo como neste movimento, todos nós vimos em nós mesmos se quisermos admitir, de querer dizer e achar que nós vimos alguma coisa; e os outros cristãos não viram. A base para a nossa comunhão uns para com os outros, é a vida do nosso Senhor; e não a luz que nós vemos. Tão cedo quando a nossa base e comunhão se mude de vida para a luz, a divisão vem, então nós nos separamos. Que nós possamos manter tudo na base da vida, e no Espírito dessa vida. E ao mesmo tempo que essas coisas estavam acontecendo na China, o Senhor começou então a se mover na Índia, de uma maneira muito semelhante, usando um irmão chamado Backsin, e o Senhor abriu os olhos de Backsin para mostrar o propósito eterno, e através de toda a Índia, o Evangelho estava se espalhando, e o testemunho do Senhor, foi fortalecido em muitas localidades, e aqui novamente estavam se reunindo em grande simplicidade, simplesmente se reuniram como eles viram a Igreja de Atos se reunir. E vemos que é um testemunho glorioso. Mas uma das lições que podemos
aprender daquele movimento na Índia, enquanto estava acontecendo naquela grande obra do Senhor, uma das suas fraquezas, que acabou causando a queda deles, é que eles mantiveram o controle central. Toda aquela obra na Índia, os obreiros, as finanças, e a propriedade, era controlada no local central. Começou de uma maneira bastante prática, não parecia que iria causar qualquer dano, mas a medida que o tempo prosseguiu, então você sabe que existe um ditado, nos Estados Unidos, nós temos alguma coisa chamado regra de ouro: “Faça aos outros o que queres que te faças”. E alguns viraram isso daí e disseram que a regra de ouro, mudou para “Aquele que tem o ouro governo”. Aquele que tinha o controle do dinheiro, aquele que tinha o controle da propriedade, na realidade acabou dominando e tendo o controle de todas as coisas. E na realidade isso acabou trazendo muitos problemas. Quando olhamos pra Igreja no livro de Atos, nós vemos igrejas independentes em cada localidade, quando o Senhor ergueu aquela Igreja em Antioquia, eles não tinham que ir para Jerusalém para pedir permissão, eles eram independentes, e foi dessa maneira que aconteceu através de todo o livro de Atos, não havia uma organização central, nenhum controle central, mas cada Igreja, era um testemunho separado diante do Senhor; e podemos aprender esta lição do irmãos na Índia. Eu mencionei a pouco a respeito de nosso irmão Theodoro Austin-Sparks. O nosso irmão era um ministro batista em Londres, e na realidade boa parte do seu treinamento aconteceu sob a tutela de D. Campbell Morgan, que foi utilizado grandemente como ministro em Londres. Quando olhamos pra vida do irmão Austin-Sparks, o Senhor começou a abrir os seus olhos, começou abrir seus olhos para a obra da cruz, e ver a Igreja, de uma maneira maior. E nosso irmão se separou da Igreja Batista, e onde começaram se reunir em Londres, era um lugar chamado Olner Walk, e aquele prédio ainda existe até hoje. E também nosso irmão trabalhou por muitos anos, ele colaborou muitos anos com a irmã Jessie Penn-Lewis, ela na realidade desejava que ele fosse o sucessor dela na edição da revista O Vencedor. Mas como o Senhor tinha revelado a ela tanto a respeito da obra na cruz, e o nosso irmão Sparks viu também, mas ele também ao mesmo tempo via o grande chamamento para a Igreja. E eles se separaram, e ele prosseguiu, e a medida que o Senhor revelou à ele, o Senhor revelou para ele de uma maneira grandiosa o chamamento celestial para Igreja. Os princípios espirituais da Igreja Universal, ele começou a enxergar cada vez mais isso. A medida que nosso irmão Austin-Sparks viajava, das muitas vezes ele e o irmão W. Nee se encontravam, o irmão W. Nee visitaria a Inglaterra, eles teriam comunhão juntos. É muito difícil separar, as verdades que cada um teve individualmente. Que naquela comunhão eles ajudavam mutuamente alargar cada vez mais um ao outro, e dessa forma trazer uma plenitude um quadro mais amplo do propósito eterno de Deus. Talvez podemos separar os irmãos Austin-Sparks e Watchman Nee, de uma maneira, podemos dizer que nosso irmão Austin-Sparks tenha visto a realidades espirituais da Igreja num sentido Universal; e o irmão Watchman Nee viu mais as questões práticas da Igreja Local. Essas duas coisas andam de mãos dadas e são muito essenciais. E precisamos de ambos os lados para nos manter em equilíbrio. E quando nosso irmão Sparks focalizava demais nessa questão da Igreja no aspecto Universal, da mesma maneira como os grande homens tem fraquezas, ele falhou em praticar aquilo a nível da Igreja no local; permitir que
aquilo pudesse ser então trabalhado. Mais entre o ensinamento daqueles dois, nós conseguimos ver na realidade o que é Igreja. A medida em que vemos a Igreja sendo formada da maneira que Ele nos revela, essas palavras começavam a vir novamente através do ministério deles, para que Cristo pudesse ser tudo em todos. Nós devemos muito a nossos irmãos, porque nós podemos ver, como diferentes verdades foram recuperadas, à medida que o Senhor mostrava para eles como Cristo era tudo em todos, mais dessas
verdades foram trazidos para essa realidade de Cristo ser tudo em todos. Quando pensamos em termos de justificação, observamos como Martinho Lutero viu uma porção disto, como no século XVIII e XIX mais disso foi recuperado. Mas quando os irmãos Nee e Sparks, estavam compartilhando a respeito disto, não foi que apenas fomos justificados, mas que Ele é a nossa justificação, em Cristo somos justificados. Tudo é em Cristo, o Senhor quer reunir todas as coisas em Cristo. Em Cristo somos justificados, porque Ele é a nossa
justificação. A mesma coisa com a santificação, a medida que podemos ver isto sendo desenvolvido e descoberto, eles descobriram as verdades de que Ele é a nossa santificação. O Senhor quer realmente resumir e trazer todas as coisas em Cristo, hoje mesmo utilizamos este termo em Cristo, e na realidade é um termo bem aceito. Mas antes do ministério do irmão Watchman Nee e Austin-Sparks, esses termos em Cristo, não eram tão mencionados assim, então eles começaram a mostrar como todas as coisas retornaram e voltavam para
Cristo. E agora eles chegaram a Igreja, e a medida que compartilhavam e tinham comunhão um com o outro, e eles disseram: que é a Igreja? O que é a Igreja?
*Então se nós tivermos três irmãos, podemos olhar pro Evangelho e pegar Pedro, Paulo e João. Quando eles foram salvos e começaram a se reunir, será que a Igreja é João, Paulo e Pedro? Quando esses três se reúnem, será que isso é Igreja? O que o Senhor disse que é Igreja? Ele falou que é onde só dois ou três estiverem reunidos? Eu estou no meio... Será que os três apenas são Igreja? Se Pedro, Paulo e João são Igreja, então vamos ter muitos problemas. Pois conhecemos bem o temperamento de Pedro. Sabemos que quando João fica bravo manda descer raio do céu. E quando eles estão brigando um com outro. Não são os
três deles. Quando prosseguimos dizemos muito bem: é Cristo em Pedro + Cristo em Paulo + Cristo em João = então temos a Igreja. Então temos todos eles juntos, mas quando olhamos pra isto, o que nós vemos? Nós ainda vemos Pedro, Paulo e João. Então vamos adicionar outro elemento nesta equação, e devemos dizer que é Cristo em Pedro - Pedro + Cristo em Paulo - Paulo + Cristo em João - João = A Igreja; e o que você tem, você tem Cristo, Ele é a Igreja, Cristo é tudo em todos. Então Cristo é a Igreja, a Igreja é Cristo na sua expressão corpórea, Ele é a vida na Igreja; a Igreja é Cristo Ele mesmo. Cristo sendo
tudo em todos. Quando lemos a carta aos Efésios, Ele tinha um propósito, para resumir, consolidar tudo em Cristo. Quando olhamos o final em Apolicapse, o que vemos que compõe aquela cidade? Você não vê nada além do que a vida de Cristo. Ali há o ouro que foi formado no Santo, que é a sua vida, então prossegue para a cidade. A noiva já se ataviou e é a Sua vida que foi formada em nós. Quando voltamos pra toda essa questão da História da Igreja, dizemos quando começamos, que há uma coisa que nós aprendemos com a
História da Igreja, e o que é isso? É que nós não aprendemos. Ainda que nós tenhamos passado toda essa semana, ainda não aprendemos. Quando olhamos pra trás na História da Igreja, na página 51, aquilo que é chamado efeito de “Pêndulo” na História da Igreja. então podemos ver como o Senhor moveu, a medida que o Senhor moveu, por causa dos efeitos do homem, balançamos muito longe de um lado para outro, quando vemos as nossas próprias emoções e nosso próprio intelecto controlando, de novo e de novo, nós
vemos, ao invés de estarmos na linha central, nós erramos e vamos muito longe de um lado para outro. Qual o chamado que o Senhor está fazendo pra nós? A medida que nos voltamos para Cristo, Ele está desejoso de que esta linha do meio, possa ser o nosso padrão; possa ser aquela linha de prumo, e que possamos andar nela. O centro aqui é Cristo. Nós podemos ver aquilo que é chamado de Cristianismo Bíblico; mesmo dentro deste século, novamente, nós vemos “igrejas” do Novo Testamento sendo estabelecidos. E quando eles olham pro Novo Testamento, então eles diziam: ah! como eles se reuniam... então muito bem, eles se
reuniam de casa em casa, então vamos nos reunir em casas, precisamos de alguns anciãos, alguns diáconos, precisamos ter algumas reunião de oração, precisamos partir o pão... então eles começam a estabelecer algumas igrejas do Novo Testamento. Eles acabam a ter uma forma dela, ah, não podemos ser de denominação, então vamos ser Não-denominacionais. Sabe qual é a denominação que mais cresce na terra hoje? É a denominação da Não-denominação. Então muitos são orgulhosos de não serem denominacionais;
mas estão se desviando daquela simplicidade e pureza as quais eles queriam alcançar.
Irmãos e irmãs, o Senhor não quer que ficamos saindo por aí e ficar estabelecendo igrejas do Novo Testamento. Ele quer que nos focalizemos em cima daquela única coisa, em contemplarmos o Cordeiro de Deus, e contemplar à Ele; para que o Seu Filho possa ser tudo em todos. Quando contemplamos essas cartas, vemos em cada uma delas, em Apocalipse 2 e 3, houve esse chamado: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz as Igrejas; aquele que vencer, Eu vou fazer isso”. E como vimos ao longo de toda a História da Igreja, houve aqueles que tinham ouvidos para ouvir, houve aqueles que foram vencedores.
Irmãos e irmãs não permita que essa palavra Vencedor te atemorize; porque essa palavra Vencedor significa o Cristão normal. Se olharmos pra aqueles que corresponderam, eles simplesmente estava vivendo uma vida cristã normal. Todos os outros estavam num padrão abaixo, uma vida sub-normal; aqueles que seguem ao Cordeiro, eles simplesmente seguem uma vida cristão normal. Eles vencem. Qual é a característica destes vencedores?
Será que eles vencem por causa do seu grande conhecimento? Ou por causa das suas grandes obras? Eles vencem por causa do sangue do Cordeiro! Eles reconhecem que são pecadores salvos pela graça. E é somente Ele. Eles vencem pela palavra do Seu testemunho. E qual é a palavra do Seu testemunho? É que Cristo é tudo em todos! E não amaram as suas vidas até a morte. Alguns viveram uma vida de mártir, alguns morreram uma morte de mártir. Nem todos os mártires morreram de forma voluntária; alguns foram de maneira involuntária. Nós não sabemos o que está diante de nós. Mas sabemos de uma coisa, o
Cordeiro já foi adiante de nós. Já preparou o caminho, de maneira que qualquer coisa que vier, já há aquela provisão plena em Cristo. O Senhor está fazendo chamado ao seu povo, quando consideramos esta era da História da Igreja, essa não é uma era independente em si mesmo. Mas é simplesmente uma era que está a parte do seu propósito eterno, de como Ele está desejoso de preparar um povo, para ser aquela noiva; para apressar a sua volta. E será que vamos ser nós aqueles que vão escolher seguir o Cordeiro? Que possamos ser aqueles que tenham ouvidos para ouvir. Quando contemplamos estas últimas quatro igrejas;
nós dizemos que a Igreja em Tiatira representa a Igreja Católica; a Igreja em Sardes representa a Igreja Protestante e essa ainda permanece hoje; a Igreja em Filadélfia era a carta para aqueles que estavam cheios do amor fraternal e isto ainda acontece hoje, e lemos a carta à Igreja em Laodicéia, e ela está ainda aqui hoje. Existem quatro igrejas que estão acontecendo aí de maneira concorrente, nessa natureza profética, irmãos e irmãs, cada um de nós tem escolha. Em qual queremos estar? “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça aquilo que o Espírito diz as Igrejas”. Estamos falando aqui, a respeito de uma escolha
individual, estas cartas foram escritas para todas as Igrejas, mas o chamado para ouvir, é individual. A medida que aqueles indivíduos respondem, então conhecem o caminho da Igreja; e podem ver o seu chamado e o seu propósito, a medida que eles buscam a Palavra de Deus, a medida que eles permitam que Cristo seja aquele Cabeça Vivo, e dê ao Espírito Santo o seu lugar correto. E nós vamos ver que o nosso Deus é um Deus com propósito, e como ele realmente quer resumir e condensar todas as coisas no Seu Filho. E Ele está realmente buscando aqueles, que exatamente como Seu Filho seguiram o caminho da cruz;
e vão seguir o caminho da cruz, vão negar a si mesmos, diariamente seguir ao Cordeiro. Em Apocalipse fala que aqueles que seguem ao Cordeiro, sabe onde é que eles vão acabar? E em Apocalipse 14 é dito que eles vão acabar lá no trono de Deus. Mas irmãos e irmãs, o nosso Senhor tem um coração de amor pela Igreja; e Ele continua a se revelar para aqueles que tem ouvidos para ouvir. Quanto mais nós vemos Ele, nós vemos Cristo, e também vemos O Cristo; que é a Igreja. Irmãos e irmãs que possamos escolher, aquele
caminho de segui-lo; o nosso coração individualmente que vai trazer glória para o Seu nome. Quando olhamos para a terra hoje, nós vemos de quão longe já nos desviamos, nós vemos aqueles que se reúnem debaixo de outro nome. Homens famosos, como Lutero, outros homens famosos. Podemos ver aqueles que se reúnem de baixo de experiência, como alguns carismáticos e pentecostais. Mas a medida que consideramos isto, se nós pudermos sair daqui com apenas uma coisa da História da Igreja, o Senhor edificou a Sua Igreja sobre essa terra, para que ela pudesse alcançar o seu propósito eterno. Através da obra da Sua vida na vida de irmãos e irmãs; pudesse haver um testemunho aqui sobre esta terra, que iria
atrair muitos para Ele mesmo. E através do operar da sua vida no meio dos irmãos e irmãs, a Sua noiva pudesse ser então ataviada; e o seu eterno propósito nunca se desviou desse propósito eterno. Talvez possa
até parecer que foi um pouco torcido, mas o seu propósito nunca mudou, Ele vai concluir e alcançar aquilo, no momento certo. Que possamos ser aqueles, que tem ouvidos para ouvir, aquilo que Ele está dizendo para cada um de nós.
“Senhor, nós te agradecemos tanto, que nós somos simplesmente aqueles que foram redimidos pelo Senhor, e nós podemos voltar ao Senhor com corações cheios de gozo e de adoração. Nós te agradecemos porque o Senhor é um Deus com propósito, e o Senhor desejou concluir todas as coisas no Seu Filho amado.E Senhor nós te pedimos, que em uma medida cada vez maior em cada um de nossos corações, nós possamos contemplar o Teu Filho, de uma maneira maior e mais plena”.